Os limites da liberdade cristã

I Coríntios 10: 23-32
 “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm; todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas edificam. Ninguém busque o proveito próprio; antes, cada um, o que é de outrem. Comei de tudo quanto se vende no açougue, sem perguntar nada, por causa da consciência… Mas, se alguém vos disser: Isto foi sacrificado aos ídolos, não comais, por causa daquele que vos advertiu e por causa da consciência; porque a terra é do Senhor e toda a sua plenitude… Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para a glória de Deus. Portai-vos de modo que não deis escândalo nem aos judeus, nem aos gregos, nem à igreja de Deus”.

O objetivo principal da vida do crente é agradar a Deus e promover a sua glória. Sendo assim, aquilo que não pode ser feito para a glória de Deus não deve ser feito de modo nenhum. Honramos a Deus mediante nossa obediência, ações de graças, confiança, oração, fé e lealdade a Ele. Viver para a glória de Deus deve ser uma norma fundamental em nossa vida, o alvo da nossa conduta, e, embora possamos não admitir e nem aceitar o viver para a glória de Deus inclui em não causar escândalo para o irmão mais fraco na fé (é a Bíblia quem diz isso, não sou eu). Ou seja, os crentes devem limitar o exercício de sua liberdade em consideração às pessoas de consciência fraca.

Geralmente, não sabemos quando devemos condescender com um crente fraco. Paulo forneceu uma regra simples para nos ajudar a tomar a decisão correta: devemos ser sensíveis e benevolentes. Embora algumas ações possam não estar totalmente erradas, elas podem não representar o melhor interesse dos outros. Embora tenhamos liberdade em Cristo, não devemos exercitá-la à custa de magoar um irmão ou irmã em Cristo. Não devemos considerar apenas a nós mesmos; devemos ser sensíveis para com os outros.

Por que devemos ser limitados pela consciência das outras pessoas? Simplesmente porque devemos fazer todas as coisas para a glória de Deus, até mesmo comer e beber. Nada do que fazemos deve levar os outros crentes a cometer deslizes. Fazemos o que é melhor para os outros, de forma que possam ser salvos. Por outro lado, os crentes devem ser cuidadosos para não terem uma consciência excessivamente sensível. Os lideres e ensinadores cristãos devem ministrar sobre a liberdade que temos nas questões que não são expressamente proibidas pelas Escrituras.

Nossas ações devem ser motivadas pelo amor a Deus, de forma que tudo que façamos seja para sua glória. Mantenha isso como principio de direção, perguntando a si mesmo: esta ação está glorificando a Deus? Como posso honrar a Deus através desta ação? Aquele que deseja fazer tudo para a glória de Deus não será bem-sucedido se agir sem consideração pelos outros.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal (Extraído e adaptado)
– Bíblia de Estudo Pentecostal.
– Bíblia de Estudo Holman.

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