O sacrifício levítico.

Êxodo 29: 1-34
Isto é o que lhes hás de fazer, para os santificar, para que me administrem o sacerdócio: Toma um novilho e dois carneiros sem mácula, … … E Arão e seus filhos comerão a carne deste carneiro, e o pão que está no cesto, à porta da tenda da congregação. E comerão as coisas com que for feita expiação, para consagrá-los, e para santificá-los; mas o estranho delas não comerá, porque são santas. E se sobejar alguma coisa da carne das consagrações ou do pão até pela manhã, o que sobejar queimarás com fogo; não se comerá, porque é santo. ”

Do nascimento até a morte na cruz, a vida de Cristo foi em todo o tempo e aspecto um sacrifício agradável que estava diante de Deus como aroma suave. Tudo quanto Ele passou em qualquer circunstancia que tenha vivido, um só era o Seu alvo – “Então disse: Eis aqui venho, para fazer, ó Deus, a tua vontade”. Muitos homens no passado, bem como no presente, andaram e andam irrepreensíveis diante de Deus, contudo, nenhum homem, exceto Jesus, fez, do início até o fim, a vontade do Pai sem hesitar e sem discordar. Ainda que o “cálice” do Pai fosse amargo e sobejava de sofrimentos, Jesus na demonstração de submissa obediência declarou – “Não beberei eu o cálice que o Pai me deu?”

As características dos animais requeridos para o holocausto, eram uma figura do nosso Senhor Jesus. Assim como Cristo, o animal do sacrifício não podia denotar nenhuma fraqueza ou imperfeição. Porém, não só os sacrifícios e os animais em perfeita condição que apontam para a obra de Cristo, todo o Tabernáculo, como temos ensinado no decorrer do trimestre, apontam para toda a obra que Jesus realizou para a redenção de toda a raça humana e, isso inclui, também, a purificação dos sacerdotes ao se apresentarem para o ofício.

A lavagem com água e a unção com o azeite também apontam para o que Cristo é – SANTO. Nisto devemos entender que Jesus não é apenas cabeça da igreja, antes, Ele é SENHOR de todas as coisas – “Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente”. A lavagem com água aponta, também, para a igreja de Cristo que, segundo escreveu Pedro, é vista como sendo “sacerdócio real” de Cristo, por isso, ela tem que estar cotidianamente purificada pela Palavra de Deus.

É interessante observar todas as peculiaridades desta passagem bíblica, que trata da preparação dos sacerdotes para o ofício, Arão, que é um tipo de Cristo foi ungido antes de oficiar o sacrifício, enquanto que seus filhos foram ungidos depois e, exatamente assim foi com Jesus. Primeiro foi ungido com o Espírito Santo e, depois de algum tempo é que cumpriu com seu sacrifício e, os filhos de Arão, tipos da igreja, só receberam a unção após o sacrifício. No que diz respeito à Igreja, o sangue da cruz é o fundamento de tudo. A igreja não podia ser ungida com o Espírito Santo até que sua Cabeça – CRISTO, ressuscitasse e tivesse subido ao céu e depositado sobre o trono da Majestade divina o relato do sacrifício que havia oferecido.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

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