A oferta pela expiação do pecado.

Levítico 6: 24-30
Falou mais o SENHOR a Moisés, dizendo: Fala a Arão e a seus filhos, dizendo: Esta é a lei da expiação do pecado; no lugar onde se degola o holocausto se degolará a expiação do pecado perante o SENHOR; coisa santíssima é. O sacerdote que a oferecer pelo pecado a comerá; no lugar santo se comerá, no pátio da tenda da congregação. Tudo o que tocar a carne da oferta será santo; se o seu sangue for espargido sobre as vestes de alguém, lavarás em lugar santo aquilo sobre o que caiu. E o vaso de barro em que for cozida será quebrado; porém, se for cozida num vaso de cobre, esfregar-se-á e lavar-se-á na água. Todo o homem entre os sacerdotes a comerá; coisa santíssima é. Porém, não se comerá nenhuma oferta pelo pecado, cujo sangue se traz à tenda da congregação, para expiar no santuário; no fogo será queimada.”

O pecado ao qual a oferta pelo pecado estava relacionada era um pecado que o indivíduo cometera “por ignorância, contra alguns dos mandamentos do SENHOR, acerca do que não se deve fazer, e proceder contra algum deles”, enquanto que a oferta pela transgressão relacionava-se com pecados de ignorância que, além disso, resultavam em uma perda de algum tipo para outra pessoa. Nesses casos, o indivíduo tinha de fazer total restituição para a pessoa envolvida, mais um quinto adicional.

O que realmente distinguia as três ofertas da ofertas pelo pecado e da oferta pela transgressão era a natureza voluntária delas. Não havia obrigação para alguém apresentar uma oferta queimada, uma oferta de alimentos ou uma oferta pacífica, mas havia uma rígida obrigação para o indivíduo fazer uma oferta pelo pecado, ou uma oferta por transgressão, conforme apropriado, assim que ele se tornasse ciente de sua infração.

Na antiga aliança, as ofertas eram mensuradas conforme o delito cometido. Assim, podemos definir que a gravidade de um pecado era em proporção ao nível de responsabilidade do indivíduo que cometia o pecado. Um sacerdote tinha de oferecer um novilho, enquanto que um líder tribal oferecia um bode. Entretanto, um israelita comum deveria oferecer uma cabra, enquanto que aqueles de menores recursos poderiam oferecer duas rolas ou dois pombinhos. De fato, se o indivíduo não pudesse arcar com o preço das duas aves, poderia oferecer a décima parte de um efa de flor de farinha (aparentemente, essa medida era menos do que a quantidade diária de pão para um adulto).

A oferta pelo pecado era uma confissão pública de arrependimento diante do Senhor, uma confirmação pessoal que em nosso estado caído e pecaminoso, necessitamos de um Redentor para fazer a expiação pelos nossos pecados. Como somente Cristo poderia fazer isso por nós, Ele é representado pela flor de farinha, o “pão” da vida, ofertado sem azeite e sem incenso. O Espírito Santo, a quem o azeite se refere, não podia ser incluído, pois não faz expiação pelos nossos pecados, tampouco o Pai, cuja extraordinária santidade é representada pelo incenso puro. Somente a Segunda Pessoa da Santa Trindade tornou-se pecado por nós: “Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus”. Assim, a oferta feita pelo mais pobre dos pecadores consistia apenas do mais simples dos elementos que representava Cristo — a farinha branca finíssima.
Esta humilde prescrição na Lei mostra como é fácil para todos os homens virem até Cristo e se arrependerem de seus pecados. O Senhor, em Sua misericórdia, removeu todas as barreiras e impedimentos. Independente de quão baixa ou miserável seja nossa condição social, quer aos nossos próprios olhos, ou aos olhos dos homens, temos os meios, pela mediação de Cristo, de entrar em comunhão com Deus.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referência:
– (Transcrito e adaptado) A Extraordinária Santidade de Deus – Jeremy James

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