A desunião expulsa as bênçãos da Igreja.

Salmos 133
 “Oh! quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união. É como o óleo precioso sobre a cabeça, que desce sobre a barba, a barba de Arão, e que desce à orla das suas vestes. Como o orvalho de Hermom, e como o que desce sobre os montes de Sião, porque ali o Senhor ordena a bênção e a vida para sempre”.

Quando Davi escreveu esse salmo, provavelmente, era uma ocasião solene em Jerusalém. Sem dúvida alguma a cidade deveria estar “abarrotada” de gente e, as circunstancias o inspirou a escrever esse salmo, pois, quando examinamos a Bíblia, tanto no Velho quanto no Novo Testamento, o que vemos são situações que contradizem o que ele escreveu sobre união dos irmãos. Embora ele não estivesse falando da própria família, entretanto quando apontamos para Israel não tem como deixar de retroceder até aos patriarcas Abraão, Isaque e Jacó e concluir que, apesar de imensa, a nação israelita provinha de um único “tronco”.

Oh! quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união”.

Mas, o que seria viver em união? Viver em união (Claro! Estamos falando no que se aplica a igreja) é suportar-se mutuamente em amor, pois ainda que não consigamos identificar em nós mesmos os nossos defeitos, devemos estar conscientes de que os temos em abundancia. A Bíblia assegura que nós temos a facilidade de observar só os defeitos dos outros, enquanto que os nossos passam (convenientemente) despercebidos.

Davi não era um ilusionário, ele não fechava os olhos para a realidade e imaginava que toda a nação viva numa harmoniosa união. A sua declaração é o desejo de uma possível realidade já que aquele povo não era um povo qualquer. Israel tinha Abraão como antepassado em comum, falavam a mesma língua, adoravam o mesmo Deus, partilhavam a mesma terra e eram governados pela mesma santa lei. Era um povo que cuja característica induzia a viver unido, no entanto o que vemos nas páginas da Bíblia são desavenças dentro das famílias – Caim matou Abel; Ló desentendeu-se com Abraão; José era aborrecido por seus irmãos; o próprio Davi era desprezado em casa; entre os discípulos houve discórdia; e, Paulo e Barnabé não suportaram um ao outro por causa de João Marcos.

Uma verdadeira união entre o povo de Deus só é possível com a unção do Espírito Santo de Deus. É disso que Davi está falando quando se refere ao sacerdote. O óleo derramado sobre a cabeça do sacerdote devia escorrer pelo colarinho encharcar a barba e peitoral, com essa ação o óleo molhava as doze pedras com os nomes das tribos israelitas. Quando o crente anda no Espírito, ele esquece as coisas que são visíveis aos olhos e se concentra nas espirituais. As coisas externas nos dividem – gênero, riqueza, aparência, preconceitos étnicos, condição social e posicionamento político, por outro lado o Espírito promove nossa união e, assim, o nome do Senhor é glorificado.

Entristecemos o Espírito Santo com os pecados que causam divisão. As figuras do óleo e do orvalho, no salmo, lembram que a união não é algo que construímos, mas é algo que Deus envia do alto.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– Comentário Bíblico Expositivo do Velho Testamento – Warren W. Wiersbe

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