Devocional lição 05/ 2º trim 2017, Terça-feira – Quando o ódio se torna mortal.

Gênesis 27:41
E aborreceu Esaú a Jacó por causa daquela bênção, com que seu pai o tinha abençoado; e Esaú disse no seu coração: Chegar-se-ão os dias de luto de meu pai; então, matarei a Jacó, meu irmão”.

Primogênito por herança diz respeito ao primogênito do pai por parte de qualquer de suas mulheres, se este praticasse a poligamia. Na ausência do pai, o filho primogênito tinha autoridade sobre a família, uma porção dobrada da herança, e o direito ao sacerdócio. Parece que as promessas de Deus aos patriarcas eram consideradas como sendo ligadas à linhagem dos primogênitos. Como mostram os casos de Ismael, Esaú e Rúben, o pai podia privar o primogênito deste direito.

E ninguém seja fornicador ou profano, como Esaú, que, por um manjar, vendeu o seu direito de primogenitura. Porque bem sabeis que, querendo ele ainda depois herdar a bênção, foi rejeitado, porque não achou lugar de arrependimento, ainda que, com lágrimas, o buscou”. Esaú, até que tentou dissimular um arrependimento, mas seu próprio coração estava endurecido demais. As lágrimas de Esaú não eram de arrependimento por ser um homem profano, mas sim de desgosto e raiva pelo que Jacó lhe fez, pois ele havia cedido a bênção da aliança para seu irmão. Esaú queria a bênção, mas não desejava ser o tipo de homem que Deus tem prazer em abençoar.
O erro terrível de Esaú foi a venda do direito de primogenitura e agora seus esforços em reparar o erro eram muito tardios, pois ele nunca chegou a se arrepender de fato de sua tolice. Esaú colocou toda a culpa em Jacó, mas a culpa do irmão não podia justificar a sua.

A bênção que Isaque deu era do tipo “definitiva” e não podia ser revogada. E diante do apelo melancólico de Esaú, Isaque lhe concede uma benção menor. Esaú também seria próspero, mas teria de viver pela espada e aceitar o papel de servo de Jacó e seus descendentes por certo tempo, depois do qual ele tinha o direito de sacudir o jugo do teu pescoço.
A encenação de Esaú era um meio para justificar seu erro, pois seu irmão havia agido com sagacidade, aproveitando da circunstância em que ele se encontrava, e seu casamento com mulheres pagãs foi devido ao fato de não ter naquela região mulheres do seu povo. O seu choro e seu clamor denotavam sua justificativa: Fui enganado! É claro que a culpa é de Jacó e não minha.

A decepção e amargura de Esaú convergiram numa só decisão: Vou matar meu irmão! O ódio de Esaú pelo irmão, levou-o a viver pelo lema: Se não posso ter, nem ele! E já que vou viver pela espada, começarei usando-a dentro de casa. Aqui neste ponto, voltamos ao princípio de todas as coisas, o sentimento que estava consumindo Esaú, deveria ser dominado por ele, afinal, tudo o que estava acontecendo era consequência desastrosa de uma ação impetuosa. Esaú foi o tipo de pessoa que não considerava as consequências, agia sempre de acordo com a necessidade do momento, ele não considerou o valor daquilo que abriu mão para satisfazer a necessidade daquele momento.

Esse era o aspecto do caráter de Jacó antes do seu encontro pessoal com Deus. Ele era enganador, mentiroso, egoísta e calculista. Ao tolerar e condescender o ato ilícito da mãe, ele contribuiu para a degradação da família.

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

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Erivelton Figueiredo

Cristão Evangélico; Obreiro do Senhor Jesus Cristo, pela misericórdia de Deus; Professor da EBD; Capelão; Estudante persistente da Palavra de Deus; Membro da Igreja Evangélica Assembleia de Deus - Min. Boas Novas em Guarapari-ES. Casado com a Inês; pai do Hugo, do Lucas e da Milena.

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