O prêmio do evangelista.

I Coríntios 9: 18
 “Logo, que prêmio tenho? Que, evangelizando, proponha de graça o evangelho de Cristo, para não abusar do meu poder no evangelho”.

Embora o pecado exista indefinidamente, indiscutivelmente, nestes últimos dias podemos dizer que ele está chegando ao ápice do seu poder sobre a humanidade. Ele está, de forma intensa e implacável, arraigado no homem que, sem o poder do Espírito Santo, ninguém, por si mesmo, pode se arrepender e crer na pregação do evangelho de Cristo. É diante de uma realidade como essa que voltamos a dizer que o evangelismo não pode ser exercido por qualquer crente. Ainda que haja em nós a disposição e boa vontade de obedecer aquilo que nos foi comissionado como igreja – “Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura”, temos que admitir e aceitar que para todo trabalho específico é necessário que haja trabalhadores específicos. Não estamos dizendo que somente os evangelistas podem evangelizar, mas que se queremos exercer esse ofício devemos nos submeter ao governo do Espírito Santo.

Infelizmente (e isso é uma realidade que poucos, bem poucos, admitem), há irmãos nas igrejas que, apesar da longa data de “conversão”, ainda não conseguem definir o que é evangelho na sua plenitude, tais irmãos fazem uma confusão tremenda entre o conceito e a prática, isto é, eles até conseguem conceituar, mas na hora de por em prática o que supostamente sabem, acabam transformando o evangelismo em uma simples atividade religiosa. “Evangelismo não é fazer prosélitos; não é persuadir as pessoas a tomar uma decisão; não é provar que Deus existe, ou fazer um bom caso para a verdade do cristianismo; não é convidar alguém a uma reunião; não é expor o dilema contemporâneo, ou suscitar interesse simplesmente religioso; não é vestir uma camisa dizendo “Jesus Salva”! Algumas dessas coisas são corretas e boas em seu devido lugar, mas nenhuma delas deveria ser confundida com evangelismo. Evangelizar é declarar com a autoridade de Deus o que ele fez para salvar pecadores, advertir os homens da sua condição perdida, ordenar que eles se arrependam e creiam no Senhor Jesus Cristo”.

Uma pergunta ecoa em meu íntimo neste exato momento – qual é a verdadeira razão de praticarmos o evangelismo? Meu Deus! Fiquei estarrecido com a resposta pronta e imediata que “brotou” no meu coração.

Infelizmente, alguns dos nossos motivos para evangelização são frequentemente egoístas.  Algumas igrejas “empurram” seus membros para as ruas com o objetivo de “ganhar almas para Jesus”, mas, na verdade, estão mais preocupadas em não ter que fechar suas portas do que com o “amar a Deus” participando do seu plano divino de redimir outros. Alguns dos que evangelizam se preocupam mais em ganhar um argumento ou parecer mais inteligentes que os outros, do que obedecer a Deus e amar, de fato, aquele que está perdido. E, nós, como crentes fiéis, não podemos nos conformar com essa realidade.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– A graça de Deus no Evangelho – John Cheesman
– Um Entendimento Bíblico do Evangelismo – Mark Dever

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