Usando as mídias sociais para a divulgação do Evangelho.

Salmos 147: 14-15
 “Ele é quem pacifica os teus termos e da flor da farinha te farta; quem envia o seu mandamento à terra; a sua palavra corre velozmente”.

Quem usa as redes sociais ou a internet para evangelizar e se sente confortável julgando que está cumprindo o que foi comissionado por Jesus, está miseravelmente equivocado. As redes sociais, embora sejam uma excelente ferramenta para a divulgação do Evangelho seja na forma que for, jamais substituirá o ser humano na honrosa tarefa que Jesus nos concedeu. O que Jesus mandou, foi que fizéssemos discípulos e isso requer contato pessoal com as pessoas e não enviar um monte de mensagens sem se importar se estão lendo ou não. Além do que, a grande maioria das mensagens são frases prontas que não expressam o que, quem enviou, está realmente sentindo em relação a quem vai ler. Nenhum “emoji”, nenhuma “figurinha”, nenhum “gif” tem a capacidade de surtir o efeito que o calor humano promove.

Evidentemente que o salmista ao escrever que “a sua palavra corre velozmente” não fazia nenhuma alusão à internet, ainda que se possa fazer uma aplicação neste sentido, entretanto, o que isso significa é que o Senhor tem a máxima pressa em ver seus propósitos cumpridos. O problema da internet é que ela nos conduz a uma falsa sensação de dever cumprido e dizemos isso em todos os sentidos. Por exemplo, familiares que residem distantes uns dos outros e que, por várias razões, não podem estar juntos mesmo que esporadicamente, terminam por se conformarem com vídeos e áudios para satisfazer a ausência do ente querido. Embora os áudios e vídeos sejam ótimos recursos para aliviar a saudade, eles nunca substituirão o abraço, o beijo ou o aperto de mão. Aqueles jamais surtirão os mesmos efeitos destes.

Estamos cientes de que o Evangelho não se limita apenas a palavras, existem situações em que a pessoa que está sendo evangelizada necessita de alimento para o estômago, ou seja, ela precisa ouvir a Boa Nova de salvação, mas precisa também de alimento para o corpo e, nós sabemos que apenas as palavras não enchem a barriga de ninguém. Ir e fazer discípulos requer, de quem vai, que além de pregar o Evangelho, às vezes, seja necessário socorrer na escassez de alimento de alguém. Ouro ponto importante de quem evangeliza é que, embora aquele que evangeliza esteja preparado para falar, vai ter momentos em que ele tem que se dispor exclusivamente a ouvir.

Por favor, não interpretem de maneira equivocada o meu parecer. Sobre hipótese alguma estou desprezando o trabalho que milhares de irmãos realizam através da internet e das redes sociais no que diz respeito à evangelização e a proclamação do Reino do Céu, muito pelo contrário, o trabalho que realizam promove edificação, consolo e despertamento. Lógico que, dos milhares de sites, blogs e grupos das redes sociais que existem para a divulgação do Evangelho, nós temos que “peneirar” alguns com extrema diligência para não “engolirmos” porcaria.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

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