Os irmãos da Galácia desejaram doar até o que não podiam.

Gálatas 4: 15
Qual é, logo, a vossa bem-aventurança? Porque vos dou testemunho de que, se possível fora, arrancaríeis os olhos, e mos daríeis.”

Que igreja é essa? Que desprendimento invejável é esse dos irmãos da igreja da Galácia? Estavam tão afoitos em fazer algo pela obra de Deus, que não havia limitações para suas ações. Queriam desesperadamente repartir o que tinham e, para isso estavam dispostos a doar até o que lhes era indispensável e necessário.

O que o Senhor Deus quer que aprendamos e pratiquemos é que na condição em que nos encontramos agora – salvos, o nosso corpo (vida física) não é mais valioso do que aquele em que seremos transformados e, mesmo que, cheguemos naquele grande dia faltando alguns ou todos os órgãos, seja por causa de doações ou por qualquer outro motivo, seremos transformados e, um novo corpo, não um corpo diferente mas, um corpo restaurado e glorificado, em que todos os órgãos doados não serão úteis para a manutenção da nossa eterna existência.

Um exemplo glorioso do que podemos fazer pela vida de outros, mesmo depois de morto, é o caso de Eliseu, não que esta passagem tenha algo a ver com doações de órgãos, mas tem a ver com manter outros vivos mesmo após nossa morte. Só quem vive a experiência de já ter doado algo, como por exemplo uma simples doação de sangue, sabe como é gratificante se sentir que foi útil para a sobrevivência de outra vida. Paulo, inúmeras vezes declarou que sua vida não lhe era valiosa, desde que pudesse ser útil aos irmãos, ou seja, até a sua própria vida não lhe pertencia, ela lhe fora concedida para beneficiar o próximo.

O “dai, e ser-vos-á dado” fala de recompensa temporal e eterna. Muita das vezes, a recompensa temporal não vem em forma de bens materiais, ela vem em forma de satisfação plena, paz de espírito, alegria de dever cumprido e prazer em ter sido útil. O “dai” não se aplica em apenas bens consumíveis, não são apenas as “coisas” perecíveis, não são as lisonjas e bajulações, o “dai” implica e dar-se literalmente, isto é, se preciso for vida ao necessitado. Por favor, não entendam de maneira equivocada o que estou dizendo, quando falamos em “dar vida”, nos referimos a proporcionar ao próximo uma vida digna e se temos oportunidade de fazer isso, porque não o fazer?

Para que levarmos para o túmulo órgãos e tecidos que podem ser úteis ao nosso próximo? O amor do crente pode e deve ser demonstrado nesta atitude altruísta. Doar sangue, doar órgãos é gesto de amor, amor cristão. E, as enfermidades que degeneram alguns órgãos e tecidos existem para nos dar a oportunidades de demonstrar o amor que tanto professamos.

Jesus é o maior exemplo de doador, Ele “doou” a própria vida – “Ninguém ma tira de mim, mas eu de mim mesmo a dou” –  em benefício da humanidade, mesmo sabendo que muitos não dariam o devido valor a isso. Desta forma, mesmo que saibamos que a corrupção humana o tem levado a atitudes insanas, cumpramos com o nosso dever cristão.

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

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Erivelton

Cristão Evangélico; Obreiro do Senhor Jesus Cristo, pela misericórdia de Deus; Professor da EBD; Capelão; Estudante persistente da Palavra de Deus; Membro da Igreja Evangélica Assembleia de Deus - Min. Boas Novas em Guarapari-ES. Casado com a Inês; pai do Hugo, do Lucas e da Milena.

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