A misericórdia de Deus é desprezada quando se buscam coisas vãs.

Jonas 2: 8
 “Os que observam as vaidades vãs deixam a sua própria misericórdia”.

Todo aquele que adora ídolos inúteis (falsos deuses) negligencia a graça de Deus e abandona qualquer esperança de receber a misericórdia do Senhor. Qualquer objeto de devoção, que venha a substituir a presença de Deus, não passa de uma vaidade mentirosa. Qualquer pessoa, crente ou não, que tem esse tipo de atitude se engana com algo que é totalmente vazio e tolo. Por isso, procure ter a certeza de que nada venha ocupar o lugar a que somente Deus tem direito em sua vida. A idolatria do ponto de vista bíblico não está estritamente ligada às imagens ou esculturas que as pessoas veneram se prostrando diante delas, antes, a idolatria no sentido bíblico aponta, principalmente, para sentimentos e desejos incontroláveis de qualquer aspecto. Idolatria é um problema do coração, uma metáfora para a luxúria humana, para a demanda da nossa vontade, da ânsia e da ganância.

Não se pode compreender a atração que exercia a idolatria sobre o povo, a menos que compreendamos sua verdadeira natureza. Por trás de toda idolatria, há demônios, que são seres sobrenaturais controlados pelo diabo. Noutras palavras, o poder que age por detrás da idolatria é o dos demônios, os quais têm muito poder sobre o mundo e os que são deles. O crente sabe com certeza que o poder de Jesus Cristo é maior do que o dos demônios.  Satanás, como “o deus deste século”, exerce vasto poder nesta presente era iníqua.

A correlação entre a idolatria e os demônios vê-se mais claramente quando percebemos a estreita vinculação entre as práticas religiosas pagãs e o espiritismo, a magia negra, a leitura da sorte, a feitiçaria, a bruxaria, a necromancia e coisas semelhantes.

O Novo Testamento declara que a cobiça é uma forma de idolatria – “Mortificai, pois, os vossos membros que estão sobre a terra: a prostituição, a impureza, o apetite desordenado, a vil concupiscência e a avareza, que é idolatria”. A conexão é óbvia: pois os demônios são capazes de proporcionar benefícios materiais. Uma pessoa insatisfeita com aquilo que tem e que sempre cobiça mais, não hesitará em obedecer aos princípios e vontade desses seres sobrenaturais que conseguem para tais pessoas aquilo que desejam. Embora tais pessoas talvez não adorem ídolos de madeira e de pedra, entretanto adoram os demônios que estão por trás da cobiça e dos desejos maus; logo, tais pessoas são idólatras. Dessa maneira, a declaração de Jesus: “Não podeis servir a Deus e a Mamom [as riquezas]”, é basicamente a mesma que a admoestação de Paulo: “Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios”.

Infelizmente a idolatria está presente dentro das igrejas, pois, muitos crentes acreditam que, a um só tempo, poderão servir a Deus, desfrutar da experiência da salvação e as bênçãos divinas, e também participar das práticas imorais e ímpias do mundo.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal
– Ídolos do Coração e Feira das Vaidades – David Powlison
– Bíblia de Estudo Pentecostal (pág. 446)

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