Jesus – o maior evangelista.

Lucas 4: 18
 “O Espírito do Senhor é sobre mim, pois que me ungiu para evangelizar os pobres, enviou-me a curar os quebrantados do coração”.

O ministério de evangelista é concedido pelo Espírito Santo, dotando uma pessoa de capacidade especial para anunciar o evangelho. Geralmente esse título é usado fazendo referências aos escritores dos quatro evangelhos.  Entretanto, podemos comprovar na Bíblia, que outras pessoas além de Mateus, Marcos, Lucas e João receberam, também, esse título, como é o caso de Filipe e Timóteo – “No dia seguinte, partindo dali Paulo e nós que com ele estávamos, chegamos a Cesaréia; e, entrando em casa de Filipe, o evangelista, que era um dos sete, ficamos com ele”; “Mas tu (Timóteo) sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério”.

Todos os crentes podem e devem anunciar o evangelho. Todavia, a maioria não é capaz de fazer uma pregação propriamente dita. O evangelista é capacitado para ser, não somente um bom pregador, mas também, um excelente expositor da Palavra de Deus, e faz isso com maestria, habilidade, e poder que lhe são conferidos pelo Espírito Santo especialmente para esse fim. Evidentemente, nem todo pregador é evangelista.  É bom frisarmos também que o trabalho do evangelista não se restringe à pregação, mas abrange também o evangelismo pessoal.

Todos os evangelistas nomeados no Novo Testamento (exceto talvez Estevão e Filipe) tinham ministérios que estavam intimamente ligados à obra dos apóstolos (Barnabé, Timóteo, João, Marcos, Tito, Silas, Lucas). Eles frequentemente trabalhavam como assistentes especiais para os apóstolos. “Quanto a Tito, é meu companheiro e cooperador convosco; quanto a nossos irmãos, são mensageiros das igrejas e glória de Cristo”. Os evangelistas do Novo Testamento geralmente eram separados para obras especiais. Quando os apóstolos tinham um trabalho especial para fazer eles escolhiam um evangelista para a tarefa. Eles eram homens investidos com poderes especiais para um propósito específico. Eles desempenharam tarefas ministeriais que somente alguém especialmente comissionado por um apóstolo poderia fazer. Os enviados se igualam aos apóstolos como superintendentes das igrejas – “Espero, porém, no Senhor Jesus, mandar-vos Timóteo, o mais breve possível, a fim de que eu me sinta animado também, tendo conhecimento da vossa situação”.

Ora, segundo o que a própria Escritura Sagrada nos fala com respeito ao ministério de evangelista, como devemos encara-lo hoje? Devemos considerar que ele foi temporário assim como o apostólico ou, devemos considerar que os dons sobrenaturais associados a este ofício e a íntima conexão com os apóstolos cessaram enquanto o ofício em si continua? Segundo o Pastor Brian Schwertley, nós não temos o direito bíblico de remover os aspectos principais de um ofício cuidadosamente definido na Escritura sem autorização divina. As pessoas que hoje estão envolvidas no trabalho missionário e na plantação de igreja são pessoas que estão focando uma grande parte de sua atenção sobre o evangelismo. Eles são missionários evangelistas, não evangelistas de acordo com a estrita definição bíblica do termo.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– O ofício de Evangelista – Brian Schwertley

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