A oferta pela expiação da culpa.

Levítico 7: 1-10
E esta é a lei da expiação da culpa; coisa santíssima é. No lugar onde degolam o holocausto, degolarão a oferta pela expiação da culpa, e o seu sangue se espargirá sobre o altar em redor. E dela se oferecerá toda a sua gordura; a cauda, e a gordura que cobre a fressura. Também ambos os rins, e a gordura que neles há, que está junto aos lombos, e o redenho sobre o fígado, com os rins se tirará; E o sacerdote os queimará sobre o altar em oferta queimada ao SENHOR; expiação da culpa é. Todo o varão entre os sacerdotes a comerá; no lugar santo se comerá; coisa santíssima é. Como a expiação pelo pecado, assim será a expiação da culpa; uma mesma lei haverá para elas; será do sacerdote que houver feito propiciação com ela. Também o sacerdote, que oferecer o holocausto de alguém, terá para si o couro do holocausto que oferecer. Como também toda a oferta que se cozer no forno, com tudo que se preparar na frigideira e na caçoula, será do sacerdote que a oferecer. Também toda a oferta amassada com azeite, ou seca, será de todos os filhos de Arão, assim de um como de outro.”

A oferta pela transgressão estava relacionada com a oferta pelo pecado no sentido que ambas se aplicavam às infrações não intencionais da santa lei de Deus. Entretanto, a oferta pela transgressão também tratava as infrações em que danos foram causados a outra pessoa, novamente de forma não intencional. A oferta pelo pecado referia-se unicamente ao nosso relacionamento com Deus — “Contra ti, contra ti somente pequei, e fiz o que é mal à tua vista…”, enquanto que a oferta pela transgressão (também conhecida como oferta pela culpa) levava em conta como tratamos nossos semelhantes.

Não podemos fazer restituição pessoal a Deus pelos nossos pecados — pois somente Cristo pode fazer isso por nós — mas, podemos fazer restituição ao nosso semelhante por algum mal que lhe causamos de forma não intencional. Portanto, a oferta pela transgressão requeria que o ofertante fizesse restituição total, mais uma quantia adicional. A oferta consistia de um carneiro sem defeito, junto com uma estimativa feita pelo sacerdote, em prata, do dano ou prejuízo causado pela transgressão, ao qual um quinto era adicionado.

Porém, se não fosse possível fazer a restituição ao defraudado ou a algum parente dele, tinha de entregá-la ao sacerdote, todavia, isso não era suficiente reparar o mal feito ao seu próximo e a sociedade exigia que ele oferecesse em sacrifício um carneiro sem defeito como sinal de pesar e de arrependimento. A oferta de um animal de tanto valor simbolizava o alto custo do pecado e reavivava o sentido da responsabilidade perante Deus.

Como bem sabemos o sistema sacrificial não tirava o pecado realmente, “Porque é impossível que o sangue dos touros e dos bodes tire os pecados“. Somente o sangue do Filho de Deus nos limpa de todo o mal. Não obstante, os sacrifícios tinham valor porque eram como uma promessa escrita de que Deus mesmo proveria o meio. Ao depositar sua fé em Deus e em sua provisão, simbolizada pelo sacrifício, o crente era considerado justo (justificado pela fé).
O sistema de sacrifícios preparou, por outro lado, a mente dos hebreus para entender as ideias de expiação e redenção. Os sacrifícios incessantes de animais e a chama incessante do fogo do altar, foram sem dúvida propostos por Deus para gravar na consciência dos homens a convicção de sua própria pecaminosidade e para ser um quadro perdurável do sacrifício vindouro de Cristo, para quem apontavam e em quem foram cumpridos.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– (Transcrito e adaptado) O Pentateuco – Paul Hoff

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