Não reajamos às provocações.

Romanos 12: 19
Não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira, porque está escrito: Minha é a vingança; eu recompensarei, diz o Senhor”.

No decorrer de três semanas, o nosso assunto girará entorno de Ana, Elcana e Samuel, pois esta família, é o tema principal dos comentários das três primeiras lições, foi o período da historia de Israel onde ocorreu a transição do período dos juízes para o período da monarquia. Samuel é oferecido a Deus por Ana e, o Senhor o põe como protagonista nesta trama elegendo-o como sacerdote e também como o último juiz da nação israelita.

Sempre, que tenho oportunidade, falo aos irmãos que, indiscutivelmente, encontraremos na Bíblia inúmeros textos para justificar nosso comportamento bestial, digo bestial no sentido de agirmos sempre na nossa razão, pois sempre que agimos estritamente dentro da nossa razão, agimos com bestialidade – imoralidade, brutalidade e estupidez. Devemos policiar incessantemente nossos sentimentos, afim de não sermos surpreendidos com nossas atitudes, não só em relação ao próximo, mas principalmente com os de casa – marido, esposa e filhos.

Como escrevemos em artigos anteriores, o grande propósito do casamento estabelecido por Deus é a propagação da raça humana, essa é a única forma que Deus aceita para a propagação da espécie humana – a união de UM MACHO com UMA FÊMEA. Embora o tipo de união estabelecida por Deus tenha sido o monogâmico, por um determinado tempo o Senhor tolerou a poligamia entre seu povo. Entretanto, a poligamia contradiz o principio que o próprio Senhor estabeleceu para o casamento – “Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne”. Em todas as passagens bíblicas onde é notada a poligamia, indiscutivelmente, percebe-se trágicas consequências no comportamento entre os membros de uma mesma família e, com a família de Samuel não foi diferente.

A esterilidade de Ana concedia, naquele tempo e cultura, a Elcana, seu marido, a possibilidade de “perpetuar” o seu nome através da “união” com outra mulher, pois, o ter muitos filhos, na cultura de alguns povos do Antigo Testamento, era sinal de benção e prosperidade. E, além de não se conformar com a sua condição, Ana tinha sua vida afligida pela sua “concorrente” que “a irritava constantemente”. Que situação!! Além da esterilidade, Ana tinha que suportar diariamente o escárnio de Penina por causa de um problema que ela, por si mesma, não podia resolver. Ana, por direito legal, poderia exigir a dispensa de Penina juntamente com seus filhos, mas ela optou por resolver o problema de outra forma.

Ana era uma crente fervorosa e, por isso, ela decidiu colocar sua causa nas mãos do seu Juíz. É interessante observar a oração que ela fez diante de Deus –“Senhor dos Exércitos! Se benignamente atentares para a aflição da tua serva, e de mim te lembrares, e da tua serva não te esqueceres, mas à tua serva deres um filho homem, ao Senhor o darei todos os dias da sua vida, e sobre a sua cabeça não passará navalha”, é digno de nota que em momento algum Ana se referiu a sua oponente. A aflição a que Ana se refere é o fato de não poder gerar filhos e não a situação vivida dentro de casa com a rival, esta situação, Ana, bem cria que o seu Deus resolveria para ela.

Busquei ao Senhor, e ele me respondeu; livrou-me de todos os meus temores”.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

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