A ênfase da promessa abraâmica.
Atos dos Apóstolos 3: 25 [ACF]
“Vós sois os filhos dos profetas e da aliança que Deus fez com nossos pais, dizendo a Abraão: Na tua descendência serão benditas todas as famílias da terra.”
O alvo supremo do concerto entre Deus e a raça humana era salvar não somente uma nação (Israel), mas a totalidade da raça humana. No caso de Abraão, Deus já tinha dito que nele – “… todas as nações da terra…” seriam benditas. Deus estendeu sua graça pactual à nação de Israel a fim de que esta fosse – “… para luz dos gentios…” Isso se cumpriu mediante a vinda do Senhor Jesus Cristo como Redentor, quando, então, os cristãos começaram a levar a mensagem do evangelho por todo o mundo – “Luz para iluminar as nações, E para glória de teu povo Israel.”
Deus conclamou Abraão a corresponder as promessas, que lhe fizera, por fé, aceitá-las, e confiar nEle como seu Senhor. Por Abraão assim fazer, Deus o aceitou como justo e foi confirmado mediante comunhão pessoal com Ele. Não somente Abraão precisou, de início, expressar sua fé para a efetuação do concerto, como também Deus requereu que, para a continuação das bênçãos do referido concerto, Abraão devia, de coração, agradar a Deus, através de uma vida de obediência. Deus requereu que Abraão andasse na sua presença e que fosse “perfeito”.
Noutras palavras, se a nossa fé não for acompanhada de obediência – “Declarado Filho de Deus em poder, segundo o Espírito de santificação, pela ressurreição dentre os mortos, Jesus Cristo, nosso Senhor, pelo qual recebemos a graça e o apostolado, para a obediência da fé entre todas as gentes pelo seu nome”, ninguém está habilitado para participar dos eternos propósitos de Deus. Num caso especial, Deus provou a fé de Abraão ao ordenar-lhe que sacrificasse seu próprio filho, Isaque. Abraão foi aprovado no teste e, por conseguinte, Deus prometeu que o seu pacto com ele (Abraão) ia continuar.
O concerto entre Deus e Abraão foi chamado um ‘concerto perpétuo’. O propósito de Deus era que o concerto fosse um compromisso permanente. Era, no entanto, passível de ser violado pelos descendentes de Abraão, e assim acontecendo, Deus não teria de cumprir as suas promessas. Por exemplo, a promessa que a terra de Canaã seria uma possessão perpétua de Abraão e seus descendentes foram quebrados pela apostasia de Israel e pela infidelidade de Judá e sua desobediência à lei de Deus – “Não conforme a aliança que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito; porque eles invalidaram a minha aliança apesar de eu os haver desposado, diz o Senhor” por isso, Israel foi levado para o exílio na Assíria, enquanto que Judá foi posteriormente levado para o cativeiro em Babilônia.
Erivelton Figueiredo
Deus te abençoe.
Graça e Paz.
Referências:
– Bíblia de Estudo Pentecostal.
– Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal.
– Bíblia de Estudo Wiersbe.