"𝓔, 𝓵𝓲𝓫𝓮𝓻𝓽𝓪𝓭𝓸𝓼 𝓭𝓸 𝓹𝓮𝓬𝓪𝓭𝓸, 𝓯𝓸𝓼𝓽𝓮𝓼 𝓯𝓮𝓲𝓽𝓸𝓼 𝓼𝓮𝓻𝓿𝓸𝓼 𝓭𝓪 𝓳𝓾𝓼𝓽𝓲𝓬̧𝓪". 𝓡𝓶 6:18

Devocionais EBD

Morrendo e perdoando pela fé.

Atos dos Apóstolos 7: 60 [ACF]
 “E, pondo-se de joelhos, clamou com grande voz: Senhor, não lhes imputes este pecado. E, tendo dito isto, adormeceu.

A missão da igreja neste mundo é de cunho estritamente espiritual – cultuar a Deus; nutrir o povo de Deus e dar testemunho ao mundo em obras. O que mais impressiona na igreja primitiva foi a rapidez com que muitos irmãos compreenderam o evangelho e, com isso, qual era seu papel na sociedade. Dentre os ‘muitos’ que compreenderam de forma significativa o evangelho, podemos destacar Estevão. As qualificações e o espírito de liderança de Estêvão eram de tal envergadura que alguns comentaristas têm duvidado de que ele realmente tenha sido um ‘simples’ diácono. Estevão é citado na Bíblia, pela primeira vez, na lista dos sete diáconos onde diz que ele era um crente ‘cheio de graça e poder’. Deus utilizava-se dele na realização de milagres, e ele falava com grande sabedoria e poder espirituais.

A principal razão da perseguição infringida pelos judeus aos seguidores de Jesus foi pelo fato de eles terem entendido que Jesus tinha abandonado a correta e rígida posição do judaísmo, porquanto davam excessivo valor às tradições de seus antepassados. No entanto, Estêvão não perdeu de vista o discernimento religioso imprimido por Jesus, mantendo aberta a porta para o avanço futuro do evangelismo entre os povos gentílicos. De fato, podemos afirmar que o trabalho de Estêvão pavimentou o caminho para as futuras atividades de Paulo entre os gentios.

Por ser um homem ‘cheio de graça e poder’, ninguém podia resistir ao entendimento superior e ao poder de convencer que Estevão tinha. Também não podiam equiparar-se ao profundo discernimento espiritual com que ele falava. Derrotados nos debates, os judeus incrédulos começaram a fazer circular falsos rumores acerca de Estêvão, despertando suspeitas e temores sobre sua alegada ‘heresia’ e ‘blasfêmia’, e armando armadilhas contra ele. Como consequência, Estêvão, foi acusado de aprovar implicitamente a destruição do templo e a modificação da lei de Moisés. Assim encarado, o cristianismo era compreendido como ameaçador contra a religião dos judeus, preanunciando até o término de Israel como nação organizada.

Sem haver sido condenado, Estêvão foi morto, pela fúria popular, em um linchamento que em nada honra àquela geração de judeus que conviveu com os primeiros cristãos. Mas eles não se esqueceram de certas formalidades legais, para emprestar àquele ato de violenta injustiça uma aparência de legalidade.

As Escrituras nos informam que os efeitos da morte de Estêvão foram da maior consequência para os cristãos primitivos- “Naquele dia levantou-se grande perseguição contra a igreja em Jerusalém; e todos, exceto os apóstolos, foram dispersos pelas regiões da Judéia e Samaria”. Deus, entretanto, serve-se até mesmo da ira humana, encaminhando-a para os seus fins. Foi dessa maneira, pois, que teve começo a segunda fase da missão evangelizadora da Igreja de Cristo, pois – “… os que foram dispersos iam por toda parte pregando a palavra”.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– Bíblia de Estudo Pentecostal.
– Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal.
– Enciclopédia de Champlin, vol. 4

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Erivelton Figueiredo

Cristão Evangélico; Obreiro do Senhor Jesus Cristo, pela misericórdia de Deus; Professor da EBD; Capelão; Estudante persistente da Palavra de Deus; Membro da Igreja Evangélica Assembleia de Deus - Min. Boas Novas em Guarapari-ES. Casado com a Inês; pai do Hugo, do Lucas e da Milena.

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