Jesus, um sacerdócio imutável.

Hebreus 7: 12
Porque, mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz também mudança da lei.”

Há uma interpretação equivocada, por parte de alguns crentes, acerca deste texto. E, alicerçados nele, desprezam e invalidam todo o Antigo Testamento, alegando ser, ele, única e exclusivamente para Israel. Atestam que é impossível extrair do Antigo Testamento alguma coisa que seja útil para a Igreja de Cristo e, um bom exemplo disto é a questão do dízimo.

Diferente do que muitos crentes pensam saber, o ofício sacerdotal não começou com Arão. Com o povo de Israel, sim, Arão foi o primeiro sacerdote, mas, muito antes de Israel existir já haviam sacerdotes religiosos, dos quais a Bíblia cita um: Melquisedeque. Este Melquisedeque, do qual a Bíblia nos fala muito pouco sobre ele, não era israelita (pois Israel ainda não existia) e não tinha conhecimento das leis, que viriam posteriormente, mas uma coisa a Bíblia destaca sobre ele: era “sacerdote do Deus Altíssimo”.

Bom, o que eu quero que alguns entendam é que, uns 250 anos antes de Jacó e, pelo menos, uns 700 anos antes de Moisés, bem como, muito antes da Leis do Decálogo e os outros 613 preceitos que compunham os mandamentos, segundo o judaísmo, Abraão entregou o dízimo para o sacerdote Melquisedeque. Diante disso, o dízimo não “foi criado” apenas para os judeus e nem está limitado, exclusivamente, ao povo da antiga aliança.

Creio que, mesmo diante deste esclarecimento, alguns ainda insistirão em dizer que as leis foram mudadas com a mudança do sacerdote, ou seja, já não vivemos sobre a égide da Lei, mas da graça, Jesus mudou as leis, elas (as leis) não são para os crentes.
Eu gostaria que alguém me explicasse o seguinte: se como crente, seguidor de Jesus Cristo, o único que cumpriu o Decálogo junto com os 613 preceitos e declarou que “Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim ab-rogar, mas cumprir. Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido.”, por que eu deveria ignorar as leis, com a justificativa de que elas foram criadas exclusivamente para os judeus? Não preciso observar as leis da antiga aliança como alguns que fazem delas meio para santificação e salvação, eu as observo moralmente.

Estar na Dispensação da Graça, não é justificativa para desprezar as leis. Para aqueles que vivem, realmente, a Dispensação da Graça, que foram lavados e remidos no sangue de Jesus, as leis da antiga aliança não influenciam em nada na sua condição de pecador. Aquele que outrora era devedor da lei, cujo débito só podia ser quitado mediante um único sacrifício perfeito e eterno, pois os sacrifícios do passado eram imperfeitos e temporários, agora, sendo participante do sacrifício de Jesus, teve seu débito quitado de uma vez por todas. E, mesmo que arrumemos alguma “dívida” agora, o nosso problema não é com a lei, mas com o nosso “fiador”.

Como o próprio Jesus disse, Ele não invalidou, ab-rogou ou anulou as leis, apenas deu a real interpretação para elas.

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

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Erivelton

Cristão Evangélico; Obreiro do Senhor Jesus Cristo, pela misericórdia de Deus; Professor da EBD; Capelão; Estudante persistente da Palavra de Deus; Membro da Igreja Evangélica Assembleia de Deus - Min. Boas Novas em Guarapari-ES. Casado com a Inês; pai do Hugo, do Lucas e da Milena.

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