Não devemos confundir religiosidade com espiritualidade.

Miquéias 6: 6-8
 “Com que me apresentarei ao Senhor e me inclinarei ante o Deus Altíssimo? Virei perante ele com holocaustos, com bezerros de um ano? Agradar-se-á o Senhor de milhares de carneiros? De dez mil ribeiros de azeite? Darei o meu primogênito pela minha transgressão? O fruto do meu ventre, pelo pecado da minha alma? Ele te declarou, ó homem, o que é bom; e que é o que o Senhor pede de ti, senão que pratiques a justiça, e ames a beneficência, e andes humildemente com o teu Deus?”

Em toda a Bíblia Sagrada, o livro de Miquéias, sem dúvida, ocupa, em minha opinião, um lugar de destaque. Não pelo fato de ser mais importante que os outros livros, mas pelo estilo da linguagem. A clareza com a qual o profeta expressou literariamente a inspiração divina é extraordinária. O estilo literário utilizado por ele não permite que haja dúbia interpretação, ou seja, aquilo que ele escreveu é a exata expressão do que ele queria dizer.

O profeta Miquéias atuou cerca de 750 anos A.C., denunciando a degradação moral, social e espiritual de todo o povo (Israel e Judá). Embora a degradação moral e social seja vista como um processo natural da humanidade, devemos estar cientes de que isso é em razão do pecado, todavia, o que causa maior espanto é que as denúncias do profeta são, também, dirigidas aos que deveriam estar cuidando da “saúde” espiritual do povo – sacerdotes. Mas, a culpa era exclusivamente dos líderes?

Não estamos tentando fazer uma defesa dos sacerdotes. Ainda que nós, pelas nossas falhas, queiramos criar uma terceira opção para justificar nossa inatividade dentro da igreja, diante dos olhos do nosso Deus só há duas opções – ou estamos com Ele ou contra Ele. Evidentemente que havia sacerdotes corruptos, se não o profeta não teria denunciado, mas, também, havia os fiéis, porém entre um grupo e outro havia os que não queriam tomar partido nem para um nem para outro grupo, seria o grupo dos indiferentes. Ora, dentre os três grupos, quem é o único que está agradando a Deus?

A razão de dizer que gosto do profeta Miquéias se fundamenta na atemporalidade das suas profecias. Temos a nítida impressão de que Miquéias escreveu todas as suas denúncias para o povo de Deus nos dias de hoje. As denúncias do profeta acerca do que estava ocorrendo no templo são tão úteis e aplicáveis ao que está acontecendo hoje nas igrejas. O que o profeta percebeu era que as pessoas estavam frequentando o templo com os seus sacrifícios porque a lei exigia, porém, intimamente, ninguém queria se livrar do seu pecado. A culpa dos sacerdotes em tudo isso é que eles sabiam desse comportamento do povo, mas, em vez de instruírem o povo, eles simplesmente fingiam que não viam, como quem diz: “o problema não é meu”.

A denúncia do profeta apontava exatamente para a omissão dos sacerdotes e, tão grave como era, a omissão continua sendo um grave problema em nosso meio. Fingir que não está vendo a igreja se definhar espiritualmente não ameniza a responsabilidade do líder – “Ovelhas perdidas foram o meu povo, os seus pastores as fizeram errar, para os montes as deixaram desviar”.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

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One thought on “Não devemos confundir religiosidade com espiritualidade.

  • 11 de fevereiro de 2021 em 06:12
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    A paz do senhor Jesus..Tremenda a leitura de hoje vale a pena estudar e rever alguns valores.. Parabéns PR Figueiredo..está mensagem um grande alerta

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