Cristo se fez maldição em nosso lugar, acabando com toda inimizade.

Gálatas 3: 13 / I Pedro 2: 24
 “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós, porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro”; “Levando ele mesmo em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para que, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; e pelas suas feridas fostes sarados”.

A cruz era o símbolo da morte de alguém que, sobre si, trazia uma imensa culpa e uma terrível maldição. A cruz era um instrumento conhecido como a punição mais cruel e vergonhosa, que os gregos e romanos copiaram dos fenícios; a ela foram condenados – entre os romanos, desde o tempo de Constantino o Grande – os criminosos mais execráveis, os piores escravos, assaltantes, autores e cúmplices de revoltas, e ocasionalmente nas províncias, para o divertimento arbitrário dos governadores, também os homens justos e pacíficos, e até mesmo os próprios cidadãos romanos. Por isso a cruz, para nós crentes, se tomou o sinal de que Cristo tomou sobre si a nossa culpa, e assim pagou a penalidade pelos nossos pecados.

No Antigo Testamento, a morte era por apedrejamento – “Então, todos os homens da sua cidade o apedrejarão com pedras, até que morra; e tirarás o mal do meio de ti, para que todo o Israel o ouça e tema”, e assim o corpo morto era pendurado sobre uma árvore ou estaca como uma advertência às pessoas – “Quando também em alguém houver pecado, digno do juízo de morte, e haja de morrer, e o pendurares num madeiro, o seu cadáver não permanecerá no madeiro, mas certamente o enterrarás no mesmo dia, porquanto o pendurado é maldito de Deus; assim, não contaminarás a tua terra, que o Senhor, teu Deus, te dá em herança”. Este ato de pendurar o corpo em uma árvore era considerado como uma marca particular de maldição. Por isso, Paulo escreveu aos Gálatas – “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós”. A cruz ou como é também chamada “madeiro” no Novo Testamento é assim relacionada à concepção do Antigo Testamento de profunda humilhação e vergonha.

Aquele que era condenado à crucificação era primeiro espancado ou açoitado com um flagrum, um chicote com várias tiras de couro, em cujas pontas eram colocadas bolas de chumbo ou ossos de carneiro. Após este flagelo, a vítima nua era forçada a carregar o pesado patibulum, ou a barra transversal da sua cruz, ao lugar da sua execução. A intensidade dos sofrimentos de Cristo, até mesmo antes da sua crucificação, é revelada peio fato de que, depois de uma noite de tortura e açoites, Ele estava fraco demais para carregar a sua própria cruz.

No Gólgota, os soldados devem ter lançado Jesus ao chão e esticado os seus braços sobre a barra para que fosse pregado. O algoz deve ter usado pregos fortes e grandes, de forma quadrada, cujos lados deveriam medir aproximadamente um centímetro, e dado um simples golpe entre os ossos do pulso na altura da mão e os pés eram pregados no espaço do segundo metatarsiano a fim de dar à vítima um “degrau” cruel para se suportar, de forma que ainda pudesse respirar.

A cruz de Cristo é uma vergonha para os judeus; uma loucura para os gregos; mas, para nós é a porta que foi aberta nos convidando para reconciliarmos com Deus.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– Dicionário Bíblico Wycliffe

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