Jesus, um sacerdócio com realeza.

Salmo 110: 4
Jurou o SENHOR e não se arrependerá: Tu és um sacerdote eterno, segundo a ordem de Melquisedeque.”

Deus é tão perfeito em Suas obras que, mesmo não sendo necessário se justificar com ninguém sobre o “porque” de estar realizando algo, ainda assim, Ele esclarece o “porque” de ter feito. Ainda que, alguns teólogos queiram apontar alguma divergência nas Escrituras, ela jamais se deixará ser desacreditada ou que se encontre, nela, algum sentido capcioso.

“Legalmente” Jesus nunca poderia ser sacerdote. Ele não pertencia a ordem levítica, sendo assim, jamais poderia ocupar um cargo no templo, mas, nosso Deus conhecendo os pensamentos e intenções do coração do homem, o fez sacerdote segundo uma ordem diferente, a qual, homem algum pode compreender.

As Escrituras Sagradas, no Velho Testamento, nos dão um entendimento maior de como era o serviço sacerdotal no templo. O sumo sacerdote levita agia como representante dos homens, entrando na presença do Senhor para oferecer sangue em benefício dos homens pecadores. Em nenhum outro lugar esta função é ilustrada mais vividamente do que nos eventos do Dia da Expiação. Neste dia, o décimo dia do sétimo mês de cada ano, o sumo sacerdote entrava no Santo dos Santos do tabernáculo para fazer expiação pelos seus próprios pecados e pelos do povo. Assim era o ofício dos sacerdotes da ordem levítica.

Ora, Jesus foi feito nosso sumo sacerdote e, isso, implica numa mudança de leis e comportamentos. Na antiga aliança, o sumo sacerdote, depois de lavar seu corpo e vestir as vestes santas, punha um incensário cheio de incenso no Santo dos Santos para formar uma nuvem sobre o propiciatório. A nuvem de incenso na sala protegia-o de ver o Senhor e morrer como consequência. Hoje, nosso Sumo Sacerdote, não precisa usar deste artifício, Ele está diante da face de Deus, o Pai, com rogos, súplicas e gemidos pelos pecadores. E, da mesma forma que o sumo sacerdote levita entrava no Santo dos Santos com sangue para fazer a expiação pelos pecados, assim Jesus entrou no Santo dos Santos com sangue, porém, Jesus não ofereceu seu sangue num tabernáculo físico, feito por mãos humanas. Ele ofereceu seu sangue na presença de Deus, no céu.

Os sacerdotes do Velho Testamento, sendo homens, morriam e o serviço de sumo sacerdote era passado ao próximo homem apontado pelo mandamento da Lei de Moisés. Como Jesus vive para sempre, Ele é, assim, capaz de continuar com seu serviço sacerdotal tanto tempo quanto for necessário. Jesus não fica impedido pela morte em seu serviço como sumo sacerdote. Além disso, quando uma ordem sacerdotal substituía outra, mudava-se as leis da antiga ordem. Jesus, sendo da ordem de Melquisedeque, ao assumir o sacerdócio, substituindo a ordem levítica, mudou as leis associadas com o sacerdócio levítico. Jesus não anulou, ignorou ou desprezou as leis da antiga aliança, ele somente nos deu a real interpretação de cada uma e, sintetizou-as em apenas duas.

Por fim, Jesus não ofereceu diante de Deus o sangue de um animal, um sacrifício inadequado para o perdão. Em vez disso, ele ofereceu seu próprio sangue, assim tornando-Se tanto o sacerdote como o sacrifício.

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

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Erivelton

Cristão Evangélico; Obreiro do Senhor Jesus Cristo, pela misericórdia de Deus; Professor da EBD; Capelão; Estudante persistente da Palavra de Deus; Membro da Igreja Evangélica Assembleia de Deus - Min. Boas Novas em Guarapari-ES. Casado com a Inês; pai do Hugo, do Lucas e da Milena.

4 thoughts on “Jesus, um sacerdócio com realeza.

    • 16 de fevereiro de 2018 em 21:59
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      Muito obrigado meu amado. Tudo para a Honra e Glória do nome do nosso Deus.

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  • 27 de fevereiro de 2018 em 14:47
    Permalink

    Belo estudo Erivelton….meus parabéns…é obrigado por me ajudar….

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    • 27 de fevereiro de 2018 em 19:00
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      Amem, meu querido.
      É gratificante saber que temos colaborado com o crescimento e aperfeiçoamento dos irmãos.
      Deus te abençoe.

      Resposta

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