Descrevendo o lugar Santíssimo.

Êxodo 26: 31-37
Depois farás um véu de azul, e púrpura, e carmesim, e de linho fino torcido; com querubins de obra prima se fará. E colocá-lo-ás sobre quatro colunas de madeira de acácia, cobertas de ouro; seus colchetes serão de ouro, sobre quatro bases de prata. Pendurarás o véu debaixo dos colchetes, e porás a arca do testemunho ali dentro do véu; e este véu vos fará separação entre o santuário e o lugar santíssimo, E porás a coberta do propiciatório sobre a arca do testemunho no lugar santíssimo, e a mesa porás fora do véu, e o candelabro defronte da mesa, ao lado do tabernáculo, para o sul; mas a mesa porás ao lado do norte. Farás também para a porta da tenda, uma cortina de azul, e púrpura, e carmesim, e de linho fino torcido, de obra de bordador. E farás para esta cortina cinco colunas de madeira de acácia, e as cobrirás de ouro; seus colchetes serão de ouro, e far-lhe-ás de fundição cinco bases de cobre.”

O véu dividia a tenda em dois compartimentos, o Lugar Santo do Lugar Santíssimo. Este véu também era conhecido como Grande Véu. A passagem por este véu era proibida a não ser no dia da expiação do Povo de Israel. O véu era tão espesso e tão fortemente costurado que, segundo os estudiosos, precisaria de dez homens para poder rasgá-lo. Deus mandou fazer véu de estofo azul, púrpura, carmesim e linho fino retorcido com querubins bordados. Este Véu foi colocado sobre quatro colunas de madeira de acácia coberta de ouro cujas bases eram de prata e era ligado ao teto por colchetes de ouro.

Como todas as coisas do Tabernáculo tem uma simbologia, este véu que fazia a separação dos ambientes dentro da tenda e sua composição nos aponta para o seguinte: LINHO RETORCIDO – Representando a humanidade de Jesus, sua pureza, perfeição e sofrimento; AZUL – Demonstra um Cristo celestial, sua natureza divina e a infinitude das bênçãos celestiais; PÚRPURA – Representa a realeza de Cristo e seu senhorio; e, CARMESIM – Tipifica o sangue de Cristo vertido no calvário e sua capacidade para salvar do poder do pecado pois seu sangue nos purifica de todo o pecado. A transposição deste véu era restrita ao Sumo Sacerdote. Cristo abriu o caminho para o céu. Este véu fora rasgado por Deus quando da crucificação de Jesus Cristo no calvário – “E Jesus, clamando outra vez com grande voz, rendeu o espírito. E eis que o véu do templo se rasgou em dois, de alto a baixo; e tremeu a terra, e fenderam-se as pedras”.

Este véu marcava a linha divisória entre Deus e o homem. E, de um ponto de vista estritamente geográfico, ele cobria apenas alguns metros de espaço, mas como uma realidade espiritual, era uma barreira insuperável que homem algum poderia atravessar. Os Sacerdotes podiam chegar até o segundo véu e somente o Sumo Sacerdote podia passar por ele e, isso era feito somente em um dia designado, uma vez por ano. Ele não tinha absolutamente qualificação alguma, ou direito algum, de passar pelo véu, exceto a autoridade que lhe foi dada por Deus. Como homem, ele era tão inelegível como qualquer outra pessoa. A autoridade para fazer isso derivava unicamente de seu ofício como Sumo Sacerdote, no exercício do qual ele representava a pessoa de Cristo.

Ao rasgar o véu, Deus estava dizendo ao mundo que a separação entre Ele e o homem tinha sido removida por meio do pagamento feito por Seu Filho no Calvário. A palavra grega traduzida como “Está consumado” é tetelestai, que significa literalmente “Liquidado”, ou “Quitado”. ALELUIA!

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– Tipologia do Tabernáculo – José Ferraz
– A Extraordinária Santidade de Deus – Jeremy James

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