Deus oferece a salvação a todos, mas nem todos a recebem.

I Timóteo 2: 3-4
Porque isto é bom e agradável diante de Deus, nosso Salvador, que quer que todos os homens se salvem e venham ao conhecimento da verdade”.

É assunto definido e inquestionável que a salvação do homem é um ato exclusivo de Deus fundamentado em Sua infinita graça. Nada além da graça de Deus, O impulsiona a agir, neste sentido, em favor de toda a humanidade. Eleição e predestinação são termos bíblicos, ou seja, nós encontramos estes dois termos fazendo aplicação aos que foram salvos, estão salvos e aos que irão ser salvos. Entretanto, em momento algum onde estes termos estão aplicados, eles denotam que o nosso Deus está agindo, na questão de salvar o homem, com parcialidade. Pois, se Deus, antes da fundação do mundo, aleatoriamente, já tinha predestinados alguns para a salvação e outros para a perdição, então, a encarnação do Deus Filho foi desnecessária.

O desejo de Deus em querer que todos os homens se salvem, não O conduz a uma atitude arbitrária. O desejo de Deus neste sentido é uma realidade indiscutível, entretanto a Sua vontade não pode confrontar Seus atributos. Falando de maneira mais clara, o que estamos dizendo é que, não obstante, seja um desejo de Deus salvar todos os homens, Ele, jamais porá em execução algum plano, para concretizar esse desejo, que fira Seu atributo de ser Justo, mesmo sendo o nosso Deus soberano.

A escolha, eleição ou predestinação (seja qual for o termo que se use) dos salvos, só pode ser explicada porque Deus é Onisciente e pela Sua presciência Ele sabia e sabe quem vai aceitar ou rejeitar a oferta da salvação.

Os versículos bíblicos em questão, para base deste artigo, estão inseridos num contexto que trata do comportamento dos que já estão salvos em relação dos que ainda precisam ser salvos. Os salvos devem, em qualquer ocasião e não somente quando se encontram em aperto, usarem todos os meios, recursos e armas que lhes foram disponibilizadas por meio do Espírito de Deus para conduzirem os perdidos ao Caminho, conhecerem a Verdade e, abraçarem a Vida. Diante disto, é muito fácil compreender a razão de ser um eleito de Deus para a vida eterna, pois, mesmo que alguns crentes não efetuem seu trabalho como arauto de Boas Novas da salvação, o Senhor usará todos os recursos e oportunidades para que ao “eleito” seja anunciada a oferta de salvação e, depois disto, sobre o “eleito” recai a responsabilidade em como responderá ao que lhe foi ofertado.

A nossa eleição/predestinação se deu em conformidade à nossa resposta ao sacrifício de Jesus na cruz. Pois, nossos atos já eram do conhecimento do nosso Deus, mesmo antes que todas as coisas viessem a existir.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

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