Os amigos de Jó obedecem a ordenança de Deus.

Jó 42: 9
 “Então, foram Elifaz, o temanita, e Bildade, o suíta, e Zofar, o naamatita, e fizeram como o Senhor lhes dissera; e o Senhor aceitou a face de Jó”.

O que nós temos no capítulo 42 do livro de Jó, do primeiro ao décimo versículo, é uma verdadeira e fiel declaração da soberania de Deus. Nos dois primeiros versículos Jó confessa de uma forma inquestionável que o Senhor é Onipotente. A onipotência de Deus não significa que Ele faça qualquer coisa, ainda que isso seja possível, todavia, uma vez que a sua onipotência é governada por sua vontade, e esta por sua vez é governada pelo seu caráter. Nosso Deus não deseja nada que seja contrário ao seu caráter.

Da soberania do nosso Senhor devemos aprender que esta expressão representa o ensino bíblico que se refere ao absoluto, irresistível, infinito e incondicional exercício da vontade própria de Deus sobre qualquer área da sua criação. Deus é aquele que ordena todos os eventos ao longo do tempo e da eternidade. Ele também é o Criador e Mantenedor de tudo o que existe. Deus “faz todas as coisas, segundo o conselho da sua vontade”. Não há nada que esteja excluído do campo da soberania de Deus, até mesmo os atos ímpios dos homens. Embora Deus não aprove esses atos de impiedade, Ele os permite, governa e usa para os seus próprios objetivos e glória.

Sobre a onipotência de Deus, a Sagrada Escritura menciona sobre ela de diversas formas: Não há nada difícil demais para Ele – “Ah! Senhor Jeová! Eis que tu fizeste os céus e a terra com o teu grande poder e com o teu braço estendido; não te é maravilhosa demais coisa alguma”; nada pode atrapalhar o seu propósito – “Ainda antes que houvesse dia, eu sou; e ninguém há que possa fazer escapar das minhas mãos; operando eu, quem impedirá?”; com Deus todas as coisas são possíveis – “Mas ele respondeu: As coisas que são impossíveis aos homens são possíveis a Deus”.

A vontade divina é a causa final de todas as coisas. Ela é absoluta e imutável, não condicionada por nada além de si mesma. Todas as coisas são sua consumação: a criação e a preservação; o governo; a eleição e a reprovação; a morte de Cristo; a salvação; a santificação; os sofrimentos dos santos; a existência, o curso da vida e o fim do homem; e até mesmo os menores detalhes da vida. Uma vez que todas as coisas encontram sua causa última na vontade de Deus, é bom fazer uma distinção entre os aspectos eficazes e permissivos da vontade de Deus. O aspecto eficaz da sua vontade é cumprido de forma causal ou ativa. Não é apenas aquilo que Deus consente, mas também aquilo que Ele deseja. Por outro lado, o aspecto permissivo da vontade divina é aquele que tem uma autorização para ocorrer através da intervenção não controlada de criaturas racionais.

Ora, qual o melhor comportamento que um homem pode ter diante de um Deus Tremendo como o nosso? Nada mais razoável do que ficar em silencio, pois, nenhum homem tem a capacidade de explicar ou julgar a providência divina.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– Dicionário Bíblico Wycliffe.

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