A oferta de manjares.

Levítico 6:14-23
E esta é a lei da oferta de alimentos: os filhos de Arão a oferecerão perante o SENHOR diante do altar. E dela tomará um punhado da flor de farinha, da oferta e do seu azeite, e todo o incenso que estiver sobre a oferta de alimentos; então o acenderá sobre o altar, cheiro suave é isso, por ser memorial ao SENHOR. E o restante dela comerão Arão e seus filhos; ázimo se comerá no lugar santo, no pátio da tenda da congregação o comerão. Levedado não se cozerá; sua porção é que lhes dei das minhas ofertas queimadas; coisa santíssima é, como a expiação do pecado e como a expiação da culpa. Todo o homem entre os filhos de Arão comerá dela; estatuto perpétuo será para as vossas gerações das ofertas queimadas do SENHOR; todo o que as tocar será santo. Falou mais o SENHOR a Moisés, dizendo: Esta é a oferta de Arão e de seus filhos, a qual oferecerão ao SENHOR no dia em que ele for ungido; a décima parte de um efa de flor de farinha pela oferta de alimentos contínua; a metade dela pela manhã, e a outra metade à tarde. Numa caçoula se fará com azeite; cozida a trarás; e os pedaços cozidos da oferta oferecerás em cheiro suave ao SENHOR. Também o sacerdote, que de entre seus filhos for ungido em seu lugar, fará o mesmo; por estatuto perpétuo será ela toda queimada ao SENHOR. Assim toda a oferta do sacerdote será totalmente queimada; não se comerá.”

A Oferta de Alimentos era uma oferta de flor de farinha, grãos, ou pão e, acompanhava, via de regra, as ofertas queimadas. Ela era realizada de diversas formas, como descrito no capítulo 2 de Levítico. Em uma variação, a farinha poderia ser crua. Em outras, poderia ser misturada com azeite e depois cozida. A oferta poderia até mesmo consistir dos grãos de espigas verdes (primeiros frutos), secos ou tostados no fogo doméstico. Todas as ofertas de grãos incluíam azeite de oliveira e sal, embora algumas variações incluíssem também incenso puro.

A quantidade de farinha crua a ser oferecida era um ômer (a décima parte de um efa, ou aproximadamente 1,8 Kg). Presumivelmente as ofertas cozidas deveriam ser de uma quantidade similar. Em todos os casos, o sacerdote queimava somente uma porção da oferta com um pouco de sal, e retinha o restante para si. Quando o incenso puro era usado, ele era totalmente consumido pelo fogo; nada ficava para o sacerdote.

Uma Oferta de Alimentos não poderia incluir fermento e nem mel. O fermento sempre significa pecado, enquanto que o mel denotava a satisfação do homem no mundo. É notável que logo após Sua ressurreição, Cristo comeu um pouco de mel, mostrando que até então tinha se abstido, até que sua obra estivesse cumprida — “Importa, porém, que seja batizado com um certo batismo; e como me angustio até que venha a cumprirse!”.

A Oferta de Alimentos sempre era feita após uma Oferta Queimada, uma associação que aponta para a vida e morte de Cristo. Enquanto a Oferta Queimada olhava para Sua morte e para tudo o que Ele realizou no Calvário, a Oferta de Alimentos olhava tanto para Sua ressurreição e para uma vida de perfeito serviço e obediência ao Seu Pai. Sem a última, a primeira teria sido impossível.

A Oferta de Alimentos também podia ser feita de forma voluntária, como uma oferenda ou oblação (minchah) em seu próprio direito. Em caso afirmativo, a oferta era feita, não como uma expiação pelo pecado (pois sangue algum era derramado), mas como um ato de adoração.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– A Extraordinária Santidade de Deus – Jeremy James.

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One thought on “A oferta de manjares.

  • 4 de junho de 2019 em 12:27
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    Maravilhoso,texto Deus abençoe.

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