Doutores sem entendimento.

I Timóteo 1: 6-7
 “Do que desviando-se alguns, se entregaram a vãs contendas, querendo ser doutores da lei e não entendendo nem o que dizem nem o que afirmam”.

Discutir sobre certos detalhes da Bíblia pode ser interessante, entretanto, essa atitude nos leva às situações irrelevantes e nos faz perder de vista o propósito da mensagem de Deus. Como sempre digo aos meus ouvintes, existem certos assuntos bíblicos que, além de não influenciarem em nada em nossa salvação, trazem mais dúvidas do que respostas. Não podemos permitir que nada, absolutamente nada, nos distraia do evangelho da salvação em Jesus Cristo, principalmente questões bíblicas, das quais, ninguém tem a resposta concreta. Aos que exercem a função de ensinador (doutor ou mestre) nas igrejas, devem atentar para algo de extrema importância para seu ministério – devemos, não somente, conhecer a Palavra de Deus, mas aplicar em nossa vida diária os ensinos vitais que ela tem.

Tudo o que acontece no plano físico é um reflexo do que já ocorreu no plano espiritual. Embora muitos não admitam isso, entretanto, tudo o que tem acontecido na esfera secular, sejam coisas boas ou más, é uma consequência do que se tem vivido no plano espiritual. O grande problema da humanidade não são os regimes de governo que oprimem o povo omitindo aquilo que seria o básico para a sobrevivência do cidadão; o grande problema da humanidade não são os desmatamentos criminosos ou a poluição incontrolável dos rios e mares, extinguindo seres imprescindíveis ao ciclo de sobrevivência do homem; o grande problema da humanidade não é o nível estarrecedor que a violência, contra o próprio homem, atingiu; o grande problema da humanidade não são as crises financeiras e nem as pandemias ou endemias e, muito menos, o numero de enfermidades que nos assolam; o grande problema da humanidade tem um nome e o seu ponto de partida está no plano espiritual – É O PECADO.

Quando atentamos para o nível de espiritualidade de muitos irmãos, percebemos com extrema facilidade a razão de muitas igrejas estarem sucumbindo ao sistema do mundo. Um grande número de pessoas que professam ser crentes, na verdade, estão camuflando suas atitudes carnais debaixo de uma espessa camada de verniz religioso. Mas o problema não está no fato de estas pessoas não praticarem o que professam e, sim, na questão de quererem convencer os outros de que seus atos estão politicamente corretos, ou seja, elas insistem em afirmar que o erro é justificável. Infelizmente, para agravar mais a situação, algumas destas pessoas, são líderes de igrejas – pastores, presbíteros e evangelistas, são, também, os que têm a responsabilidade de ensinar (discipular) a igreja. Ora, uma igreja com tal diagnóstico pode exercer o papel que lhe foi confiado por Cristo?

Uma igreja que tem alguém ensinando o povo, cujo perfil não se encaixa com os parâmetros bíblicos, está fadada ao fracasso. Identificar o problema não soluciona a questão, em certas situações é necessário que a ação reparadora seja enérgica e imediata. Mas, como temos dito com certa frequência, estão dando mais valor às pessoas do que ao Evangelho de Cristo.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

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