No Templo de Salomão, Deus confirmou sua presença entre o povo.

I Reis 6: 11-13
Então, veio a palavra do SENHOR a Salomão, dizendo: Quanto a esta casa que tu edificas, se andares nos meus estatutos, e fizeres os meus juízos, e guardares todos os meus mandamentos, andando neles, confirmarei para contigo a minha palavra, a qual falei a Davi, teu pai; e habitarei no meio dos filhos de Israel e não desampararei o meu povo de Israel.”

O precursor do templo de Salomão foi o Tabernáculo, a tenda construída pelos israelitas enquanto acampados no deserto, junto ao monte Sinai. Após entrarem na terra prometida de Canaã, conservaram esse santuário móvel até os tempos do rei Salomão. No quarto ano do seu reinado, foram postos os alicerces; sete anos mais tarde, o templo foi terminado. O culto ao Senhor, e, especialmente, os sacrifícios oferecidos a Ele, tinham agora um lugar fixo na cidade de Jerusalém. A cidade de Jerusalém, além de ser a capital do reino do sul, agora, era também, o centro religioso de toda Judá.

Durante todo o período da monarquia, o templo passou por vários ciclos de profanação e restauração. A idolatria atingiu níveis estarrecedores no governo de muitos monarcas e seus sucessores, até que, finalmente, Deus permitiu que o rei Nabucodonosor de Babilônia destruísse totalmente o templo em 586 a.C.

Cinquenta anos mais tarde, o rei Ciro autorizou o regresso dos judeus de Babilônia para a Palestina e a reconstrução do templo. No início da era do Novo Testamento, o rei Herodes investiu muito tempo e dinheiro na reconstrução e embelezamento de um segundo templo. Foi este o templo que Jesus purificou em duas ocasiões. Em 70 d.C., no entanto, depois de frequentes rebeliões dos judeus contra as autoridades romanas, o templo e a cidade de Jerusalém, foram mais uma vez arrasados, ficando em ruínas.

Sob muitos aspectos, o templo tinha o mesmo significado para os israelitas que a cidade de Jerusalém. Ele simbolizava a presença e a proteção do Senhor Deus entre o seu povo. Quando ele foi dedicado, Deus desceu do céu e o encheu da sua glória, e prometeu que poria o seu Nome ali. Por isso, quando o povo de Deus queria orar ao Senhor, podia fazê-lo, voltado em direção ao templo, e Deus o ouviria “desde o seu templo”. O templo também representava a redenção de Deus para com o seu povo. Dois atos importantes tinham lugar ali: os sacrifícios diários pelo pecado, no altar de bronze, e o Dia da Expiação quando, então, o sumo sacerdote entrava no lugar santíssimo a fim de aspergir sangue no propiciatório sobre a arca para expiar os pecados do povo. Todavia, o templo não oferecia nenhuma garantia absoluta da presença de Deus; simbolizava a presença de Deus somente enquanto o povo rejeitasse todos os demais deuses e obedecesse a santa lei de Deus.

A importância do templo no Novo Testamento deve ser considerada no contexto daquilo que o templo simbolizava no Antigo Testamento. Posto que Jesus Cristo personificou em si mesmo o significado do templo, e posto que a igreja é o seu corpo, ela é denominada “o templo de Deus”, onde habita Cristo e o seu Espirito. Mediante o seu Espirito, Cristo habita na sua igreja, e requer que o seu corpo seja santo. A ênfase do culto, para os cristãos, transferiu-se do templo para o próprio Jesus Cristo… é Ele, e não o templo, quem agora representa a presença de Deus entre o seu povo, Ele é o Verbo de Deus que se fez carme, e nEle habita toda a plenitude de Deus.

O próprio Jesus, assim como os profetas do Antigo Testamento, censurou o uso indevido do templo.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– Extraído da Bíblia de Estudo Pentecostal – O Templo de Salomão (p 666/667)

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