O sentido da circuncisão apontava para a santificação.

Êxodo 19: 5-6
 “Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes o meu concerto, então, sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos; porque toda a terra é minha. E vós me sereis reino sacerdotal e povo santo. Estas são as palavras que falarás aos filhos de Israel”.

Em momento algum a circuncisão dos judeus visava “marcar” os que pertenciam a Deus. Como escrevemos anteriormente, a circuncisão tinha caráter individual e íntimo entre o homem e Deus. A circuncisão, descartando o caráter tradicional religioso, não tinha por finalidade identificar quem era judeu, mas, impreterivelmente, identificava quem desejava andar de forma santa e irrepreensível diante de Deus, sendo assim, a circuncisão agia como um sinal luminoso alertando a pessoa sobre quem ela era e a quem pertencia. A circuncisão é uma pratica (exigida por Deus) exclusiva para os judeus. Nenhum outro povo está obrigado, divinamente, a essa prática, embora alguns povos africanos executem essa prática, eles o fazem por rituais de tradição e não por ordenança de Deus.

Mas o que é, afinal de contas, essa “tal” de circuncisão? A circuncisão é a retirada do prepúcio do órgão genital masculino e, em lugar algum da Bíblia encontramos regras técnicas de como deveria ser executada a circuncisão, o que Senhor exigia era que fosse efetuada. Embora a prática da circuncisão seja vista como um ato de mutilação, e isso é o que realmente acontece, pois uma parte do corpo plenamente intacta será extirpada, ela no aspecto espiritual, serve como um “despertador” para que a consciência do homem não esteja cauterizada quanto aos pecados de ordem sexual. A circuncisão era um sinal adequado para o povo escolhido de Deus, porque a pureza espiritual e a santidade deveriam caracterizar a sua vida. Como a corrupção do pecado frequentemente se manifesta com força peculiar na vida sexual, Deus exigiu que o seu povo simbolizasse a santificação das suas vidas por meio da purificação do órgão que serve para a reprodução da vida.

A Bíblia não diz que a circuncisão foi abolida na Nova Aliança. A circuncisão ainda continua sendo necessária na vida do crente, todavia, não é o prepúcio de devemos extirpar de nossa genitália, antes, o que o Senhor deseja de nós é que toda e qualquer resquício de carnalidade seja definitivamente extirpado para que prevaleça a natureza espiritual – “Porque não é judeu o que o é exteriormente, nem é circuncisão a que o é exteriormente na carne”. Não é apenas um “pedacinho” de carne que deva ser extirpado da vida do crente, a nossa natureza carnal deve estar total e definitivamente subjugada à natureza espiritual – “Porque a circuncisão somos nós, que servimos a Deus no Espírito, e nos gloriamos em Jesus Cristo, e não confiamos na carne”.

 Foi em Antioquia que os cristãos pela primeira vez negaram a necessidade da circuncisão para que alguém se tornasse membro da igreja. Essa decisão foi mais tarde apoiada no assim chamado concílio de Jerusalém. No entanto, a discussão naturalmente continuou.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– Dicionário Bíblico Wycliffe

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