O mundo é como ovelhas que não têm pastor.

Mateus 9: 36
 “E, vendo a multidão, teve grande compaixão deles, porque andavam desgarrados e errantes como ovelhas que não têm pastor”.

Evangelizar é uma tarefa que está muito além do simples “Jesus te ama”. Quem se dispõe a evangelizar, assume o compromisso de caminhar junto com aquele que ouve e aceita o Evangelho de Cristo e, na caminhada, às vezes, surgem situações que exigem do evangelizador um comportamento que ultrapassa as suas limitações. Em Eclesiastes encontramos uma palavra que confirma o que escrevemos – “Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho. Porque se um cair, o outro levanta o seu companheiro; mas ai do que estiver só; pois, caindo, não haverá outro que o levante”.

O conceito de Jesus em relação às multidões que o acompanhava por todos os lugares, não expressa uma opinião pessoal dEle, mas, define aquilo que as pessoas deste mundo (que ainda não aceitaram Jesus como salvador) realmente representam dentro daquilo que é o propósito de Deus – ovelhas sem pastor. Evidentemente que o Senhor Jesus não está se referindo em estarem arrolados como membros de alguma igreja. O “pastor”, neste caso, não tem nenhuma relação com os lideres religiosos e, embora, a característica do líder religioso deva ser semelhante a de um pastor de ovelhas, o pastor ao qual o Senhor se refere é Ele mesmo.

Ainda que os seres humanos sejam dotados de inteligência e usando-a com racionalidade (com algumas exceções) consigam executar infindáveis tarefas, inventarem e construírem máquinas que facilitam a sua rotina diária; ainda que, pelos intensos estudos elaborem fórmulas que possibilitam o retardar o envelhecimento, buscando com avidez prolongarem a sua existência; ainda que, alguns possuam incríveis e extraordinárias habilidades para executarem com exímia maestria tarefas que, relativamente, estariam fora do alcance do homem; ainda que, em meio a todos os seres humanos possamos encontrar alguns com habilidades excepcionais, ainda assim, continuamos a ser míseros seres humanos. Dizemos “míseros” porque o homem, em relação à todo o universo criado, é menos que pó.

Não é pelo fato de o Senhor ter nos dotado com algumas habilidades, e dentre elas, algumas excepcionais, que o ser humano pode se julgar independente de Deus. O pecado não tornou o homem independente de Deus, pois, ainda que alguém se torne independente do outro, uma relação deve ser preservada, tomemos como exemplo os filhos e seus pais, todavia, o pecado além de proporcionar essa falsa condição de independência, também destruí o relacionamento que o homem tinha com Deus. É nesse sentido que o Senhor Jesus está falando.

O Senhor Jesus está dizendo que, por causa do pecado, as pessoas andam por esse mundo como ovelhas sem pastor, mas não é pelo fato de que não exista alguém que as oriente, antes é por uma condição que o pecado as induziu e, da qual, só sairão quando entenderem que não há como viver independente de Deus. Ter o conhecimento da existência de Deus e acreditar piamente nisso não é o suficiente para reparar o estrago causado pelo pecado, é preciso que estejamos submissos e dependentes à Sua vontade.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

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