Um culto perfeito.

Romanos 12: 1-3
Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis o vosso corpo em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. Porque, pela graça que me é dada, digo a cada um dentre vós que não saiba mais do que convém saber, mas que saiba com temperança, conforme a medida da fé que Deus repartiu a cada um.”

O culto no Velho Testamento era estritamente sacerdotal. Os sacerdotes, e somente eles, tinham acesso à parte mais sagrada do templo, isto é, aquela inteiramente santificada, completamente separada do mundo e das coisas profanas. Os leigos ficavam no exterior, onde os sentidos sensoriais se expandiam e onde o espiritual se confundia com o material na liturgia das festas. As paixões, os sentimentos e as emoções espirituais misturavam-se com as naturais e as carnais nos atos “cúlticos”.

Hoje, igualmente, o culto é sacerdotal, pois a Igreja toda é um reino de sacerdotes, e o templo todo passou a ser um lugar santo, reunião do povo sacerdotal em Cristo Jesus – o Sumo Sacerdote do templo, Cabeça da Igreja. Onde quer que os sacerdotes de Deus se reúnem, aí estará o Tabernáculo – Jesus Cristo – Deus conosco. E o local básico de reunião é o templo. Um povo sacerdotal não apresenta a Deus música de má qualidade, de procedência duvidosa, de ritmos que levantem associações mundanas concupiscentes. O verdadeiro cântico espiritual somente a Igreja invisível dos verdadeiros eleitos aprende, apreende e executa, pois não procede dos cérebros humanos irregenerados, mas da revelação de Deus: “Também a voz que ouvi era como de harpistas quando tange as suas harpas. Entoavam novo cântico diante do trono, diante dos quatro seres viventes e dos anciãos. E ninguém pode aprender o cântico, senão os cento e quarenta e quatro mil que foram comprados da terra” (Ap 14. 2b,3). O novo saltério da Igreja, verdadeiramente espiritual, difere, e muito, da hinologia transitória, emergente dos sentimentos e das circunstâncias culturais. A espiritualidade do canto é uma obra do Espírito e não um produto comercial destinado ao seguimento religioso do mercado consumidor.

Culto não é uma festa de religiosos exaltando um ícone ou buscando bênçãos dos céus, antes, é o encontro do Senhor, promovido por este, com seus servos na assembleia litúrgica, a comunhão dos salvos convocados por Cristo e reunidos pelo Espírito Santo para a edificação, a comunhão e a respeitosa adoração ao Redentor. Paulo entende que o motivo último do culto é a edificação do corpo de Cristo, habilitando o conjunto e cada membro para o exercício da fé e do testemunho cristão.

Numa Igreja que exercita o sacerdócio geral de todos os homens, a liturgia é função de muitos e ação de todos, não de alguns clérigos privilegiados. Desta forma, o bom andamento do culto não é responsabilidade dos que tem função na igreja, mas de todos os santos do corpo de Cristo. No culto, as expressões corporais devem ser reverentes e destinadas à reverência, consentâneas com o local de adoração, a sublimidade litúrgica, a presença do Rei.

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referência:
O CULTO OPÚSCULO II – Rev. Onezio Figueiredo

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Erivelton

Cristão Evangélico; Obreiro do Senhor Jesus Cristo, pela misericórdia de Deus; Professor da EBD; Capelão; Estudante persistente da Palavra de Deus; Membro da Igreja Evangélica Assembleia de Deus - Min. Boas Novas em Guarapari-ES. Casado com a Inês; pai do Hugo, do Lucas e da Milena.

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