Uma única vez, um único sacrifício e a substituição do culto.

Hebreus 10: 10
Na qual vontade temos sido santificados pela oblação do corpo de Jesus Cristo, feita uma vez.”

É magnífico contemplar a obra de Deus e entender como Ele foi minucioso em cada detalhe, para que ela, sua obra, fosse perfeita e eficaz. Tudo quanto o Senhor instruiu os homens a escreverem na Bíblia, apesar dos livros não estarem dispostos numa ordem cronológica e, nem sempre, os fatos obedecerem uma sequencia lógica, a Bíblia nos revela que o amor de Deus, manifestado na sua graça e misericórdia, teve seu ponto de partida em apenas um homem e culminou alcançando o mundo inteiro.

O amor de Deus pelo homem, é manifesto pelos dons naturais que nos foi concedido: inteligência, sentimentos, volição, senso moral, personalidade própria, enfim, nos concedeu autonomia para realizarmos o que nossa consciência determinasse, porém, tudo o que nos foi concedido realizar deve ser monitorado pelo senso de responsabilidade “Tudo me é lícito, mas nem tudo me convém”. Não nos fez autômatos ou robôs manipulados, se assim fosse, não teríamos pecado.

A obra de Deus é dinâmica e não estática, progressiva e não inopinada, imparcial e não predestinada, ela é uma realidade que pode ser vivida agora e não uma utopia que esteja fora do nosso alcance, ela é eterna e não efêmera. Ela não teve inicio no Edém, mas o seu fim se dará no Juízo Final.

O sacrifício do Edém indicava que o propósito de Deus para remissão do homem pecador seria progressivo. Ele começa sacrificando por um casal. Um animal foi imolado para cobrir a nudez deles. Foi o próprio Deus quem tomou a iniciativa, o homem já tinha dado seu “jeitinho”, o que Adão não entendeu foi que, o que ofendia a Deus não era sua nudez física, mas o fato de desobedecer uma ordem dada pelo Senhor.

Mais adiante, YHWH determina um sacrifício por uma família. Ele orienta que os chefes das famílias deveriam oferecer um sacrifício pelos seus entes queridos. A libertação já estava decretada, só restava ao povo obedecer às orientações divinas. Em seguida os sacrifícios abrangem toda uma nação. Todo o povo de Israel, irremediavelmente, deveria oferecer ofertas de sacrifícios por seus delitos. Essa era a aliança que Deus tinha com eles: aquele que ofertasse, teria seus pecados ocultos da face de Deus. Contudo, não era o propósito de Deus que o homem permanecesse nesse ciclo vicioso: pecar e sacrificar, pecar e sacrificar, pecar e sacrificar … … o anseio do nosso Deus era que alguém chegasse diante dEle com um sacrifício perfeito e pleno, mas não havia um homem sequer, sobre a face da terra, que pudesse fazer isso e, no Céu, Deus não buscou entre anjos, arcanjos, serafins ou querubins quem pudesse se compadecer dos homens, já havia “alguém” separado para esse fim.

O primeiro decreto integral de Deus a respeito da salvação do homem pecador é aquele no qual Ele decreta a indicação de seu Filho, Jesus Cristo, para Mediador, Redentor, Salvador, Sacerdote e Rei que deve destruir o pecado pela sua própria morte, e que deve, pela sua obediência, obter a salvação que se perdeu, devendo comunicá-la pela sua própria virtude
                                                                                              (Jacó Armínio. As Obras de Armínio, vol. 1)

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

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Erivelton

Cristão Evangélico; Obreiro do Senhor Jesus Cristo, pela misericórdia de Deus; Professor da EBD; Capelão; Estudante persistente da Palavra de Deus; Membro da Igreja Evangélica Assembleia de Deus - Min. Boas Novas em Guarapari-ES. Casado com a Inês; pai do Hugo, do Lucas e da Milena.

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