O grande Dia da Expiação.

Levítico 16: 1-23
E falou o SENHOR a Moisés, depois da morte dos dois filhos de Arão, que morreram quando se chegaram diante do SENHOR. Disse, pois, o SENHOR a Moisés: Dize a Arão, teu irmão, que não entre no santuário em todo o tempo, para dentro do véu, diante do propiciatório que está sobre a arca, para que não morra; porque eu aparecerei na nuvem sobre o propiciatório. Com isto Arão entrará no santuário: com um novilho, para expiação do pecado, e um carneiro para holocausto. … … E da congregação dos filhos de Israel tomará dois bodes para expiação do pecado e um carneiro para holocausto. Depois Arão oferecerá o novilho da expiação, que será para ele; e fará expiação por si e pela sua casa. Também tomará ambos os bodes, e os porá perante o SENHOR, à porta da tenda da congregação. E Arão lançará sortes sobre os dois bodes; uma pelo SENHOR, e a outra pelo bode emissário. Então Arão fará chegar o bode, sobre o qual cair a sorte pelo SENHOR, e o oferecerá para expiação do pecado. Mas o bode, sobre que cair a sorte para ser bode emissário, apresentar-se-á vivo perante o SENHOR, para fazer expiação com ele, a fim de enviá-lo ao deserto como bode emissário. … … Então sairá ao altar, que está perante o SENHOR, e fará expiação por ele; e tomará do sangue do novilho, e do sangue do bode, e o porá sobre as pontas do altar ao redor. … … Havendo, pois, acabado de fazer expiação pelo santuário, e pela tenda da congregação, e pelo altar, então fará chegar o bode vivo”.

Para entendermos o significado e propósito da morte de Cristo na cruz, é imprescindível que tenhamos um profundo conhecimento dos sacrifícios que foram realizados na antiga aliança. Qualquer explicação teórica que não se fundamente estritamente na Sagrada Escritura e que deixe de fora o elemento da expiação, deve ser considerada antibíblica e, sendo assim, deve ser veementemente desprezada. Tudo quanto dizemos a respeito do que significa a morte de Jesus para nós (os da nova aliança) é o mesmo que estarmos dizendo que sua morte foi o sacrifício que Deus, o Pai, requereu desde o principio. Os sacrifícios da antiga aliança não tinham caráter estritamente profético em relação ao Messias, eles serviam para que Israel estivesse preparado para a chegada de Cristo. Contudo, o que Israel não entendeu é que essa preparação tinha que ser no âmbito espiritual e não apenas no aspecto da legalidade.

As regras do ritual de pureza permeavam a vida de todo israelita e era um lembrete constante que o povo escolhido era um povo separado das outras nações. Eles não podiam viver como os outros povos vivam, mas precisavam se manter constantemente em um relacionamento de aliança com Deus. As regras da pureza ritual permitia que eles apreciassem e reafirmassem esse relacionamento em sua vida cotidiana. As leis da pureza levítica traçavam uma contundente distinção entre a vida e a morte. Elas inculcavam na mente e no coração de todo israelita a necessidade de sempre viver segundo os estatutos e preceitos de um Deus extraordinariamente santo — que dá a vida a todos — e evitar qualquer coisa que estivesse em conflito com Sua vontade revelada e que produziria a morte.

A expiação não foi uma atitude que Deus tomou de ultima hora, a expiação estava na mente e no propósito de Deus antes de seu cumprimento – “E adoraram-na todos os que habitam sobre a terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo”. Desta forma, a expiação foi concebida e ordenada no Céu e instituída na terra. Começou com sacrifícios de animais limpos, puros e inocentes em favor do culpado nos primeiros registros da Bíblia e, no livro de Apocalipse, vemos que o sacrifício do Cordeiro de Deus sem mancha, imolado, para livrar os culpados de seus pecados – “E olhei, e eis que estava no meio do trono e dos quatro animais viventes e entre os anciãos um Cordeiro, como havendo sido morto, e tinha sete chifres e sete olhos, que são os sete espíritos de Deus enviados a toda a terra. E veio, e tomou o livro da destra do que estava assentado no trono. E, havendo tomado o livro, os quatro animais e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo todos eles harpas e salvas de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos. E cantavam um novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto, e com o teu sangue compraste para Deus homens de toda a tribo, e língua, e povo, e nação; E para o nosso Deus os fizeste reis e sacerdotes; e eles reinarão sobre a terra”.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– Conhecendo as Doutrinas da Bíblia – Myer Pearlman
– O Pentateuco – Paul Hoff

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