O sacrifício perfeito.

Hebreus 10: 1-18
Porque tendo a lei a sombra dos bens futuros, e não a imagem exata das coisas, nunca, pelos mesmos sacrifícios que continuamente se oferecem cada ano, pode aperfeiçoar os que a eles se chegam. Doutra maneira, teriam deixado de se oferecer, porque, purificados uma vez os ministrantes, nunca mais teriam consciência de pecado. … … Por isso, entrando no mundo, diz: Sacrifício e oferta não quiseste, Mas corpo me preparaste; Holocaustos e oblações pelo pecado não te agradaram. Então disse: Eis aqui venho (No princípio do livro está escrito de mim), Para fazer, ó Deus, a tua vontade. … … Daqui em diante esperando até que os seus inimigos sejam postos por escabelo de seus pés. Porque com uma só oblação aperfeiçoou para sempre os que são santificados. E também o Espírito Santo no-lo testifica, porque depois de haver dito: Esta é a aliança que farei com eles Depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei as minhas leis em seus corações, E as escreverei em seus entendimentos; acrescenta: E jamais me lembrarei de seus pecados e de suas iniquidades. Ora, onde há remissão destes, não há mais oblação pelo pecado.”

O sacrifício de animais é tão antigo quanto o inicio de todas as coisas. Já nas primeiras páginas do Gênesis verificamos que um animal foi imolado para cobrir o erro do homem. Após a queda o homem tomou consciência do seu estado e, ainda que tenha recorrido a sua capacidade intelectual para cobrir sua nudez e que externamente resolvera o problema, aquilo não tinha a eficácia necessária para devolver ao homem aquilo que havia perdido. Por isso, Deus providenciou um meio para que o homem pudesse recuperar seu estado original, e ao anunciar ali no Édem o protoevangelho, nosso Deus estava dizendo a humanidade, ali representada por Adão, que nenhum outro recurso ou meio por mais perfeito e eficiente que possa parecer tem o poder de restabelecer o que fora quebrado, isso só pode ser alcançado através de um sacrifício perfeito.

Ainda que os sacrifícios da antiga aliança fossem bons, e disso ninguém pode duvidar, pois foram ordenados por Deus, eles eram ineficientes, ou seja, eram temporários e, por isso, precisavam ser repetidos. Eles eram bons no sentido de terem cumprido um determinado propósito incluído no plano divino, isto é, um meio de graça, para que aqueles do povo de YWHW que haviam pecado contra ele pudessem voltar ao estado de graça, serem reconciliados, e continuarem no gozo de comunhão com ele.

O pecador na antiga aliança, ainda que profundamente arrependido do seu delito, tinha que demonstrar seu sentimento em um ato público onde ficasse perfeitamente claro que o seu delito tinha sido perdoado. Nenhum israelita podia se justificar dizendo que não tinha condições de “pagar” pelo delito. Os critérios estabelecidos por Deus quanto ao que se devia apresentar pelo pecado cometido, eram acessíveis a qualquer pessoa, desde ao mais abastado até ao mais paupérrimo dos homens. Os tipos de ofertas que foram estabelecidos por Deus na antiga aliança, não eram em função dos pecados cometidos, mas em função de condição financeira do pecador.

A expiação que fora preordenada desde a eternidade e prefigurada tipicamente no ritual do Antigo Testamento cumpriu-se historicamente, na crucificação de Jesus, quando se consumou o divino propósito redentivo do evento. A necessidade da expiação é consequência de dois fatos: a santidade de Deus e a pecabilidade do homem.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– Conhecendo as Doutrinas da Bíblia – Myer Pearlman

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