Os utensílios do culto na Antiga Aliança.

Hebreus 9: 2
Porque um tabernáculo estava preparado, o primeiro, em que havia o candeeiro, e a mesa, e os pães da proposição; ao que se chama o Santuário

A luz da natureza mostra que há um Deus que tem domínio e soberania sobre tudo; que é bom e faz o bem a todos; e que, portanto, deve ser temido, amado, louvado, invocado, crido e servido de todo coração, de toda a alma e com toda a força; mas o modo aceitável de adorar o verdadeiro Deus é instituído por Ele mesmo e tão limitado pela sua vontade revelada, que não deve ser adorado segundo as imaginações e invenções dos homens ou sugestões de Satanás, nem sob qualquer representação visível ou de qualquer outro modo não prescrito nas Santas Escrituras. O culto religioso deve ser prestado a Deus – Pai, Filho e Espírito Santo – e somente a ele; não deve ser prestado nem aos anjos, nem aos santos, nem a qualquer outra criatura; nem, depois da queda, deve ser prestado a Deus pela mediação de qualquer outro, senão Cristo. (WESTMINSTER, 2007).

O rompimento do véu do templo foi o sinal visível de uma mudança espiritual irreversível e decretada pelo próprio Deus: o fim da Antiga Aliança e o começo de uma Nova Aliança. A Antiga Aliança alcançou um povo, mas a Nova Aliança alcançaria todos os povos, judeus e não judeus. Agora é a Graça de Deus pela fé em Jesus Cristo como Senhor e Salvador que reconcilia a criatura com o Criador, independentemente de qualquer diferença entre os povos e as pessoas. A Nova Aliança incorporou apenas os princípios espirituais e morais da Antiga Aliança porque são a expressão do eterno caráter divino.

Em ambas as alianças, só uma coisa é comum na liturgia do culto: o sangue do sacrifício. Na antiga o sacerdote, representando o pecador, só podia entrar para cultuar se tivesse em suas mãos o sangue, do animal imolado, para oferecer como cobertura dos pecados; na Nova Aliança, o salvo em Cristo Jesus, ousa entrar para cultuar e, faz isso com confiança, por que o sangue do sacrifício já foi aspergido, definitivamente, na cruz.

Os elementos do culto de ambas as alianças se correspondem de forma espiritual, aqueles eram sombras, figuras e símbolos destes. A mesa com os Pães da Proposição nos remete a infalível e inerrante Palavra de Deus. É o alimento de Deus para a vida do verdadeiro adorador, ela não indica onde devemos nos alimentar, mas, dela própria retiramos todos os “nutrientes” necessários para nosso desenvolvimento espiritual. Ela não se deteriora com tempo, sempre estará própria para o “consumo”.

Do Candelabro, interpretamos que é a forma como a Palavra de Deus deve ser anunciada. Aquele que se propõe a ser um pregador do Evangelho, deve fazê-lo sob a unção do Deus, pois a Palavra de Deus é útil para iluminar o nosso caminho (Salmo 119:105). A Palavra de Deus tem o poder do próprio Deus, que faz aquilo que Lhe apraz e que dá alegria ao homem, segundo a sua misericórdia.

O Altar do Incenso, depreendemos a forma como uma adoração chega ao trono da Graça. Orações e louvores devem ser dirigido exclusivamente a Deus. É triste vermos pessoas que oram e louvam para a igreja, querem ser notadas e notáveis. Louvores e orações não podem ser esquecidos nos cultos, contudo, não podem desequilibrar a liturgia, transformando o culto numa desordem.

Tudo deve ser feito com decência e ordem.

Deus te abençoe.
Graça e Paz.  

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Erivelton

Cristão Evangélico; Obreiro do Senhor Jesus Cristo, pela misericórdia de Deus; Professor da EBD; Capelão; Estudante persistente da Palavra de Deus; Membro da Igreja Evangélica Assembleia de Deus - Min. Boas Novas em Guarapari-ES. Casado com a Inês; pai do Hugo, do Lucas e da Milena.

4 thoughts on “Os utensílios do culto na Antiga Aliança.

  • 3 de março de 2018 em 16:24
    Permalink

    a paz irmao,
    Seu comentario muito ma ajudou para a aula da EBD do proximo domingo. que o Senhor Jesus continue te usando sempre

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    • 3 de março de 2018 em 16:29
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      Amém minha irmã,
      Um só corpo, um só espírito e uma só fé.
      Deus abençoe abundantemente seu ministério.

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  • 4 de março de 2018 em 06:32
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    Muito bom a explicação , me ajudou muito a entender o texto

    Resposta
    • 4 de março de 2018 em 06:48
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      Amém, minha irmã.
      Imagine se todos retivessem o conhecimento só para si mesmo. O mundo seria um caos.
      Como Paulo diz na carta aos Corintios, tudo quanto recebemos (conhecimento), de igual forma devemos transmitir.
      Deus te abençoe.
      Volte sempre.

      Resposta

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