O lugar do homem na criação divina.

Salmos 8: 3-6
 “Quando vejo os teus céus, obra dos teus dedos, a lua e as estrelas que preparaste; que é o homem mortal para que te lembres dele? E o filho do homem, para que o visites? Contudo, pouco menor o fizeste do que os anjos e de glória e de honra o coroaste. Fazes com que ele tenha domínio sobre as obras das tuas mãos; tudo puseste debaixo de seus pés”.

A manifestação da inversão de valores nos últimos dias está cada vez mais declarada pelo homem. Esse comportamento não é próprio da modernidade, ele já existia em tempos passado, contudo, era de uma forma mais dissimulada, ao contrário dos nossos dias, cujo comportamento, é aberto e declarado sem nenhum pudor. A vida humana tem menos valor que qualquer outro ser vivo do planeta. Dentro do conceito humano, a vida humana só está acima das bactérias e dos vermes.

Existe uma imensa preocupação, por parte de uma enorme parcela da sociedade, com a extinção de alguns seres vivos, e isso não é errado, porém, vemos pouquíssimas pessoas preocupadas com a extinção da própria raça. Tem muita gente despreocupada com o destino que estão dando para a própria alma e, em alguns casos, sabendo que será um destino eterno, sem a menor possibilidade de inversão, mas, em contrapartida, preocupam-se demasiadamente com animais cujas almas extinguiram definitivamente quando morrerem. Não estamos dizendo que cuidar e dar amor aos animais seja errado, o que desejamos ensinar é que a vida de um animal não deve ser valorizada em detrimento à vida humana.

Não há a necessidade de discutir sobre a posição que o ser humano ocupa entre toda a criação, só o fato de atentarmos cautelosamente ao que está escrito na Sagrada Escritura, percebemos de imediato que ao criar o homem, o Senhor Deus, teve um “comportamento” diferenciado, ou seja, um concílio foi formado pelas “três pessoas” de Deus – o Pai, o Filho e o Espírito Santo, não para discutir como seria o ser humano em seu aspecto físico, mas, para imprimir no ser humano o caráter, a personalidade e a moral do Deus Trino. Por isso, ainda que encontremos no reino animal, algum animalzinho extremamente inteligente, ele jamais poderá fazer o que homem tem como dever – adorar a Deus.

Dentre toda a criação de Deus, o homem é a criatura mais sublime, mas isso não se deve simplesmente ao fato por que é racional, mas por que somos o único ser vivo que existe em toda a criação de Deus capaz de adora, glorificar e exaltar livremente o Seu nome. Tudo o que Deus criou era bom, mas quando concluiu toda a obra criadora e, contemplando a “coroa” da criação – o homem, o Senhor expressou – “eis que tudo é muito bom”. Quando expressou isso, o Senhor tinha contemplado a sua obra criadora num todo, desde os primeiros acontecimentos até a obra final. O “eis que tudo é muito bom” quer dizer o seguinte: o homem como o “representante legal” de Deus estava posto no lugar exato da criação e o Senhor lhe outorga autoridade para governar sobre tudo.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

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