A responsabilidade do mestre.

Tiago 3: 1
 “Meus irmãos, muitos de vós não sejam mestres, sabendo que receberemos mais duro juízo”.

O texto de Tiago, não aponta estritamente para os “mestres ou doutores” das igrejas, ele inclui os pastores, dirigentes de igreja, missionários, pregadores da Palavra ou qualquer pessoa que ensine na congregação. O professor precisa compreender que ninguém na igreja tem uma responsabilidade maior do que aqueles a quem está confiado o trabalho de ensinar as Sagradas Escrituras. No juízo, os mestres cristãos serão julgados com mais rigor e mais exigência do que os demais crentes, independentemente da forma como ensinaram, ou seja, se temos nos dedicado e nos esforçado para não nos desviarmos dos padrões bíblicos, não temos o que temer no juízo, porém, se temos exercido nosso ministério com negligência, estejamos conscientes de que seremos julgados segundo o nosso comportamento.

Indubitavelmente, o crente precisa estar informado de que pode haver, nas igrejas, diversos obreiros corrompidos e distanciados da verdade, como os mestres da lei de Deus, nos dias de Jesus – “E surgirão muitos falsos profetas e enganarão a muitos”. Jesus adverte, aqui, que nem toda pessoa que professa a Cristo é um crente verdadeiro e que, hoje, nem todo escritor evangélico, missionário, pastor, evangelista, professor, diácono e outros obreiros são aquilo que dizem ser. Esses obreiros “exteriormente pareceis justos aos homens”. Aparecem “vestidos como ovelhas”. Podem até ter uma mensagem firmemente baseada na Palavra de Deus e expor altos padrões de retidão. Podem parecer sinceramente empenhados na obra de Deus e no seu reino, demonstrar grande interesse pela salvação dos perdidos e professar amor a todas as pessoas. Parecerão ser grandes ministros de Deus, líderes espirituais de renome, ungidos pelo Espírito Santo. Poderão realizar milagres, ter grande sucesso e multidões de seguidores.  Todavia, esses homens são semelhantes aos falsos profetas dos tempos antigos e aos fariseus do Novo Testamento.

Longe das multidões, na sua vida em particular, os fariseus entregavam-se à “rapina e de iniquidade”, “cheios de ossos de mortos e de toda imundícia”, “cheios de hipocrisia e de iniquidade”. Sua vida na intimidade é marcada por cobiça carnal, imoralidade, adultério, ganância e satisfação dos seus desejos egoístas e, quando contemplamos, nos dias de hoje, a ascensão vertiginosa de algumas pessoas com essas características e que se intitulam “crentes”, uma pergunta surge em nosso coração: como Deus permite isso?

Essa pergunta se responde levando em consideração dois fatores: geralmente, os falsos mestres e pregadores iniciam seu ministério com sinceridade, veracidade, pureza e genuína fé em Cristo. Mais tarde, por causa do seu orgulho e desejos imorais, sua dedicação pessoal e amor a Cristo desaparecem lentamente. Em decorrência disso, apartam-se do reino de Deus e se tornam instrumentos de Satanás, disfarçados em ministros da justiça; Outros falsos mestres e pregadores nunca foram crentes verdadeiros, estes, a serviço de Satanás, estão na igreja desde o início de suas atividades. Satanás tira partido da sua habilidade e influência e promove o seu sucesso.

É em razão destas coisas, que os “mestres e doutores” receberão um julgamento mais rigoroso.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– Bíblia de Estudo Pentecostal (pág.1488) Extraído e adaptado.

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