Jó deseja ser como um “aborto oculto” e não ver a luz.

Jó 3: 16-22
 “Como aborto oculto, não existiria; como as crianças que nunca viram a luz. Ali, os maus cessam de perturbar; e, ali, repousam os cansados. Ali, os presos juntamente repousam e não ouvem a voz do exator. Ali, está o pequeno e o grande, e o servo fica livre de seu senhor. Por que se dá luz ao miserável, e vida aos amargurados de ânimo, que esperam a morte, e ela não vem; e cavam em procura dela mais do que de tesouros ocultos; que de alegria saltam, e exultam, achando a sepultura?”

As lamentações de Jó eram plenamente justificáveis, elas não eram infundáveis e não foram pronunciadas irracionalmente. Suportar o que Jó suportou não deve ser uma experiência muito agradável. Por muito menos, nós abrimos a nossa boca em lamentações infindáveis e sem nenhuma razão. Todavia, não é a minha intensão inocentar Jó da sua atitude, pois, ainda que toda a sua lamúria fosse justificável, a Palavra de Deus no adverte de que toda palavra ociosa que proferirmos, somos responsáveis por elas – “Mas eu vos digo que de toda palavra ociosa que os homens disserem hão de dar conta no Dia do Juízo”.

Jó, de fato, não está totalmente inocente no drama que viveu. Não estou acusando-o de pecado oculto, como os seus amigos, mas ao abrir sua boca para lamentar aquela situação ele falou coisas que não devia e ele mesmo reconhece isso e, no “finzinho” do seu drama ele se arrepende do que falou e pede perdão a Deus – “Por isso, falei do que não entendia; coisas que para mim eram maravilhosíssimas, e que eu não compreendia”.

Nosso relacionamento com Deus está em um nível muito mais elevado do tipo de relacionamento que temos com a pessoa mais amada nesta vida. A forma de nos relacionarmos com Deus tem que ser a mais clara possível. Jamais podemos julgar que Deus por ser Onisciente tem o dever de nos dar tudo o que precisamos ou que, por este atributo, tem a obrigação de entender e aceitar todas as nossas atitudes. O que nosso Deus espera de seus filhos é que, mesmo diante da situação mais escabrosa, nossa fé não seja abalada; nossa convicção não esmoreça; e, que nossa devoção não se corrompa.

Não estamos dizendo que o crente não pode reclamar de determinadas situações, o que estamos dizendo é que temos que ter o máximo de cuidado com o que vamos falar, pois, indiscutivelmente, teremos que prestar conta de todas as palavras “ociosas” que proferirmos. No fim do drama, o Senhor mudou o cativeiro de Jó? Sim, mudou sim. Mas uma pergunta ficará sem resposta – Será que o Senhor mudaria o cativeiro de Jó, se este não tivesse se arrependido das palavras que havia pronunciado?

O Senhor nos avisou antecipadamente de que enfrentaríamos muitas dificuldades, Ele não disse qual seria a intensidade destas dificuldades, apenas que os problemas e as dificuldades, sem dúvida alguma, nos alcançariam e a história de Jó é um grande ensino que o próprio Senhor nos revelou para que dela tirássemos as lições necessárias para enfrentarmos as intempéries da vida. Por, isso, meu querido (a) leitor (a) embriague-se deste estudo e absorva o máximo que puder, pois, “tempos difíceis” estão por vir.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

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