O cristão deve fugir da prostituição.

I Coríntios 6: 18
 “Fugi da prostituição. Todo pecado que o homem comete é fora do corpo; mas o que se prostitui peca contra o seu próprio corpo”.

Das muitas definições que encontramos para o termo “tentação”, a que melhor se encaixa no que tange a fazer com que o crente se desvie moral ou espiritualmente é: despertar vontade (em alguém) para fazer algo; instigar, induzir ou seduzir para o mal. E, ao contrario do que muitos crentes imaginam, nenhum crente (fiel é claro) cede sendo tentado uma única vez, este se vier a cair, será após muitas investidas do diabo. A queda é um processo que tem início quando damos o primeiro passo em direção ao que nos atraiu.

No episódio entre Davi e Bate-Seba, ambos erraram. O desenrolar dos fatos não foi de um momento para o outro. Uma cilada estava foi estrategicamente preparada para Davi que, ignorando sua condição diante de Deus, deixou-se levar pelo poder do pecado. Uma sequência de atos insanos deixa evidente o quanto Dai estava dominado pelo poder do pecado. Da mesma forma que Davi foi engodado por uma trama diabólica, depois da queda ele “diabolicamente” trama a morte de seu amigo e soldado do seu exército.

Quando, iluminados pelo Espírito Santo de Deus, começamos a refletir sobre o texto desta passagem bíblica, somos levados a ver que todas as circunstâncias que envolvem a passagem, eram ações rotineiras tanto de Davi quanto de Bate-Seba. A casa de Urias esteve próxima ao palácio de Davi o tempo todo, ela não foi plantada no lugar em que estava, da noite para o dia, ela não foi colocada ali, apenas para induzir Davi ao pecado. Bate-Seba, sem dúvida alguma devia tomar banho com certa frequência, ainda que não fossem todos os dias como é nossa cultura, mas devia banhar-se rotineiramente. Davi, sem dúvida alguma, devia andar pelo terraço do palácio com frequência, ele não foi ao terraço especificamente naquele dia para olhar a mulher do outro.

Acredito piamente (de forma especulativa) que foi Bate-Seba quem viu Davi primeiro, creio assim pela forma como se desenrolou os fatos e, digo mais, ela era uma despudorada. Por que razão ela se banhava de forma que expusesse sua nudez? Não estou defendendo Davi e, muito menos, justificando seu comportamento. Mas, naquele fatídico dia em que Davi se encontrava em casa descansando, foi, como de costume, passear pelo terraço e deu de cara com a tentação. É interessante observar no relato bíblico que quando o assunto é pecado aparece gente de tudo quanto é lado para te auxiliar; ajudar; empurrar para o pecado. Davi não sabia quem era aquela mulher, mas um dos seus servos imediatamente lhe deu as informações. Não é assim conosco? Quando a intenção é se desviar da presença de Deus, aparece um “monte” de gente para te dar informações precisas que serão úteis para acelerar o processo da sua queda.

Davi deveria ter recuado quando viu a mulher se banhando, no entanto, atraído e seduzido por sua cobiça, ele avançou mais um passo. Quando soube da condição conjugal da mulher, mais uma vez uma lâmpada de advertência foi acesa alertando-o do perigo, contudo, novamente Davi ignorou os avisos de Deus e deu prosseguimento na satisfação dos desejos carnais. Conclusão: Consumação das intenções pecaminosas.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

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