Teologia – Sola Scriptura

Apostila Panorama Bíblico

1ª Aula

INTRODUÇÃO.

Quem olha uma paisagem de longe (naturalmente, sem os recursos da tecnologia) verifica que a paisagem lá está, porém, o espaço que separa tal paisagem do observador não permite que este vislumbre, minuciosamente, todos os detalhes, porque a distância o impede.

Visão panorâmica da BÍBLIA SAGRADA, também é assim, a BÍBLIA está em nossas mãos, estudaremos sobre ela, porém, em virtude do estudo ser panorâmico, é impossível entrar nos detalhes mais profundos da maior obra literária de todos os tempos.

Por isso, é que aconselhamos aos alunos a adquirirem literaturas confiáveis que trazem mais luz a quem se interessar onde muito mais detalhes poderão ser descortinados sobre a BÍBLIA SAGRADA, em vista disto, este estudo poderá ser o início de uma longa caminhada para o aprofundamento do conhecimento sobre a BÍBLIA, a qual, quanto mais estudada, conhecida e obedecida, melhor, acima de tudo, para os crentes.

Este, não é um estudo doutrinário, ou devocional, é um estudo técnico, em virtude disso, nosso intuito básico é esclarecer alguns aspectos importantes acerca da BÍBLIA SAGRADA, não sobre o seu conteúdo, ou sobre a sua mensagem.

Aprendamos, portanto, um pouco, acerca de tão grandiosa obra:

  • Grande no seu conteúdo
    Imensurável no seu valor
    Extraordinária na revelação do amor de Deus pela humanidade.

I – O QUE É A BÍBLIA SAGRADA?

A BÍBLIA SAGRADA é, acima de tudo, a PALAVRA DE DEUS. Como PALAVRA DE DEUS, a BÍBLIA SAGRADA é a coletânea da revelação de DEUS à humanidade, através, principalmente, do povo israelita. A BÍBLIA SAGRADA é, também, uma biblioteca com um acervo de 66 livros.  Há várias metáforas referentes à BÍBLIA SAGRADA, vejamos algumas delas extraídas da própria PALAVRA DE DEUS.

01, ESCRITURA DE DEUS, Êx 32:16 – “E aquelas tábuas eram obra de Deus; também a escritura era a mesma escritura de Deus, esculpida nas tábuas”; E ESCRITURA – “Toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça”. II Tm 3: 16

02, SAGRADAS ESCRITURAS – “E que, desde a tua meninice, sabes as sagradas letras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus”. II Tm 3: 15

03, LEI – “Ou não tendes lido na lei que, aos sábados, os sacerdotes no templo violam o sábado e ficam sem culpa?” Mateus 12:5

04, PALAVRAS DE VIDA – “Este é o que esteve entre a congregação no deserto, com o anjo que lhe falava no monte Sinai, e com nossos pais, o qual recebeu as palavras de vida para no-las dar”. At 7:38.

05, ALIMENTO – “E Jesus lhe respondeu, dizendo: Escrito está que nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra de Deus” Lc4:4.

06, LÂMPADA E LUZ – “Lâmpada para os meus pés é tua palavra e luz, para o meu caminho”. Sal 119:105.

07, SEMENTE – “Esta é, pois, a parábola: a semente é a palavra de Deus”. Luc 8:11.

08, ESPADA DO ESPÍRITO – “Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus”. Ef 6:17.

Como podemos verificar, a lista de metáforas, apresentada, nos sugere grandes coisas, as quais, com toda a certeza, nos abrem o entendimento, para a compreensão do poder e GLÓRIA da PALAVRA DE DEUS, revelada ao ser humano.

II – A UTILIDADE DA BÍBLIA SAGRADA.

De acordo com a passagem BÍBLICA de II Tim 3:16-17, toda a ESCRITURA DIVINAMENTE INSPIRADA é proveitosa, ou seja, toda ela é útil e imprescindível para:

– Ensinar.
– Redarguir.
 – Corrigir.
 – Instruir em justiça.

Pelos versículos lidos, concluímos que a BÍBLIA SAGRADA é a obra prima de DEUS em prol do ser humano, especialmente do salvo por JESUS CRISTO, visto que, toda a sua PALAVRA, inspirada pelo ESPÍRITO SANTO, serve para que o homem de DEUS seja perfeito e perfeitamente instruído para toda a boa obra. Além disto, visto que DEUS é, extremamente, altruísta, seu desejo é, na realidade, que todos os homens se salvem –“Desejaria eu, de qualquer maneira, a morte do ímpio? Diz o Senhor Jeová; não desejo, antes, que se converta dos seus caminhos e viva?” Ez 18: 23, por isto podemos afirmar, sem sombra de dúvida, que:

A BÍBLIA SAGRADA É A OBRA PRIMA DE DEUS EM PROL DO SER HUMANO, SEM DISTINÇÃO ALGUMA; JÁ QUE DEUS NÃO FAZ, QUALQUER, ACEPÇÃO DE PESSOAS – “Mas quem fizer agravo receberá o agravo que fizer; pois não há acepção de pessoas” Col 3:25.

III – A REVELAÇÃO DE DEUS.

Revelação significa:

– Ação DIVINA que comunica aos homens os desígnios de DEUS e a verdade que estes envolvem.
– Tornar conhecido o que está oculto; desvendar o que está coberto.

A REVELAÇÃO DE DEUS é, portanto, DEUS fazendo-se conhecer ao ser humano, bem como, mostrando a este qual é a sua soberana vontade.

Vejamos, o que nos diz Heb 1:1 “Havendo Deus, antigamente, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos, nestes últimos dias, pelo Filho”.

Conforme o versículo lido, a revelação de DEUS aos homens deu-se de várias formas, porém, há duas que se destacam das demais, visto que são, em tudo, muito mais importantes do que todas as outras, vejamos quais são:

01, DEUS FALOU (SE REVELOU) AOS PAIS ATRAVÉS DOS PROFETAS.

02, DEUS FALOU (SE REVELOU) ATRAVÉS DA PESSOA SINGULAR DE JESUS CRISTO.

Estas duas formas que DEUS usou para se revelar, quais sejam, JESUS CRISTO e os profetas, se entrelaçam de tal forma que os profetas apontam para JESUS CRISTO – “Portanto, assim diz o Senhor Jeová: Eis que eu assentei em Sião uma pedra, uma pedra já provada, pedra preciosa de esquina, que está bem firme e fundada; aquele que crer não se apresse” Is 28:16.

O conteúdo da PALAVRA DE DEUS revelado através dos profetas e de JESUS CRISTO está preservado, integralmente, na BÍBLIA SAGRADA. Antes da morte, em sua oração sacerdotal, JESUS CRISTO orou para que o PAI santificasse a todos os seus discípulos, de todos os tempos, na VERDADE DO PAI, a qual, segundo JESUS CRISTO, é a PALAVRA DE DEUS – “Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade” João 17:17.

Vejamos, também, o que nos diz JESUS CRISTO, em João 10: 30 (“Eu e o Pai somos um”). JESUS CRISTO é um com o PAI, é a VERDADE, está no PAI e o PAI está nele, por isso, é a suprema REVELAÇÃO de DEUS ao ser humano.

III a – MOTIVO DA REVELAÇÃO DIVINA AO SER HUMANO.

Como sabemos, o homem pecou, distanciou-se de DEUS, e morreu. DEUS se revelou ao ser humano para que este possa conhecê-lo e relacionar-se com ele, conforme a sua vontade, expressa na BÍBLIA SAGRADA e, em consequência, seja salvo por JESUS CRISTO.

IV – O RELACIONAMENTO ENTRE O SER HUMANO E A BÍBLIA SAGRADA.

O relacionamento entre o ser humano e a BÍBLIA SAGRADA é, para todos os efeitos, o relacionamento entre o ser humano e DEUS. O ser humano relaciona-se com a BÍBLIA SAGRADA, de duas formas:

1- DESOBEDECENDO A BÍBLIA SAGRADA.
        O fato do ser humano não obedecer a DEUS deve-se, pelo menos, a dois fatores.
– O DESCONHECIMENTO DA EXISTÊNCIA DA BÍBLIA SAGRADA, PORTANTO, DE DEUS – “E, estando Paulo no meio do Areópago, disse: Varões atenienses, em tudo vos vejo um tanto supersticiosos; porque, passando eu e vendo os vossos santuários, achei também um altar em que estava escrito: Ao Deus Desconhecido. Esse, pois, que vós honrais não o conhecendo é o que eu vos anuncio”. At 17:22-23.

1 a – A DESOBEDIÊNCIA VOLUNTÁRIA À BÍBLIA SAGRADA, – “Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam. E não quereis vir a mim para terdes vida”João 5:39-40.

A desobediência à BÍBLIA SAGRADA, no que concerne ao relacionamento correto entre o ser humano e DEUS, resulta, em pelo menos, duas grandes tragédias.

1 a.a – PRIMEIRA GRANDE TRAGÉDIA. Religiões desobedientes à PALAVRA DE DEUS – “Hipócritas, bem profetizou Isaías a vosso respeito, dizendo: Este povo honra-me com os seus lábios, mas o seu coração está longe de mim. Mas em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos dos homens”. Mat 15:7-9, que, por isso, não adoram a DEUS em espírito e em verdade como JESUS CRISTO.

1 a.b – SEGUNDA GRANDE TRAGÉDIA. A condenação eterna – “Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus”. João¨3:18.

2- OBEDECENDO A BÍBLIA SAGRADA.

   2.a – A OBEDIÊNCIA À PALAVRA DE DEUS E SEU RESULTADO.

A obediência à PALAVRA DE DEUS resulta em, pelo menos, dois ótimos resultados.

PRIMEIRO ÓTIMO RESULTADO. A ÚNICA RELIGIÃO OBEDIENTE A DEUS (O CRISTIANISMO DO NOVO TESTAMENTO), “E sucedeu que todo um ano se reuniram naquela igreja e ensinaram muita gente. Em Antioquia, foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos”. At 11:26.

SEGUNDO ÓTIMO RESULTADO. A SALVAÇÃO ETERNA DO SER HUMANO – “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. João 3:16.

Visto que a SALVAÇÃO ETERNA é a mais importante e melhor coisa que o ser humano pode alcançar, obedecer a DEUS conforme João 3:16 é a melhor decisão que o homem pode e deve tomar.

V – O GRAU DE DESOBEDIÊNCIA E DE OBEDIÊNCIA À PALAVRA DE DEUS.

Naturalmente, não há quem desobedeça totalmente a DEUS, bem como, não há quem o obedeça totalmente. Porém, há algo que DEUS colocou à disposição do ser humano, para que, mesmo que este o desobedeça em alguns pontos, não seja condenado eternamente, esse algo é JESUS CRISTO. Quem não crê em JESUS CRISTO COMO ÚNICO E SUFICIENTE SALVADOR é condenado eternamente, ainda que em alguns pontos esteja de acordo com a PALAVRA DE DEUS. Porém, toda a pessoa que crê em JESUS CRISTO COMO ÚNICO E SUFICIENTE SALVADOR não é condenado eternamente, ainda que, em alguns pontos, desobedeça à PALAVRA DE DEUS – “Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça”. 1 João 1: 8-9

2ª Aula. –
A COMPILAÇÃO DA BÍBLIA SAGRADA.

 

A BÍBLIA SAGRADA é, com toda a certeza, uma obra monumental. Esta obra, foi também compilada, de forma monumental, senão vejamos:

I- A AUTORIA DA BÍBLIA SAGRADA.

A BÍBLIA SAGRADA teve os seguintes autores:
Um Autor Divino – Espírito Santo;
Cerca de 40 (quarenta) escritores humanos, todos inspirados pelo Espírito Santo.

II- TEMPO DE DURAÇÃO PARA A COMPILAÇÃO DA BÍBLIA SAGRADA.

A compilação da BÍBLIA SAGRADA durou, aproximadamente, 1.600 anos.
O primeiro escritor foi Moisés, cerca de 1.500 AC, o último, João, cerca de 100 DC.

III- A UNIDADE DA BÍBLIA SAGRADA.

A BÍBLIA é uma obra monumental porque, além do longo tempo usado para a sua compilação, da grande quantidade de autores humanos, que viveram em diferentes épocas da história, em circunstâncias diferentes e em países diferentes, é a única obra literária, em todo o mundo e em todas as épocas da história humana, na qual não há, desde o início até o final, quaisquer discordâncias, ou contradições.

Todas as suas declarações, até as que parecem enormes absurdos são ou serão, totalmente, comprovadas desde que haja empenho, vontade e neutralidade nas investigações.

Quando alguma pessoa, aparentemente, encontra discordâncias na BÍBLIA SAGRADA, estas são apenas aparentes e, isto, em consequência das limitações de quem a lê ou a estuda.

Se o estudioso da BÍBLIA SAGRADA tiver interesse, vontade, curiosidade, condições de se aprofundar na pesquisa, buscar as informações corretas e necessárias, as aparentes contradições desaparecem, totalmente, demonstrando a gloriosa concordância e harmonia do conjunto da REVELAÇÃO DE DEUS.

Este fato extraordinário só é possível porque apesar de ter sido escrita por cerca de 40 escritores humanos, entre os quais, pastores, estadistas, boiadeiro, pescadores, médico, poetas, legislador, etc., tem apenas uma mente propulsora ou orientadora, qual seja, a mente do ESPÍRITO SANTO.

Esta direção, ou orientação, tem o nome de INSPIRAÇÃO.

IV- A INSPIRAÇÃO DO ESPÍRITO SANTO.

A INSPIRAÇÃO DIVINA é o estímulo ou a influência do ESPÍRITO SANTO sobre os autores humanos, quanto ao conteúdo que seria colocado nos livros que mais tarde fariam parte da BÍBLIA SAGRADA.

É a INSPIRAÇÃO do ESPÍRITO SANTO que dá vitalidade, validade e autoridade DIVINA a todos os livros que compõem a BÍBLIA SAGRADA.

Tal INSPIRAÇÃO não foi um ditado de DEUS aos autores humanos, ao ponto destes escreverem o que DEUS determinava.

DEUS, também, não colocou os autores humanos em êxtase, nem fez com que escrevessem sem o conhecimento do que estavam escrevendo.

A INSPIRAÇÃO DIVINA foi, como dissemos, o estímulo, a influência ou, como que, um sopro de DEUS sobre os escritores SACROS, que permaneciam com os seus sentidos e faculdades mentais na plenitude dos seus poderes e liberdade, ao ponto de todos eles, ainda que porta-vozes da REVELAÇÃO de DEUS, deixaram as marcas da sua personalidade, tais como:

– Estado de espírito de Daniel – “No ano terceiro de Ciro, rei da Pérsia, foi revelada uma palavra a Daniel, cujo nome se chama Beltessazar; e a palavra é verdadeira e trata de uma guerra prolongada; e ele entendeu essa palavra e teve entendimento da visão. Naqueles dias, eu, Daniel, estive triste por três semanas completas. Manjar desejável não comi, nem carne nem vinho entraram na minha boca, nem me ungi com unguento, até que se cumpriram as três semanas” Dn 10:1-3.
– Cultura e profissão de Amós – “E respondeu Amós e disse a Amazias: Eu não era profeta, nem filho de profeta, mas boieiro e cultivador de sicômoros” Am 7:14.
– Declaração de fé de Paulo – “Por cuja causa padeço também isto, mas não me envergonho, porque eu sei em quem tenho crido e estou certo de que é poderoso para guardar o meu depósito até àquele Dia” II Tm 1:12.

Paulo se refere à INSPIRAÇÃO DIVINA das ESCRITURAS DO ANTIGO TESTAMENTO em 2ªTim 3: 16-17 – “Toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça, para que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente instruído para toda boa obra”.

Leiamos também II Pe 3:15-16 – “E tende por salvação a longanimidade de nosso Senhor, como também o nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada, falando disto, como em todas as suas epístolas, entre as quais há pontos difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes torcem e igualmente as outras Escrituras, para sua própria perdição”, o qual, aceita os escritos de Paulo com o mesmo nível de inspiração das ESCRITURAS do ANTIGO TESTAMENTO.

A BÍBLIA SAGRADA é, portanto, o resultado da inspiração do ESPÍRITO SANTO sobre os autores humanos, os quais, obedientes a tal INSPIRAÇÃO escreveram, absolutamente, segundo a vontade de DEUS.

Por isso, todo o conteúdo da BÍBLIA SAGRADA é inspirado pelo ESPÍRITO SANTO, a terceira pessoa da TRINDADE, II Tm 3:16-17; II Pd 1:20-21. O conjunto dos livros da BÍBLIA SAGRADA, tem o nome de CÂNON SAGRADO.

3ª Aula – O CÂNON SAGRADO.

CÂNON é uma palavra de origem grega que significa padrão, régua ou vara de medir. Segundo o minidicionário Aurélio, Cânon, significa:

Regra geral donde se inferem regras especiais; Relação, tabela; Padrão, norma.

O conciso dicionário de teologia CRISTÃ, nos diz acerca de cânon:

Coleção de livros reconhecidos como autoridade pela IGREJA.

Infelizmente, o conciso dicionário de teologia CRISTÃ só nos dá o significado da palavra “CÂNON” como sendo, apenas e tão somente, aplicada à quantidade de livros aceitos pela IGREJA como canônicos (a nosso ver, o problema está em não haver apenas uma igreja).

Cânon, também, significa modelo ou regra para julgamento e medição. Em vista de tudo isto, o CÂNON SAGRADO é o conjunto dos sessenta e seis livros da BÍBLIA SAGRADA que passaram pelo crivo do julgamento, segundo um padrão preestabelecido e foram considerados e declarados como INSPIRADOS pelo ESPÍRITO SANTO.

Por canonicidade das Escrituras queremos dizer que, de acordo com “padrões” determinados e fixos, os livros incluídos nelas são considerados partes integrantes de uma revelação completa e divina, a qual, portanto, é autorizada e obrigatória em relação à fé e à prática.

A palavra grega kanon derivou do hebraico kaneh que significa junco ou vara de medir (Ap.21:15); daí tomou o sentido de norma, padrão ou regra (Gl.6:16; Fp.3:16).

A Canonização de um livro da Bíblia não significa que a nação judaica ou a igreja tenha dado a esse livro a sua autoridade canônica; antes significa que sua autoridade, já tendo sido estabelecida em outras bases suficientes, foi consequentemente reconhecida como pertencente ao cânon e assim declarado pela nação judaica e pela igreja cristã.

O CÂNON da BÍBLIA SAGRADA tem duas grandes divisões, quais sejam:

O ANTIGO TESTAMENTO, COM 39 LIVROS, ESCRITOS ANTES DE JESUS CRISTO.
O NOVO TESTAMENTO, COM 27 LIVROS, ESCRITOS DEPOIS DE JESUS CRISTO.

A divisão dos livros em capítulos e destes em versículos, não é de autoria DIVINA, porém, não há dúvida quanto à facilidade de encontrar as passagens BÍBLICAS através desta divisão.

Damos a seguir, em duas listas, uma do ANTIGO TESTAMENTO, outra do NOVO TESTAMENTO, a quantidade completa dos livros da BÍBLIA SAGRADA com uma identificação, geralmente abreviada (mais adiante falaremos sobre esta abreviação).

A – LIVROS DO CÂNON DO ANTIGO TESTAMENTO

01, Gênesis.
02, Êxodo.
03, Levítico.
04, Números.
05, Deuteronômio.
06, Josué.
07, Juízes.
08, Rute.
09, 1º livro de Samuel.
10, 2º livro de Samuel.
11, 1º livro dos Reis.
12, 2º livro dos Reis.
13, 1º livro das Crônicas.
14, 2º livro das Crônicas.
15, Esdras.
16, Neemias.
17, Ester.
18, Jó.
19, Salmos.
20, Provérbios.
21, Eclesiastes.
22, Cântico dos cânticos ou Cantares de Salomão.
23, Isaías.
24, Jeremias.
25, Lament. de Jeremias.
26, Ezequiel.
27, Daniel.
28, Oséias.
29, Joel.
30, Amós.
31, Obadias.
32, Jonas.
33, Miquéias.
34, Naum.
35, Habacuque.
36, Sofonias.
37, Ageu.
38, Zacarias.
39, Malaquias.

O cânon do Novo Testamento, conforme hoje o possuímos, foi oficialmente reconhecido no Terceiro Concílio de Cartago em 397 d.C. e pela Igreja Oriental até 500 d.C.

O Critério Canônico (do Novo Testamento): Adotam-se 5 critérios canônicos.

         1) Apostolicidade: O livro deveria ter sido escrito por um dos apóstolos ou por autor que tivesse relacionamento com um dos apóstolos (imprimatur apostólico).
         2) Universalidade:  Quando era impossível demonstrar a autenticidade apostólica, o critério de uso e circulação do livro na comunidade cristã universal  era  considerado para  sua aferição canônica. O livro deveria ser aceito universalmente pela igreja para dela receber o seu imprimatur.
         3) Conteúdo do Livro: O livro deveria possuir qualidades espirituais, e qualquer ficção que nele fosse encontrada tornava o escrito inaceitável.
         4) Inspiração:  O livro deveria possuir evidências de inspiração.
         5) Leitura em Público: Nenhum livro seria admitido para leitura pública na igreja se não possuísse características próprias. Muitos livros eram bons e agradáveis para leitura particular, mas não podiam ser lidos e comentados publicamente, como se fazia com a lei e os profetas na sinagoga. E’ a esta leitura que Paulo exorta Timóteo a praticar (ITm.4:13).

B – LIVROS DO CÂNON DO NOVO TESTAMENTO.

01, Mateus.
02, Marcos.
03, Lucas.
04, João.
05, Atos dos Apóstolos.
06, Romanos.
07, 1ª Coríntios.
08, 2ª Coríntios.
09, Gálatas.
10, Efésios.
11, Filipenses.
12, Colossenses.
13, 1ª Tessalonicenses.
14, 2ª Tessalonicenses.
15, 1ª Timóteo.
16, 2ª Timóteo.
17, Tito.
18, Filemom.
19, Hebreus.
20, Tiago.
21, 1ª Pedro.
22, 2ª Pedro.
23, 1ª João.
24, 2ª João.
25, 3ª João.
26, Judas.
27, Apocalipse.

O cânon foi formado por um consenso, e não por um decreto. A Igreja não resolveu quais livros deveriam estar no cânon sagrado, mas limitou-se a confirmar aqueles que o povo de Deus já reconhecia como a sua Palavra. Fica claro que a Igreja não era a autoridade; mas percebia a autoridade na Palavra inspirada.

O cânon bíblico está fechado. A revelação infalível que Deus fez de si mesmo já foi registrada. Hoje, Ele continua falando através dessa Palavra. Assim como Deus revelou a si mesmo, e inspirou os escritores a registrar essa revelação, Ele mesmo preservou esses escritos inspirados, e orientou o seu povo na escolha destes, a fim de garantir que a sua verdade viesse a ser conhecida. Não se deve acrescentar outros escritos às Escrituras canónicas, nem se deve tirar delas nenhum escrito. O cânon contém as raízes históricas da Igreja Cristã, e “o cânon não pode ser refeito assim como a história não pode ser mudada”.

4ª Aula – A BÍBLIA SAGRADA DIVIDIDA POR TEMAS.

A BÍBLIA também pode ser dividida por assuntos ou temas, tal divisão facilita o raciocínio.
Temos a seguir um exemplo de divisão dos livros BÍBLICOS por GRUPOS, ou TEMAS.

A – ANTIGO TESTAMENTO.

LIVROS DA LEI OU PENTATEUCO.
LIVROS HISTÓRICOS.
LIVROS POÉTICOS.
LIVROS PROFÉTICOS.

B – NOVO TESTAMENTO.

EVANGELHO.
ATOS DOS APÓSTOLOS.
CARTAS DE PAULO.
CARTA DE AUTOR DESCONHECIDO.
CARTAS GERAIS.
APOCALIPSE.

Veremos agora, os livros que compõem cada divisão, bem como uma síntese do seu conteúdo.

  • SÍNTESE DO ANTIGO TESTAMENTO.
  • LIVROS DA LEI OU PENTATEUCO. Pentateuco é o termo usado para os cinco primeiros livros da BÍBLIA SAGRADA. Esta divisão conta a história da criação de tudo o que há até a chegada dos israelitas a Canaã e consta dos livros.
  • GÊNESIS.
    ÊXODO.
    LEVÍTICO.
    NÚMEROS.
    DEUTERONÔMIO.
  • LIVROS HISTÓRICOS. Esta divisão conta a história do povo israelita desde a conquista de Canaã até a volta dos judeus do cativeiro babilônico e consta dos livros.


JOSUÉ.
JUÍZES.
RUTE.
1ºSAMUEL.
2ºSAMUEL.
1ºREIS.
2ºREIS.
1ºCRÔNICAS.
2ºCRÔNICAS.
ESTER.
ESDRAS.
NEEMIAS.

  • LIVROS POÉTICOS. Consta dos livros poéticos de INSPIRAÇÃO DIVINA, quais sejam:


JÓ.
SALMOS.
PROVÉRBIOS.
ECLESIASTES.
CANTARES DE SALOMÃO.
LAMENTAÇÕES DE JEREMIAS.

  • LIVROS PROFÉTICOS, PROFETAS MAIORES. Profetas maiores, por ser maior a extensão do seu ministério e, em consequência, como é natural, uma maior extensão dos seus livros. Consta do ministério dos profetas, que dão nome aos livros.

ISAÍAS.
JEREMIAS.
EZEQUIEL.
DANIEL.

  • LIVROS PROFÉTICOS, PROFETAS MENORES. Profetas menores, por ser menor a extensão do seu ministério e, em consequência, como é natural, uma menor extensão dos seus livros. Consta do ministério dos profetas, que dão nome aos livros.


OSÉIAS.
JOEL.
AMÓS.
OBADIAS.
JONAS.
MIQUÉIAS.
NAUM.
HABACUQUE.
SOFONIAS.
AGEU.
ZACARIAS.
MALAQUIAS.

  • SÍNTESE DO NOVO TESTAMENTO.
  • EVANGELHO. Não são quatro EVANGELHOS, é o EVANGELHO na ótica de quatro evangelistas. O EVANGELHO narra a vida e os ensinamentos de JESUS CRISTO e consta dos livros.

MATEUS.
MARCOS.
LUCAS.
JOÃO.

  • ATOS DOS APÓSTOLOS. Narra a história da implantação e expansão da IGREJA PRIMITIVA e consta apenas de um livro.

ATOS DOS APÓSTOLOS.

  • CARTAS DE PAULO. Cartas de Paulo, principalmente, de cunho doutrinário, consta dos livros.


ROMANOS.
1ªAOS CORÍNTIOS.
2ªAOS CORÍNTIOS.
GÁLATAS.
EFÉSIOS.
FILIPENSES.
COLOSSENSES.
1ªTESSALONICENSES.
2ªTESSALONICENSES.
1ªTIMÓTEO.
2ªTIMÓTEO.
TITO.
FILEMOM.

  • CARTA DE AUTOR DESCONHECIDO. Carta para os CRISTÃOS de origem hebraica, também, de cunho doutrinário e consta apenas de um livro.

HEBREUS.

  • CARTAS GERAIS. Cartas para todo o cristianismo, principalmente, de cunho doutrinário e consta dos livros.


TIAGO.
1ªPEDRO.
2ªPEDRO.
1ªJOÃO.
2ªJOÃO.
3ªJOÃO.
JUDAS.

  • APOCALIPSE. Livro que trata, principalmente, dos acontecimentos finais, através de muitos símbolos de difícil compreensão e consta apenas de um livro.

APOCALIPSE.

Outras divisões podem ser feitas, de acordo com a necessidade, ou a vontade do estudioso, entretanto temos aqui um exemplo prático da possibilidade de agrupar alguns livros da BÍBLIA SAGRADA, por assuntos, temas, autores, etc.

5ª Aula: A Correlação dos dois Testamentos e
as eras relacionadas com Jesus Cristo.

 

À primeira vista, quem olha a BÍBLIA SAGRADA, tem a impressão que o ANTIGO TESTAMENTO começa com os relatos iniciais do livro de GÊNESIS e termina com o livro do profeta MALAQUIAS, porém, essa não é a verdade.

O ANTIGO TESTAMENTO começou, no máximo com Abraão – “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro; Para que a bênção de Abraão chegasse aos gentios por Jesus Cristo, e para que pela fé nós recebamos a promessa do Espírito. Irmãos, como homem falo; se a aliança de um homem for confirmada, ninguém a anula nem a acrescenta. Ora, as promessas foram feitas a Abraão e à sua descendência. Não diz: E às descendências, como falando de muitas, mas como de uma só: E à tua descendência, que é Cristo. Mas digo isto: Que tendo sido a aliança anteriormente confirmada por Deus em Cristo, a lei, que veio quatrocentos e trinta anos depois, não a invalida, de forma a abolir a promessa. Porque, se a herança provém da lei, já não provém da promessa; mas Deus pela promessa a deu gratuitamente a Abraão” (Gl 3: 13-18) , e foi confirmado, ou ratificado, por DEUS, quando da entrega da LEI por intermédio de Moisés, ou, no mínimo, começou com Moisés – “Porque, havendo Moisés anunciado a todo o povo todos os mandamentos segundo a lei, tomou o sangue dos bezerros e dos bodes, com água, lã purpúrea e hissopo, e aspergiu tanto o mesmo livro como todo o povo, Dizendo: Este é o sangue do testamento que Deus vos tem mandado” (Hb 9: 19-20).

Porém, de qualquer forma, o ANTIGO TESTAMENTO terminou com a morte de JESUS CRISTO – “Mas, vindo Cristo, o sumo sacerdote dos bens futuros, por um maior e mais perfeito tabernáculo, não feito por mãos, isto é, não desta criação, Nem por sangue de bodes e bezerros, mas por seu próprio sangue, entrou uma vez no santuário, havendo efetuado uma eterna redenção. Porque, se o sangue dos touros e bodes, e a cinza de uma novilha esparzida sobre os imundos, os santifica, quanto à purificação da carne, Quanto mais o sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno se ofereceu a si mesmo imaculado a Deus, purificará as vossas consciências das obras mortas, para servirdes ao Deus vivo? E por isso é Mediador de um novo testamento, para que, intervindo a morte para remissão das transgressões que havia debaixo do primeiro testamento, os chamados recebam a promessa da herança eterna. Porque onde há testamento, é necessário que intervenha a morte do testador. Porque um testamento tem força onde houve morte; ou terá ele algum valor enquanto o testador vive?” (Hb 9: 11-17).

Pode parecer confuso, quanto a Abraão, porém, ao sabermos que a palavra testamento pode também ser considerada como aliança, a confusão se desfaz.

Comparemos o que nos diz Jr 31: 31 com Hb  12: 24.
Eis que dias vêm, diz o Senhor, em que farei uma aliança nova com a casa de Israel e com a casa de Judá”; “E a Jesus, o Mediador de uma nova aliança, e ao sangue da aspersão, que fala melhor do que o de Abel”.

Os livros do ANTIGO TESTAMENTO foram, totalmente, escritos dentro da vigência do ANTIGO TESTAMENTO, aproximadamente entre os anos 1.500 e 400 ANTES DE CRISTO.

Da mesma forma, parece que o NOVO TESTAMENTO começa com os relatos iniciais do EVANGELHO segundo MATEUS e termina com o livro de APOCALIPSE, porém, não é assim.

O NOVO TESTAMENTO teve início com a morte de JESUS CRISTO, Heb 9:11-17 (para que um testamento entre em vigor é necessária a morte do testador) e só terminará, quando não houver mais seres humanos para salvar, por isso, o NOVO TESTAMENTO ainda não terminou.

Os vinte e sete livros que fazem parte do NOVO TESTAMENTO foram, totalmente, escritos dentro da vigência do NOVO TESTAMENTO, mais ou menos entre os anos 45 e 96 DEPOIS DE CRISTO.

Um outro aspecto que pode ajudar, e muito, a confundir acerca dos tempos do ANTIGO TESTAMENTO e do NOVO TESTAMENTO são as eras relacionadas com o nascimento de JESUS CRISTO, quais sejam:

A ERA ANTES DE CRISTO.
A ERA DEPOIS DE CRISTO.

Estas duas, importantíssimas, eras da história humana têm sua linha divisória com o nascimento de JESUS CRISTO. Entretanto, é bom saber que há um erro de aproximadamente quatro a sete (4 a 7) anos quanto ao nascimento de JESUS CRISTO, devido a um erro de cálculo do calendário gregoriano, em vista disto, JESUS CRISTO nasceu aproximadamente entre os anos quatro a sete (4 a 7) ANTES de CRISTO (4 a 7 AC.).

O sistema do Anno Domini foi desenvolvido em Roma por um monge cita, Dionísio, o Exíguo, em 527, como resultado secundário do seu trabalho no cálculo da data da Páscoa cristã. Cronistas bizantinos, como Teófanes, o Confessor, mantinham, entretanto, critérios judaico-cristãos para as datas referidas nas suas crónicas universais, como a datação a partir da suposta data da criação do mundo por graça divina, de acordo com cálculos efetuados por estudiosos cristãos nos primeiros cinco séculos da Era Cristã. Tais eras, por vezes designadas como Anno Mundi, “ano do Mundo” (de forma abreviada, AM), pelos acadêmicos atuais, nem sempre concordavam umas com as outras, existindo grandes discrepâncias. Nenhuma era de Anno Mundi dominava entre os vários estudiosos, ainda que a calculada por Eusébio de Cesareia, historiador na época de Constantino I. São Jerónimo, tradutor da Bíblia para o latim, foi um dos principais divulgadores no ocidente da era AM calculada por Eusébio. Outra era AM, especialmente adoptada no Oriente durante os primeiros séculos do Império Bizantino foi desenvolvida pelo monge Aniano de Alexandria.

 Sobre a data do nascimento de Jesus

Os cálculos feitos pelo monge Dionísio, o Exíguo, para datar o nascimento de Jesus Cristo são, em geral, considerados incorretos pela maioria dos acadêmicos bíblicos, julgando-se que teria ocorrido entre 8 e 4 a.C.. Sabe-se que Jesus tenha nascido antes da morte de Herodes, o Grande, no ano 4 a.C. – ano este que é determinado pelas informações dadas por Flávio Josefo quanto aos eclipses lunares ocorridos na Páscoa e aos acontecimentos que acompanharam a sua morte, tal como foi calculado por Kepler.

Referências:

Visão Panorâmica da Bíblia Sagrada – José Joaquim G. Farias
https://pt.wikipedia.org/wiki/Anno_Domini
Bíblia de Estudo Pentecostal
Bíblia de Estudo NAA

6ª Aula – PANORAMA CRONOLÓGICO DOS PRINCIPAIS
ACONTECIMENTOS BÍBLICOS E DOS LIVROS DA BÍBLIA SAGRADA.

Ao olharmos a BÍBLIA SAGRADA, esta, à primeira vista, pode parecer confusa. Esta confusão se deve, em grande parte, principalmente, ao fato dos livros BÍBLICOS não estarem colocados na ordem cronológica dos fatos narrados. Para que a confusão diminua necessitamos conhecer, algumas verdades acerca da BÍBLIA SAGRADA.

1ª – A BÍBLIA SAGRADA trata da queda do ser humano (através do pecado dos nossos ancestrais Adão e Eva), e da possibilidade deste se erguer, pela soberania, poder e vontade de DEUS, através de JESUS CRISTO, Rm 5:20-21.

2ª – JESUS CRISTO, o único pelo qual o ser humano pode erguer-se e ou salvar−se eternamente, At 4:12, é israelita (judeu), João 4:9, e a BÍBLIA SAGRADA conta a história do povo israelita (judeu), mais do que a história de qualquer outro povo existente no mundo) com muita riqueza de detalhes, porque, além de ser o berço de JESUS CRISTO é, quase exclusivamente, o povo usado por DEUS, para ser o portador da sua revelação.

3ª – A REVELAÇÃO DE DEUS é feita por intermédio de personagens humanos, em tudo semelhantes a nós, os quais no transcurso da história humana, foram escolhidos por DEUS, para essa nobre tarefa, a exemplo dos profetas Jeremias, Jr 1:4-10, e Amós, Am 7:12-17.

4ª – Apesar das aparências, em contrário, há uma ordem lógica na BÍBLIA SAGRADA. Constatemos a lógica da narrativa da BÍBLIA SAGRADA, num simples roteiro dos fatos mais marcantes nela narrados, acerca da humanidade.

01, A criação, inclusive a criação do ser humano.

02, A queda do homem no pecado.

03, A arca de Noé.

05, A criação do povo israelita e sua escravidão no Egito.

06, A libertação do povo israelita do Egito e sua peregrinação pelo deserto.

07, A chegada a Canaã (a Terra prometida) e sua conquista.

08, A implantação de um reinado em Israel.

09, A divisão de Israel em dois reinos (Reino do Norte [Israel], Reino do Sul [Judá]).

10, A destruição do reino do Norte (Israel).

11, A deportação do reino do Sul (Judá) para a Babilônia (cativeiro babilônico).

12, A volta dos judeus, do cativeiro babilônico, para Jerusalém; reconstrução do templo e dos muros de Jerusalém.

13, O período INTERBÍBLICO de aproximadamente 400 anos.

14, O nascimento, ministério, morte, ressurreição e ascensão de JESUS CRISTO ao CÉU.

15, Os tempos apostólicos e a IGREJA primitiva.

16, A conclusão da BÍBLIA SAGRADA, com os livros do NOVO TESTAMENTO.

17, O fim, com a vitória total de DEUS sobre o mal e a ida dos SALVOS POR JESUS CRISTO para o CÉU e dos incrédulos para o inferno.

Para facilitar ainda mais a nossa compreensão, temos a seguir um panorama cronológico dos livros da BÍBLIA SAGRADA e dos fatos mais importantes neles relatados.

LIVRO 01, GÊNESIS.

01, Pré−história.

02, O princípio.

03, A criação.

04, A criação do homem.

05, Adão e Eva no Éden.

06, Queda do homem no pecado.

07, O primeiro homicídio.

08, Noé e o dilúvio.

09, A torre de Babel e a confusão de línguas.

Para estes eventos históricos, não há como determinar, nem por aproximação, datas históricas.

OS PATRIARCAS.

01, Nascimento de Abraão, Aproximadamente 2.160 AC.

02, Nascimento de Isaque, Aproximadamente 2.060 AC.

03, Nascimento de Jacó, Aproximadamente 2.000 AC.

04, José é vendido para o Egito, Aproximadamente 1.889 AC.

ISRAEL NO EGITO.

01, Migração de Jacó com toda a sua família para o Egito, Aproximadamente 1.870 AC.

02, Escravização dos Israelitas no Egito, Aproximadamente 1.580 a 1.440 AC.

03, Nascimento de Moisés, Aproximadamente 1.520 AC.

LIVRO 02, ÊXODO.

LIVRO 03, LEVÍTICO.

LIVRO 04, NÚMEROS.

LIVRO 05, DEUTERONÔMIO.

01, Saída, rápida, dos Israelitas do Egito, entrega da Lei no monte Sinai e peregrinação no deserto, durante quarenta anos, até sua chegada a Canaã (A TERRA PROMETIDA), Aproximadamente, entre 1.440 a 1.400 AC.

LIVRO 06, JOSUÉ.

01, Início da conquista de Canaã sob o comando de Josué, Aproximadamente, 1.400 AC.

LIVRO 07, JUÍZES.

LIVRO 08, RUTE.

01, Início do período dos Juízes, Aproximadamente 1.390 AC.

LIVRO 09, 1ºSAMUEL.

LIVRO 10, 2ºSAMUEL.

O REINO UNIDO DE ISRAEL.

01, Reinado de Saul, Aproximadamente 1.050 a 1.010 AC.

02, Reinado de Davi, Aproximadamente 1.010 a 970 AC.

A grande maioria dos SALMOS (LIVRO 11) foi escrita pelo rei Davi.

LIVRO 12, 1ºREIS.

LIVRO 13, 2ºREIS.

LIVRO 14, 1ºCRÔNICAS.

LIVRO 15, 2ºCRÔNICAS.

PERÍODO DO ANTIGO TESTAMENTO NO QUAL VIVERAM E MINISTRARAM OS PRINCIPAIS PROFETAS DO POVO DE DEUS (POVO ISRAELITA). 970 a 931 AC, Reinado de Salomão, o qual, segundo consta escreveu os próximos três livros.

LIVRO 16-PROVÉRBIOS,

LIVRO 17-ECLESIASTES,

LIVRO 18-CÂNTICO DOS CÂNTICOS.

OS REIS E PROFETAS DE JUDÁ E ISRAEL

    REI DE JUDÁ                 PROFETA                          *REI DE ISRAEL              PROFETA

      Roboão                                                                                 Jeroboão                                                                              

    Abias                                                                                    Nadabe                

    Asa (bom)                                                                             Baasa

    Josafá (bom)                                                                        Elá

     Acazias                                                                                Zinri

    Atalia                                                                                    Onri

    Joás                             Obadias                                           Acabe                          Elias

    Amazias                                                                               Jorão                           Eliseu

    Uzias (bom)                Isaías                                              Jeú

    Jotão (bom)                Miquéias                                        Jeoacaz

    Acaz                                                                                     Jeoás                      Jonas

    Ezequias (bom)                                                                 Jeroboão  II                Oséias

    Manassés                                                  Zacarias                    Amós

    Amom                        Jeremias                                        Salum

    Josias (bom)             Naum                                              Manaém

    Jeoacaz                     Sofonias                                          Pecaías

    Jeoaquim                  Habacuque                                     Peca

   Zedequias                                                                            Oséias

QUEDA DE JERUSALÉM E CATIVEIRO BABILÔNICO DOS JUDEUS.
2ºReis¨25:1-21; 2ºCr¨36:15-21.                                              

DATAS.

ACONTECIMENTOS

LIVROS

586 AC.

 

539 AC.

 

538 AC.

 

 520 AC. Aproxim.

 

 

 

 

400 AC.

 

Habitantes de Judá levados cativos para a Babilônia.

Início do domínio Medo-Persa.

 

Ordem de Ciro para a volta dos judeus a Jerusalém, 2ºCr 36:22-23 ׂ .

 

Reconstrução do templo de Jerusalém.

Reconstrução dos muros de Jerusalém.

 

 

Início do período

INTERBÍBLICO.

 

 

LIVRO 31, EZEQUIEL.

LIVRO 32, DANIEL.

LIVRO 33, ESTER.

LIVRO 34, JÓ.

LIVRO 35, ESDRAS.

LIVRO 36, NEEMIAS.

LIVRO 37, AGEU.

LIVRO 38, ZACARIAS.

LIVRO 39, MALAQUIAS.

 

PERÍODO INTERBÍBLICO.

DATAS.

ACONTECIMENTOS.

De aproximadamente 400 AC até o nascimento de JESUS CRISTO.

 

Aproximadamente 4 a 7 AC.

 

Ano 1 DC.

 

 

Aproximadamente 27 DC.

 

 

 

Aproximadamente 100 DC.

 

 

Data incerta no futuro.

Período Interbíblico.

 

 

Nascimento de JESUS CRISTO.

 

1º, Fim da era ANTES DE CRISTO.

2º, Início da ERA CRISTÃ.

 

1º, Morte de JESUS CRISTO.

2º, Fim do ANTIGO TESTAMENTO.

3º, Início do NOVO TESTAMENTO.

 

Encerramento do CÂNON DO NOVO TESTAMENTO.

 

O FIM.
Quando acontecerá o final do estado de coisas como nós as conhecemos atualmente.

De aproximadamente 400 AC até o nascimento de JESUS CRISTO.

7ª Aula – OS LIVROS APÓCRIFOS

Introdução:

Na Constituição Dogmática sobre Revelação Divina, o Concílio Vaticano II, no capítulo sobre Escritura Sagrada na Vida da Igreja, declarou que “Ela (a igreja) sempre considerou as Escrituras junto com a tradição sagrada como a regra suprema de fé, e sempre as considerará assim”.

Da declaração anterior, nós, os cristãos evangélicos, rejeitamos, desde logo, a tradição sagrada como regra de fé. Ficamos, pois, em terreno comum com os católicos romanos no que diz respeito às Escrituras. No entanto, nisto também existe uma diferença de suma importância. Isto tem relação com os livros do cânon do Velho Testamento. No livro Consultas dei Clero, parágrafo 207, se transcreve assim o decreto emitido pelo Concilio de Trento sobre as Sagradas Escrituras: “Se alguém não receber como sagrados e canônicos estes livros inteiros, com todas as suas partes, tal como se encontram na Antiga Versão Vulgata, seja anátema.” Seguindo a mesma posição doutrinária, o Concilio Vaticano II, no capítulo sobre “A inspiração Divina e a Interpretação da Escritura Sagrada”, se pronunciou da seguinte maneira: “Aquelas realidades divinamente reveladas, contidas e apresentadas na Escritura Sagrada, foram reduzidas à escritura sob a inspiração do Espírito Santo”. A Santa Madre Igreja, descansando sobre a crença dos apóstolos, sustenta que os livros, tanto do Velho como do Novo Testamento, em sua totalidade, com todas as suas partes, são sagrados e canônicos, porque, havendo sido escritos sob a inspiração do Espírito Santo, têm a Deus como seu autor e foram transmitidos Como tais à igreja mesma.”

Mas, quando a Igreja Católica Romana se refere ao cânon do Velho Testamento, ela inclui uma série de livros que os protestantes chamam de “Apócrifos”, mas os católicos de “Deuterocanônicos”, os quais não aparecem nas versões evangélicas e hebraica da Bíblia.

O resultado disto foi que na opinião popular dos católicos existem duas Bíblias: uma católica e a outra protestante. Mas semelhante asseveração não é certa. Só existe uma Bíblia, uma Palavra (escrita) de Deus. Em suas línguas originais (o hebraico e o grego), a Bíblia é uma só e igual para todos. O que nem sempre é igual são as versões ou traduções dela aos diferentes idiomas. Neste estudo iremos mostrar porque nós, cristãos evangélicos, não aceitamos os chamados, “Livros Apócrifos”, e consequentemente rejeitamos com provas sobejas, as alegações romanistas de que tais livros possuem canonicidade e inspiração divina.

Apócrifos: O que significa?

Na realidade, os sentidos da palavra “apocrypha” refletem o problema que se manifesta nas duas concepções de sua canonicidade. No grego clássico, a palavra “apocrypha” significava “oculto” ou “difícil de entender”. Posteriormente, tomou o sentido de “esotérico” ou algo que só os iniciados podem entender; não os de fora. Na época de Irineu e de Jerônimo (séculos III e IV), o termo “apocrypha” veio a ser aplicado aos livros não-canônicos do Antigo Testamento, mesmo aos que foram classificados previamente como “pseudepígrafos”. Desde a era da Reforma, essa palavra tem sido usada para denotar os escritos judaicos não-canônicos originários do período intertestamentário. A questão diante de nós é a seguinte: verificar se os livros eram escondidos a fim de ser preservados, porque sua mensagem era profunda e espiritual ou porque eram espúrios e de confiabilidade duvidosa.

Natureza e número dos apócrifos do Antigo Testamento:

Há quinze livros chamados apócrifos (catorze se a Epístola de Jeremias se unir a Baruque, como ocorre nas versões católicas de Douai). Com exceção de 2 Esdras, esses livros preenchem a lacuna existente entre Malaquias e Mateus e compreendem especificamente dois ou três séculos antes de Cristo.

Significado da palavra CÂNON e CANÔNICO

CÂNON – (de origem semítica, na língua hebraica “qãneh” em Ez 40.3; e no grego: “kanón” em Gl 6.16″), tem sido traduzido em nossas versões em português como, “regra”, “norma”. Significado literal: vara ou instrumento de medir. Significado figurado: Regra ou critérios que comprovam a autenticidade e inspiração dos livros bíblicos; Lista dos Escritos Sagrados; Sinônimo de ESCRITURAS – como a regra de fé e ação investida de autoridade divina.

Outros significados: Credo formulado (a doutrina da Igreja em Geral); Regras eclesiásticas (lista ou série de procedimentos).

CANÔNICO – Que está de acordo com o cânon. Em relação aos 66 livros da Bíblia hebraica e evangélica.

Significado da palavra PSEUDOEPÍGRAFO – Literalmente significa “escritos falsos” – Os apócrifos não são necessariamente escritos falsos, entretanto, não são canônicos, embora, também contenham ensinos errados ou hereges.

DIFERENÇAS ENTRE AS BÍBLIAS HEBRAICA, PROTESTANTE E CATÓLICA.

Diferenças Básicas:

  1. Bíblia Hebraica – [a Bíblia dos judeus]


a) Contém somente os 39 livros do V.T.
b) Rejeita os 27 do N.T. como inspirado, assim como rejeitou Cristo.
c) Não aceita os livros apócrifos incluídos na Vulgata [versão Católico Romana)

2.   Bíblia Protestante –

a) Aceita os 39 livros do V.T. e também os 27 do N.T.
b) Rejeita os livros apócrifos incluídos na Vulgata, como não canônicos

3.   Bíblia Católica –

a) Contém os 39 livros do V.T. e os 27 do N.T.
b) Inclui na versão Vulgata, os livros apócrifos ou não canônicos que são: Tobias, Judite, Sabedoria, Eclesiástico, Baruque, 1º e 2º de Macabeus, seis capítulos e dez versículos acrescentados no livro de Ester e dois capítulos de Daniel. A seguir a lista dos que se encontravam na Septuaginta:

AS HERESIAS DOS APÓCRIFOS

Uma das grandes razões, talvez a principal delas, porque nós evangélicos rejeitamos os Apócrifos, é devido a grande quantidade de heresias que tais livros apresentam. Fora isso, existem também lendas absurdas e fictícias e graves erros históricos e geográficos, o que fazem os Apócrifos serem desqualificados como palavra de Deus. A seguir daremos um resumo de cada livro e logo a seguir mostraremos seus graves erros.

RESUMO:

– TOBIAS – (200 a.C.) – É uma história novelística sobre a bondade de Tobiel (pai de Tobias) e alguns milagres preparados pelo anjo Rafael.

Apresenta:

justificação pelas obras – 4:7-11; 12:8
mediação dos Santos – 12:12
superstições – 6:5, 7-9, 19
um anjo engana Tobias e o ensina a mentir 5:16 a 19

– JUDITE – (150 a.C.) É a História de uma heroína viúva e formosa que salva sua cidade enganando um general inimigo e decapitando-o. Grande heresia é a própria história onde os fins justificam os meios.

– BARUQUE – (100 a.D.) – Apresenta-se como sendo escrito por Baruque, o cronista do profeta Jeremias, numa exortação aos judeus quando da destruição de Jerusalém. Porém, é de data muito posterior, quando da segunda destruição de Jerusalém, no pós-Cristo. Traz entre outras coisas, a intercessão pelos mortos – 3:4.

– ECLESIÁSTICO – (180 a.C.) – É muito semelhante ao livro de Provérbios, não fosse as tantas heresias:

justificação pelas obras – 3:33,34
trato cruel aos escravos – 33:26 e 30; 42:1 e 5
incentiva o ódio aos Samaritanos – 50:27 e 28

– SABEDORIA DE SALOMAO – (40 a.D.) – Livro escrito com finalidade exclusiva de lutar contra a incredulidade e idolatria do epicurismo (filosofia grega na era Cristã).

Apresenta:

o corpo como prisão da alma – 9:15
doutrina estranha sobre a origem e o destino da alma 8:19 e 20
salvação pela sabedoria – 9:19

– 1 MACABEUS – (100 a.C.) – Descreve a história de 3 irmãos da família “Macabeus”, que no chamado período ínterbíblico (400 a.C. 3 a.D) lutam contra inimigos dos judeus visando a preservação do seu povo e terra.

– II MACABEUS – (100 a.C.) – Não é a continuação do 1 Macabeus, mas um relato paralelo, cheio de lendas e prodígios de Judas Macabeu.

Apresenta:

A oração pelos mortos – 12:44 – 46
Culto e missa pelos mortos – 12:43
O próprio autor não se julga inspirado -15:38-40; 2:25-27
Intercessão pelos Santos – 7:28 e 15:14

– ADIÇÕES A DANIEL:

Capítulo 13 – A história de Suzana – segundo esta lenda Daniel salva Suzana num julgamento fictício baseado em falsos testemunhos.
Capítulo 14 – Bel e o Dragão – Contém histórias sobre a necessidade da idolatria. capítulo 3:24-90 – o cântico dos 3 jovens na fornalha.

LENDAS, ERROS E HERESIAS.

1. Histórias fictícias, lendárias e absurdas.

– Tobias 6.1-4 – “Partiu, pois, Tobias, e o cão o seguiu, e parou na primeira pousada junto ao rio Tigre. E saiu a lavar os pés, e eis que saiu da água um peixe monstruoso para o devorar. À sua vista, Tobias, espavorido, clamou em alta voz, dizendo: Senhor, ele lançou-se a mim. E o anjo disse disse-lhe: Pega-lhe pelas guerras, e puxa-o para ti. Tendo assim feito, puxou-o para terra, e o começou a palpitar a seus pés

2. Erros Históricos e Geográficos

Os Apócrifos solapam a doutrina da inerrância porque esses livros incluem erros históricos e de outra natureza. Assim, se os Apócrifos são considerados parte das Escrituras, isso identifica erros na Palavra de Deus. Esses livros contêm erros históricos, geográficos e cronológicos, além de doutrinas obviamente heréticas; eles até aconselham atos imorais (Judite 9.1O,13). Os erros dos Apócrifos são freqüentemente apontados em obras de autoridade reconhecida. Por exemplo: O erudito bíblico DL René Paehe comenta: “Exceto no caso de determinada informação histórica interessante (especialmente em 1. Macabeus) e alguns belos pensamentos morais (por exemplo Sabedoria de Salomão),

Tobias… contém certos erros históricos e geográficos, tais como a suposição de que Senaqueribe era filho de Salmaneser (1 .15) em vez de Sargão II, e que Nínive foi tomado por Nabucodonosor e por Assuero (14.15) em vez de Nabopolassar e por Ciáxares… Judite não pode ser histórico porque contém erros evidentes… [Em 2 Macabeus] há também numerosas desordens e discrepâncias em assuntos cronológicos, históricos e numéricos, os quais refletem ignorância ou confusão.

3. Ensinam Artes Mágicas ou de Feitiçaria como método de exorcismo.

a) Tobias 6.5-9 – “Então disse o anjo: Tira as entranhas a esse peixe, e guarda, porque estas coisas te serão úteis. Feito isto, assou Tobias parte de sua carne, e levaram-na consigo para o caminho; salgaram o resto, para que lhes bastassem até chegassem a Ragés, cidade dos Medos. Então Tobias perguntou ao anjo e disse-lhe: Irmão Azarias, suplico-lhe que me digas de que remédio servirão estas partes do peixe, que tu me mandaste guardar: E o anjo, respondendo, disse-lhe: Se tu puseres um pedacinho do seu coração sobre brasas acesas , o seu fumo afugenta toda a casta de demônios, tanto do homem como da mulher, de sorte que não tornam mais a chegar a eles. E o fel é bom para untar os olhos que têm algumas névoas, e sararão”.
b) Este ensino que o coração de um peixe tem o poder para expulsar toda espécie de demônios contradiz tudo o que a Bíblia diz sobre como enfrentar o demônio.
c) Deus jamais iria mandar um anjo seu, ensinar a um servo seu, como usar os métodos da macumba e da bruxaria para expulsar demônios.
d) Satanás não pode ser expelido pelos métodos enganosos da feitiçaria e bruxaria, e de fato ele não tem interesse nenhum em expelir demônios (Mt 12.26).
e) Um dos sinais apostólicos era a expulsão de demônios, e a única coisas que tiveram de usar foi o nome de Jesus (Mc 16.17; At 16.18)

4. Ensinam que Esmolas e Boas Obras – Limpam os Pecados e Salvam a Alma.

a) Tobias 12.8, 9 – “É boa a oração acompanhada do jejum, dar esmola vale mais do que juntar tesouros de ouro; porque a esmola livra da morte (eterna), e é a que apaga os pecados, e faz encontrar a misericórdia e a vida eterna”.
Eclesiástico 3.33 – “A água apaga o fogo ardente, e a esmola resiste aos pecados”

b) Este é o primeiro ensino de Satanás, o mais terrível, e se encontrar basicamente em todas a seitas heréticas.

c) A Salvação por obras, destrói todo o valor da obra vicária de Cristo em favor do pecador. Se caridade e boas obras limpam nossos pecados, nós não precisamos do sangue de Cristo. Porém, a Bíblia não deixa dúvidas quanto o valor exclusivo do sangue como um único meio de remissão e perdão de pecados:

– Hb 9:11, 12, 22 – “Mas Cristo… por seu próprio sangue, entrou uma vez por todas no santo lugar, havendo obtido uma eterna redenção …sem derramamento de sangue não há remissão.”
– I Pe 1:18, 19 – “sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver, que por tradição recebestes dos vossos pais, mas com precioso sangue, como de um cordeiro sem defeito e sem mancha, o sangue de Cristo,”

d) Contradiz Bíblia toda. Ela declara que somente pela graça de Deus e o sangue de Cristo o homem pode alcançar justificação e completa redenção:

– Romanos 3.20, 24, 24 e 29 – “Ninguém será justificado diante dele pelas obras da lei.. sendo justificados gratuitamente por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus. A quem Deus propôs no seu sangue…. Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé, independentemente das obras da lei”.

5. Ensinam o Perdão dos pecados através das orações.

a) Eclesiástico 3.4 – “O que ama a Deus implorará o perdão dos seus pecados, e se absterá de tornar a cair neles, e será ouvido na sua oração de todos os dias”.
b) O perdão dos pecados não está baseado na oração que se faz pedindo o perdão, não é fé na oração, e sim fé naquele que perdoa o pecado, a oração por si só, é uma boa obra que a ninguém pode salvar. Somente a oração de confissão e arrependimento baseadas na fé no sacrifício vicário de Cristo traz o perdão (Pv. 28.13; I Jo 1.9; I Jo 2.1,2).

6. Ensinam a Oração Pelos Mortos.

a) 2 Macabeus 12:43-46 – “e tendo feito uma coleta, mandou 12 mil dracmas de prata a Jerusalém, para serem oferecidas em sacrifícios pelos pecados dos mortos, sentindo bem e religiosamente a ressurreição, (porque, se ele não esperasse que os que tinham sido mortos, haviam um dia de ressuscitar, teria por uma coisa supérflua e vã orar pelos defuntos); e porque ele considerava que aos que tinham falecido na piedade estava reservada uma grandíssima misericórdia. É, pois, um santo e salutar pensamento orar pelos mortos, para que sejam livres dos seus pecados”.
b) É neste texto falso, de um livro não canônico, que contradiz toda a Bíblia, que a Igreja Católica Romana baseia sua falta e herege doutrina do purgatório.
c) Este é novamente um ensino Satânico para desviar o homem da redenção exclusiva pelo sangue de Cristo, e não por orações que livram as almas do fogo de um lugar inventado pela mente doentia e apostata dos teólogos católicos romanos.
d) Após a morte o destino de todos os homens é selado, uns para perdição eterna e outros para a Salvação eterna – não existe meio de mudar o destinos de alguém após a sua morte. Veja Mt. 7:13,13; Lc 16.26

7. Ensinam a Existência de um Lugar Chamado PURGATÓRIO.

a) Este é o ensino herético e satânico inventado pela Igreja Católica Romana, de que o homem, mesmo morrendo perdido, pode ter uma Segunda chance de Salvação.
b) Sabedoria 3.1-4 – “As almas dos justos estão na mão de Deus, e não os tocará o tormento da morte. Pareceu aos olhos dos insensatos que morriam; e a sua saída deste mundo foi considerada como uma aflição, e a sua separação de nós como um extermínio; mas eles estão em paz (no céu). E, se eles sofreram tormentos diante dos homens, a sua esperança está cheia de imortalidade”.
c) A Igreja Católica baseia a doutrina do purgatório na ultima parte deste texto, onde diz: ” E, se eles sofreram tormentos diante dos homens, a sua esperança está cheia de imortalidade”.

– Eles ensinam que o tormento em que o justo está, é o purgatório que o purifica para entrar na imortalidade.
– Isto é uma deturpação do próprio texto do livro apócrifo. De modo, que a igreja Católica é capaz de qualquer desonestidade textual, para manter suas heresias. – Até porque, ganha muito dinheiro com as indulgências e missas rezadas pelos mortos.

d) Leia atentamente as seguinte textos das Escrituras, que mostram a impossibilidade do purgatório : I Jo 1.7; Hb 9.22; Lc 23.40-43; I6: 19-31; I Co 15:55-58; I Ts 4:12-17; Ap 14:13; Ec 12:7; Fp 1:23; Sl 49:7-8; II Tm 2:11-13; At 10:43)

8. Nos Livros Apócrifos Os Anjos Mentem.

a) Tobias 5.15-19 – “E o anjo disse-lhe: Eu o conduzirei e to reconduzirei. Tobias respondeu: Peço-te que me digas de que família e de tribo és tu? O anjo Rafael disse-lhe: Procuras saber a família do mercenário, ou o mesmo mercenário que vá com teu filho? Mas para que te não ponhas em cuidados,, eu sou Azarias, filho do grande Ananias. E Tobias respondeu-lhe: Tu és de uma ilustre família. Mas peço-te que te não ofendas por eu desejar conhecer a tua geração.
b) Um anjo de Deus não poderia mentir sobre a sua identidade, sem violar a própria lei santa de Deus. Todos os anjos de Deus, foram verdadeiros quando lhes foi perguntado a sua identidade. Veja Lc 1.19 .

9. Mulher que Jejuava Todos os Dias de Sua Vida

a) Judite 8:5,6 – “e no andar superior de sua casa tinha feito para si um quarto retirado, no qual se conservava recolhida com as suas criadas, e, trazendo um cilício sobre os seus rins, jejuava todos os dias de sua vida, exceto nos sábados, e nas neomênias, d nas festas da casa de Israel”.
b) Este texto legendário tem sido usado por romana relacionado com a canonização dos “santos” de idolatria. Em nenhuma parte da Bíblia jejuar todos os dias da vida é sinal de santidade. Cristo jejuou 40 dias e 40 noites e depois não jejuou mais.
c) O livro de Judite é claramente um produção humana, uma lenda inspirada pelo Diabo, para escravizar os homens aos ensinos da igreja Católica Romana.

10. Ensinam Atitudes Anticristãs, como: Vingança, Crueldade e Egoísmo.

a) VINGANÇA – Judite 9:2
b) CRUELDADE e EGOÍSMO – Eclesiástico 12:6
c) Contraria o que a Bíblia diz sobre: – Vingança (Rm 12.19, 17)
– Crueldade e Egoísmo ( Pv. 25:21,22; Rm 12:20; Jo 6:5; Mt 6:44-48).
A igreja Católica tenta defender a IMACULADA CONCEIÇÃO baseando em uma deturpação dos apócrifos (Sabedoria 8:9,20) – Contradizendo: Lc. 1.30-35; Sl 51:5; Rm 3:23).

Referências:
– Apostila Teologia Sistemática – Filemom Escola Superior de Teologia.

8ª Aula: Os Escritores dos Livros da Bíblia (I)
* Livros do Antigo Testamento.

Gênesis – A palavra Gênesis quer dizer “começo”. De autoria de Moisés, segundo a tradição.

Êxodo – Quer dizer “saída” e trata do acontecimento mais importante da história do povo de Israel, isto é, a saída dos israelitas do Egito, onde eram escravos. A tradição atribui Moisés como seu autor.

Levíticos – No livro de Levíticos estão as leis e os mandamentos que Deus mandou Moisés dar ao povo de Israel, especialmente as leis a respeito das reuniões de adoração, dos sacrifícios que o povo devia oferecer a Deus e dos deveres dos sacerdotes. Todos os que serviam no Templo eram da tribo de Levi, tanto os sacerdotes como os seus ajudantes, os levitas. Autoria de Moisés.

Números – Este livro se chama Números, porque nele há duas contagens do povo: a primeira, feita quando os israelitas saíram do Egito (Números 1) e a outra, feita quarenta anos mais tarde, antes de entrarem na terra de Canaã (Números 26). Segundo a tradição, Moisés é o autor.

Deuteronômio – No livro de Deuteronômio estão os discursos que Moisés fez quando o povo de Israel estava na terra de Moabe, a leste do rio Jordão. Depois de terem caminhado quarenta anos pelo deserto, os israelitas estavam prontos para atravessar o Jordão e tomarem posse da terra de Canaã. Sua autoria tem sido tradicionalmente atribuída a Moisés. Os críticos observam corretamente que o último capítulo não poderia ter sido escrito por Moisés. Existe um amplo consenso de que o capítulo 34 é um adendo, talvez acrescentado por Josué.

Josué – Foi composto pelo próprio Josué. Algumas partes, no entanto, como 15:13-17 e 24:29-31, não poderiam ter sido escritas por ele. Tais passagens poderiam ter sido escritas por Eleazar, o sumo sacerdote, ou por Finéias, seu filho. Josué, todavia, é aceito como autor e testemunha ocular da maioria dos eventos registrados, sendo que era o sucessor de Moisés, e comandou a conquista da terra de Canaã.

Juízes – O livro de Juízes conta a história de Israel desde a conquista da terra de Canaã até o começo da monarquia. Nesse tempo surgiram os “juízes”, que eram principalmente chefes militares, mas também resolviam as questões legais do povo. Embora o autor do livro seja desconhecido, o Talmude sugere que foi Samuel, e é bem possível que ele tenha escrito algumas partes do livro.

Rute – A história de Rute passa-se no tempo em que o povo de Israel era governado por juízes. O autor e desconhecido, embora alguns sugiram o nome Samuel.

Samuel 1 e 2 – O Primeiro livro de Samuel registra a passagem do período dos juízes para o dos reis. Esta mudança na vida nacional de Israel gira principalmente em torno de três nomes: Samuel, Saul e Davi. Samuel foi o último dos juízes. Saul foi o primeiro rei de Israel, e Davi, o segundo. Originalmente foram escritos como um único livro. Sua autoria incerta. Devido à morte de Samuel, registrada no capítulo 25, ele não pode ter escrito mais que uma parte de 1 Samuel.

Reis 1 e 2 – Conforme a tradição, escrito num único livro, que depois foi dividido. A autoria tradicionalmente é atribuída a Jeremias, com exceção do último capitulo de 2 Reis, que deve ter sido escrito por alguém que viveu na Babilônia, e não no Egito, onde passou seus últimos dias.

Crônicas 1 e 2 – A autoria tradicionalmente é atribuída a Esdras. Os livros contam novamente os acontecimentos já registrados nos livros de Samuel e de Reis, mas de um ponto de vista diferente.

Esdras – O livro de Esdras é continuação do segundo livro das Crônicas. Ele descreve a volta de alguns dos israelitas que estavam prisioneiros na Babilônia, a vida deles em Jerusalém e a adoração no Templo. Autoria de Esdras.

Neemias – O livro de Neemias conta a história da reconstrução das muralhas de Jerusalém, a leitura por Esdras da Lei de Deus e a confissão dos pecados pelo povo. Também conta a respeito de outras atividades de Neemias, como governador de Judá. Autoria atribuída a Esdras.

Ester – Relata a história de Ester, a moça judia que se tornou rainha por causa do seu casamento com um rei. Embora seu nome seja desconhecido, o autor deste livro era evidentemente um judeu, pois o nacionalismo permeia todo o livro.

Jó – O livro de Jó trata do sofrimento humano. Pensava-se, naquele tempo, que o sofrimento é sempre resultado do pecado. Mas no decorrer do livro, a história demonstra que os seres humanos não podem compreender tudo, nem explicar bem a razão por que às vezes também os inocentes sofrem. Alguns estudiosos dizem ter sido Moisés o autor, tendo escrito enquanto morava no deserto de Mídia, portanto, o primeiro livro da Bíblia a ser escrito.

Salmos – É o livro de hinos e de orações da Bíblia. Os salmos foram escritos durante um período de mais ou menos setecentos anos (1000 a 333 a.C.), e foram usados pelo povo de Israel nas suas reuniões de adoração a Deus. Autoria bastante diversa, com os títulos relacionando 73 deles a Davi, dois a Salomão, doze aos filhos de Core, doze a Asafe, um a Hemã, um a Etã e um a Moisés.

Provérbios – É um livro de sabedoria prática. Os provérbios revelam a sabedoria dos antigos mestres israelitas sobre o que a pessoa sábia deve fazer em certas situações. Alguns provérbios são a respeito das relações de família e outros sobre o comportamento nos negócios. Alguns tratam de boa educação nas relações sociais e outros da necessidade de a pessoa saber se controlar. Autoria tradicionalmente atribuída a Salomão.

Eclesiastes – No livro de Eclesiastes estão registrados os pensamentos do “Sábio”, um homem que meditou profundamente sobre a vida humana, com as suas injustiças e decepções, e concluiu que “tudo é ilusão”. Devido às características apresentadas, sua autoria é tradicionalmente atribuída a Salomão.

Cantares – Cântico dos Cânticos é uma coleção de poemas de amor, a maior parte em forma de canções próprias para festas de casamento (Jeremias 33:11). Em algumas traduções, o livro é chamado de “O Cântico de Salomão”. Autoria tradicionalmente atribuída a Salomão.

Isaías – Um dos maiores profetas do Antigo Testamento, anunciou as suas mensagens ao povo do Reino de Judá e aos moradores da cidade de Jerusalém entre 742 e 687 antes de Cristo. Autoria tradicionalmente atribuída ao próprio Isaías.

Jeremias – O profeta Jeremias, que era de uma família de sacerdotes, começou a anunciar mensagens de Deus no ano 627 a.C e morreu por volta de 580, provavelmente no Egito. Autoria tradicionalmente atribuída a ele.

Lamentações – É uma coleção de cinco poemas nos quais se chora a destruição da cidade de Jerusalém no ano 586 a.C. Apesar do livro não possuir o nome do autor, a tradição diz ser Jeremias.

Ezequiel – No tempo do profeta Ezequiel, no ano 586 a.C, a cidade de Jerusalém foi tomada pelos babilônios. O profeta viveu na Babilônia, para onde os israelitas tinham sido levados como prisioneiros. Autoria do próprio Ezequiel.

Daniel – É um livro importantíssimo das Escrituras, pois contém mensagens apocalípticas que dizem respeito aos nossos dias (Daniel 12:4; Daniel 2:28). Para melhor compreendê-lo, deve ser estudado juntamente com o livro de Apocalipse. A tradição diz ser Daniel o autor, embora alguns sejam contrários a este pensamento.

Oséias – O profeta Oséias anunciou a mensagem de Deus ao povo de Israel, o Reino do Norte, depois do tempo do profeta Amós e antes da conquista da cidade de Samaria pelos assírios em 721 a.C. Autoria tradicionalmente atribuída ao próprio Oséias.

Joel – Pensa-se que o livro foi escrito entre 450 e 350 a.C, durante o tempo em que a Pérsia dominava Israel. Autoria tradicionalmente atribuída a Joel.

Amós – Amós era pastor de ovelhas em Tecoa, pequena cidade de Judá, o Reino do Sul e foi chamado por Deus para anunciar a sua mensagem em Israel, o Reino do Norte. Isso foi lá pelo ano 750 a.C, durante o reinado próspero de Jeroboão II. A situação de Israel era muito boa, mas havia pecado também. Autoria tradicionalmente atribuída a Amós.

Obadias – Jerusalém foi conquistada pelos babilônios no ano 586 a.C. Os edomitas, povo que morava no país de Edom, ao sul de Judá, não somente se alegraram com a derrota dos israelitas, mas também ajudaram o inimigo e aproveitaram a oportunidade para roubar e levarem consigo os bens dos moradores de Jerusalém. O profeta Obadias denunciou o pecado dos edomitas e anunciou que seriam castigados e derrotados, junto com os outros povos, que eram inimigos do povo de Deus e que este voltaria a ser próspero e poderoso novamente. Autoria tradicionalmente atribuída a Obadias.

Jonas – Na história de Jonas, vemos a importância de não negligenciarmos o chamado de Deus e aprendemos o quanto Deus é bom em perdoar (no caso dos Ninivitas e do próprio Jonas). Autoria tradicionalmente atribuída a Jonas.

Miquéias – Miquéias foi um dos grandes profetas do oitavo século antes de Cristo e viveu no tempo de Isaías. Autoria do livro considerada como do próprio Miquéias.

Naum – O profeta Naum viveu na mesma época em que viveram os profetas Habacuque e Sofonias. O autor do livro é Naum.

Habacuque – O profeta Habacuque viveu na mesma época em que viveram os profetas Naum e Sofonias. Autoria tradicionalmente atribuída ao próprio Habacuque.

Sofonias – Ele viveu na mesma época em que viveram os profetas Naum e Habacuque. A sua mensagem parece ter sido anunciada antes da reforma religiosa feita por Josias, rei de Judá, no ano 621 a.C. Autoria tradicionalmente atribuída a Sofonias.

Ageu – No ano 538 a.C, os israelitas começaram a voltar da Babilônia. Eles construíram as suas casas em Jerusalém, porém não deram atenção ao Templo, que estava destruído. No ano 520 a.C, o profeta Ageu anunciou algumas mensagens de Deus, ordenando ao povo que construísse de novo o Templo. Autoria tradicionalmente atribuída a Ageu.

Zacarias – O profeta Zacarias foi companheiro do profeta Ageu. As mensagens do profeta, anunciadas entre 520 e 518 a.C. são uma série de visões que tratam da reconstrução de Jerusalém e do Templo, do perdão dos pecados do povo e do futuro, quando o Messias viria. Autoria tradicionalmente atribuída a Zacarias. 

Malaquias – Entre os anos 500 e 450 a.C, o profeta Malaquias anunciou as mensagens de Deus. Malaquias significa “Meu Mensageiro”. Autoria tradicionalmente atribuída a Malaquias.

Referências:
– https://biblia.com.br/perguntas-biblicas/os-livros-da-biblia-e-seus-autores/

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