Cristo formou um novo povo, a Igreja, por meio do sacrifício vicário.

Efésios 2: 13 e 19
 “Mas, agora, em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto”;” Assim que já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos Santos e da família de Deus”.

O plano eterno que Deus projetou para a salvação da humanidade, sem duvida alguma apontava para um povo, todavia, não podemos dizer que este povo seja o judeu. Indiscutivelmente, Israel foi o povo escolhido por Deus, para que seu plano eterno de salvação viesse a alcançar toda a humanidade, mas, em momento algum houve uma declaração da parte do Senhor dizendo que eles eram participantes exclusivos deste plano. Devemos entender que a manifestação do Filho, na sua encarnação, foi devido a queda do homem no Éden e não por causa da sobranceria de Israel, como também, a igreja não é um projeto divino usado como plano “B” porque Israel falhou, a igreja já estava nos planos de Deus antes da formação do mundo.

Até o momento em que nenhum gentio tinha se convertido ao cristianismo, os judeus viam a igreja com “bons olhos”, entretanto, quando começaram a surgir as primeiras conversões, junto com elas começaram a surgir os problemas. Os judeus ainda não tinham atentado para a característica do “novo” povo que o Senhor escolhera para ser Seu. A distinção dos gentios, que os judeus tanto primavam por ela, foi definitivamente derrubada com a obra que Cristo realizou na cruz. Agora não existe mais uma religião especifica para judeus e outra para gentios, o evangelho uniu os dois povos num só corpo – a IGREJA -. Um só Deus, um só corpo um só Espírito.

O foco principal de toda a inimizade entre judeus e gentios foi a Lei. Gentios entendiam que a Lei era exclusivamente para os judeus, em contrapartida, os judeus exigiam que os gentios para se tornarem cristão tinham que, primeiro, se tornarem judeus. Quando apontamos para a Lei como sendo o foco principal da distinção, falamos dela em todos os aspectos e não apenas no que se aplica ao decálogo. As leis alimentares também causavam muitas discórdias entre os crentes da igreja primitiva.

Paulo, para reforçar o que Cristo já havia realizado na cruz, insta com os crentes de Éfeso, que na sua maioria eram gentios, de que “agora” não há nenhuma diferença entre judeu e gentio, ambos são vistos por Deus como ovelhas do Seu rebanho. Diferente do ambiente que havia no templo judeu, onde judeus se congregavam num ambiente diferente, onde os gentios eram terminantemente proibidos de ingressarem, a igreja de Cristo não faz distinção das pessoas, não há um espaço especifico correspondente à cada etnia. A igreja é um corpo – um organismo – e as pessoas indistintamente são os membros deste corpo.

O gentio convertido não podia ser acusado, agora, pelos judeus de ser um transgressor da Lei, pois, Jesus cumpriu por ele toda a Lei com uma vida justa e levando sobre Si toda a maldição da Lei.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– Comentário Bíblico Expositivo do Novo Testamento – Warren W. Wiersbe

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