A vestimenta sacerdotal.

Êxodo 39: 1-32
Fizeram também as vestes do ministério, para ministrar no santuário, de azul, e de púrpura e de carmesim; também fizeram as vestes santas, para Arão, como o SENHOR ordenara a Moisés. Assim se fez o éfode de ouro, de azul, e de púrpura, e de carmesim e de linho fino torcido. … … Também prepararam as pedras de ónix, engastadas em ouro, lavradas com gravuras de um selo, com os nomes dos filhos de Israel. E as pós sobre as ombreiras do éfode por pedras de memória para os filhos de Israel, como o SENHOR ordenara a Moisés. … … Também fizeram para o peitoral cadeiazinhas de igual medida, obra de ouro puro trançado. E fizeram dois engastes de ouro e duas argolas de ouro; e puseram as duas argolas nas duas extremidades do peitoral. … … Fizeram também, de ouro puro, a lâmina da coroa de santidade, e nela escreveram o escrito como de gravura de selo: SANTIDADE AO SENHOR.”

Os sacerdotes aarônicos vestiam os quatro itens de trajes especificados na Palavra de Deus — uma túnica comprida de fino linho branco, um turbante de linho fino branco (algumas vezes referido como mitra), um cinto de fino linho branco, e ceroulas — uma roupa de baixo que cobria dos quadris até as coxas. O linho fala da terra, pois é produzido a partir de uma planta de mesmo nome, uma planta resistente a partir da qual as fibras têxteis são extraídas com batidas repetidas e depois transformadas em fio de linha. O sacerdote, que era quem somente podia fazer mediação entre o homem e Deus, vestia-se totalmente de trajes que vinham do solo, exatamente como o próprio homem foi feito do pó da terra.

O Sumo Sacerdote usava itens adicionais de vestimenta, incluindo um cinto de obra esmerada e um detalhe distintivo em sua mitra. Esses itens eram um manto azul sem mangas de linho fino torcido, que ele vestia sobre sua túnica de linho branco de tamanho comprido. Isto chegava até abaixo de seus joelhos e tinha uma franja ao longo na barra inferior que erra ornamentada com uma série alternada de campainhas (pequenos sinos) de ouro e romãs coloridas (feitas com fios de cor azul, púrpura, escarlate e dourado) O manto era tecido como uma única peça, sem costuras. A cor azul representava a perfeição celestial de Cristo, as campainhas representavam a doçura e harmonia de sua pessoa, as romãs representavam os frutos abundantes de sua obra e o manto sem costura representava a integridade de seu ser — pois Cristo era tanto homem totalmente e Deus totalmente na mesma pessoa.

Usava, também, um éfode, ou manto sacerdotal sem mangas de fino linho torcido, todo enfeitado com fios de cor azul, púrpura, escarlate e dourado. Isto era colocado sobre o manto de linho azul e chegava até os joelhos, aproximadamente. O fio dourado usado nessas vestes sacerdotais era de ouro real batido, cortado e trançado em filigrana.
Tinha, também, um cinto de linho fino torcido com fios de cor azul, púrpura, escarlate e dourado. A familiar frase bíblica “Estejam cingidos os vossos lombos” significa liberar as pernas para o trabalho, erguendo o manto até a altura dos joelhos e mantendo-o nessa altura pelos cintos. Portanto, o cinto era indicativo da constante prontidão e disposição para o trabalho.

Também usava uma placa ou lâmina de ouro estava fixada na frente da mitra, tendo as palavras “Santidade ao SENHOR” gravadas. Como ela era colocada na fronte do sacerdote, ficava visível para todos. O Sumo Sacerdote era representante da tribo de Levi, que por sua vez representava Israel como um todo. Era somente por meio de seu ofício consagrado, com sua justiça imputada, que os filhos de Israel eram recebedores da bênção divina. Isto é igualmente verdade com relação à igreja hoje, cujos membros são abençoados com a justiça imputada de Cristo, nosso Sumo Sacerdote.

E, por último, sobre o peito do sumo sacerdote vestia uma espécie de bolsa de linho fino torcido com fios de cores azul, carmesim, púrpura e dourado. Esse peitoral formava uma bolsa quadrada dupla, de um palmo de largura, a porção interna do qual servia como um bolso. Doze pedras semipreciosas diferentes estavam fixadas na frente, dispostas em quatro linhas de três. Cada pedra individual representava uma das doze tribos de Israel e tinha seu nome inscrito nela; entretanto, qual tribo era representada por cada pedra é algo que não se sabe. O peitoral era chamado “peitoral do juízo”. Isto provavelmente é uma referência ao Urim e Tumim, que significam “luzes e perfeições”, que eram mantidos dentro do bolso. Não existem informações sobre o que eram esses objetos, exceto que eles permitiam que o Sumo Sacerdote recebesse conselho (juízo) da parte do Senhor. O Urim e Tumim permitiam que o Sumo Sacerdote exercesse, em sua posição de representante, mais um aspecto da obra de Cristo — o de profeta.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– (Extraído na íntegra) A Extraordinária Santidade de Deus – Jeremy James

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