O nascimento de Jesus.

Mateus 1: 18
 “Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: Estando Maria, sua mãe, desposada com José, antes de se ajuntarem, achou-se ter concebido do Espírito Santo”.

Evidentemente que, quando se refere ao nascimento de Jesus, não está falando do momento que Ele passou a existir neste mundo. Jesus, como bem declara João, existe eternamente, Ele estava com o Pai e o Espírito Santo antes que todas as coisas fossem criadas, aliás, tudo o que existe, existe por Ele; para Ele e são dEle. Ao narrar o nascimento de Jesus, Mateus está se referindo ao momento em que Deus, na pessoa do Filho se manifesta corporalmente ao mundo. A vinda do Deus Filho ao mundo está historicamente evidenciada na pessoa de Jesus Cristo, o Homem Perfeito.

Jesus, em hipótese alguma, podia receber o título de “Homem Perfeito” se a sua manifestação neste mundo tivesse ocorrido de outra forma. Como homem, Jesus, teria obrigatoriamente que passar por todo o processo natural de gestação, nascimento e desenvolvimento do ser humano. A única etapa do processo, pela qual Jesus não passou por ela, a qual desconhecemos com exatidão, mas aceitamos pela fé, foi a fecundação de Maria, sua mãe, por um “espermatozóide”.

O nascimento de Jesus não foi um recurso utilizado por Deus estritamente para manifestar o Seu amor pela humanidade; o nascimento de Jesus não foi um plano “B” utilizado por Deus por causa da desobediência do homem; o nascimento de Jesus não foi em função da derrocada espiritual de Israel e, muito menos, para inaugurar uma nova dispensação, para com isso abrir “uma porta” aos gentios. O nascimento de Jesus era algo que já estava no coração do Pai Celeste para ser a prova “inconteste” do Seu amor pelos seres que Ele ainda iria criar. Seres que, voluntariamente, voltar-lhe-iam as costas. O nascimento de Jesus é a maior e a mais extraordinária demonstração do imensurável amor de Deus aos homens.

A eleição de Maria e José para serem os pais de Jesus não foi feita de forma aleatória. Ambos eram tementes a Deus, o texto bíblico não nos dá margem para outra interpretação, ainda que, não esteja explicitamente declarado. Sobre Maria o próprio Senhor declara que – “… achaste graça diante de Deus”. Achar “graça diante de Deus” não é para qualquer um; não é por sermos crentes fiéis aos costumes tradições de nossa igreja que alcançaremos isso; não é por sermos praticantes de boas obras que acharemos graça diante de Deus; essa graça não é por méritos, mas em função da nossa plena consciência dos deméritos. Maria, além de temente era decisivamente obediente – “Disse, então, Maria: Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra”.

A nobreza de José se evidencia pelo gesto que teve diante da situação “embaraçosa” que o envolvia – a “noiva” grávida. A intenção de fuga de José não era para se “safar” das zombarias, pois a lei o amparava nesta questão, e a sua honra seria lavada com o apedrejamento de Maria. A atitude de José em querer fugir aponta para o mais profundo amor que ele nutria por Maria. Com a sua fuga, a culpa recairia sobre ele e sua amada estava livre do apedrejamento. Mas como gosto de frisar sempre: Deus não usa “qualquer um” para executar Seus planos, sem dúvida Deus usa quem Ele quer, mas não usa qualquer um de qualquer jeito, sendo assim, a escolha de José se deu pelo fato do que Deus declarou a seu respeito – “… era justo”.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

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