Uma relação de pai e filho mediante o amor de Deus.

Imagem relacionadaJoão 1: 12-13
Mas a todos quantos o receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus: aos que creem no seu nome, os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do varão, mas de Deus

A primeira coisa que devemos entender, acerca dos assuntos concernentes a salvação, é que Deus não tinha, e nem tem, a obrigação de salvar ninguém, Ele tomou essa iniciativa senão pela compulsão do Seu próprio amor. A pesar do amor incondicional e incomensurável de Deus, não devemos esquecer que Ele também é justo e santo.

João, nestes versículos, nos dá uma ideia de como nosso Deus trabalha, ou melhor, de como Ele idealizou a salvação para o homem. O desejo de Deus era que, diante de uma dádiva tão inesperada e imerecida como a salvação, através do sacrifício de Jesus, o homem se sentisse constrangido a permanecer salvo, pois, diferente do passado, onde, as leis cerimoniais para a purificação permitiam o sacrifico rotineiro pelos pecados, o sacrifício de Jesus tem o aspecto de único e definitivo, ou seja, Jesus não vai para a cruz todas as vezes que pecamos. Em nenhum momento os sacrifícios cerimoniais para a purificação e o sacrifício de Cristo deram respaldo para pecar. A presença de um sacerdote o tempo todo no templo ou tabernáculo, não significava que tinha que haver sacrifícios o tempo todo, a presença de Jesus, a direita do Pai, o tempo todo, não significa que Ele tem que estar suplicando por nossos pecados o tempo todo. Entendeu? Jesus não é nossa garantia para pecarmos, Ele é a garantia “SE” pecarmos.

Bom, diante do fato de que o sacrifício de Jesus é único e definitivo, somos quase convencidos a concordar com a doutrina de Calvino, a não ser pela clareza com que Deus inspirou seus servos a escreverem de forma que não causasse confusão na interpretação.
Não devemos incorrer no erro de muitos “exegetas” que andam por aí forçando uma interpretação totalmente equivocada dos textos da Bíblia. “Mas a todos quantos o receberam …”, se o texto terminasse aqui, Calvino estaria certo com sua doutrina: uma vez salvo, salvo para sempre; pois, indistintamente de quem, quando e como chegou até a cruz de Jesus, e respondeu afirmativamente ao que é oferecido nela, foi justificado e regenerado, e estes dois atos são irrevogáveis da parte de Deus.
Mas, agora, quero que atentem para o restante da frase do texto bíblico: “… deu-lhes o poder der serem feitos filhos de Deus”, Deus não nos TORNOU seus filhos, mas, nos deu a capacidade de nos tornarmos seus filhos, e isso revela que, no processo da salvação, há uma etapa em que é atribuída uma responsabilidade ao homem. Dar condições a alguém para se tornar alguma coisa, não significa que este alguém, de fato, vai se tornar aquilo que se espera.

Deus nunca mudou sua postura na figura de Pai Amoroso. Está sempre agindo com benignidade e longanimidade em relação aos ”filhos”. Mas, e nós? Temos agido como os filhos devem agir em relação aos pais? Temos dado toda honra, obediência, devoção e nos submetemos a sua vontade? Esperamos que Deus sempre cumpra com o seu papel de Pai, mas não assumimos nossa posição de filhos perante Ele.

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

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Erivelton

Cristão Evangélico; Obreiro do Senhor Jesus Cristo, pela misericórdia de Deus; Professor da EBD; Capelão; Estudante persistente da Palavra de Deus; Membro da Igreja Evangélica Assembleia de Deus - Min. Boas Novas em Guarapari-ES. Casado com a Inês; pai do Hugo, do Lucas e da Milena.

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