Paulo, separado para ser apóstolo.

Efésios 1: 1
 “Paulo, apóstolo de Jesus Cristo, pela vontade de Deus, aos santos que estão em Éfeso e fiéis em Cristo Jesus”.

Prosseguindo na apresentação dos contrastes entre Calvino e Armínio, hoje vamos falar de outros dois pontos que Armínio discordou de Calvino – a “Graça Irresistível” e a “Perseverança dos Santos”. Mas, antes, quero deixar bem transparente que não tenho nenhum doutorado em teologia, aliás, nem teólogo me considero; não tenho nenhuma formação acadêmica que me faculte a fazer o que faço, em vez disto, o que tenho é um chamado; não possuo uma “big” estante repleta de livros, mas os que tenho, são todos manuseados e, entre eles, é claro, não pode faltar alguns exemplares da Bíblia Sagrada nas mais variadas versões. Na verdade, eu me vejo como um “caco entre outros cacos”.

Pela vontade de Deus” – realmente isso soa como se Deus tivesse operado independentemente da vontade do homem. Claro que ninguém tem condições de se opor àquilo que Deus tem a realizar, mas neste caso, precisamos entender o que Calvino e Armínio entenderam acerca disto. Calvino disse que a “graça e Deus é irresistível”, ou seja,  esta doutrina declara o monergismo (doutrina de que o Espírito Santo sozinho pode atuar num ser humano e propiciar a conversão) divino na salvação: Deus age sozinho para salvar o pecador. A responsabilidade para a salvação não repousa sobre o pecador em qualquer grau de cooperação. Em outras palavras o que essa doutrina diz é que se Deus te quiser salvar, Ele vai fazer isso entendendo você ou não que precisa ser salvo.

A palavra “graça” tem como significado bíblico um “favor imerecido”, sendo assim, Armínio disse que o ser humano, habilitado pelo que é conhecido como graça preveniente, está habilitado pelo Espírito Santo para entender o Evangelho e responder na fé. Entendam bem – “habilitado pelo Espírito Santo” – nunca foi dito que o homem, por si mesmo, pode decidir alguma coisa em relação à salvação. Armínio escreveu sobre isso e diz que: “Que esta graça de Deus é o começo, a continuação e o fim de todo o bem; de modo que nem mesmo o homem regenerado pode pensar, querer ou praticar qualquer bem, nem resistir a qualquer tentação para o mal sem a graça precedente (ou preveniente) que desperta, assiste e coopera. De modo que todas as obras boas e todos os movimentos para o bem, que podem ser concebidos em pensamento, devem ser atribuídos à graça de Deus em Cristo”.

Fiéis em Cristo Jesus“. Se Paulo usou esse termo – fiéis – para fazer distinção entre dois grupos – fiéis e infiéis – isso quer dizer que há no homem, que alcançou salvação por meio de Jesus Cristo, a responsabilidade de se esforçar para manter-se fiel a Ele. Então, para refutar o que Calvino escreveu sobre a perseverança dos salvos, Armínio disse que – “Aqueles que são enxertados em Cristo por uma verdadeira fé, e que assim foram feitos participantes de seu vivificante Espírito, são abundantemente dotados de poder para lutar contra Satã, o pecado, o mundo e sua própria carne, e de ganhar a vitória; sempre – bem entendido – com o auxílio da graça do Espírito Santo, com a assistência de Jesus Cristo em todas as suas tentações, através de seu Espírito; o qual estende para eles suas mãos e (tão somente sob a condição de que eles estejam preparados para a luta, que peçam seu auxílio e não deixar de ajudar-se a si mesmos) os impele e sustenta, de modo que, por nenhum engano ou violência de Satã, sejam transviados ou tirados das mãos de Cristo”.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– https://pt.wikipedia.org/wiki/Cinco_Artigos_da_Remonstrância

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