A Bíblia é a base para se manter a constância e a esperança.

Romanos 15: 4
 “Porque tudo que dantes foi escrito para nosso ensino foi escrito, para que, pela paciência e consolação das Escrituras, tenhamos esperança”.

Diferente do que muitos crentes entendem sobre todo o conteúdo da Bíblia, seu ensino e instrução não pode ser dividido e, assim, ser aplicado especificamente a um ou outro grupo de pessoas. Tanto no Antigo Testamento quanto no Novo Testamento, a total confiança em Deus e na sua Palavra, e o amor sincero a Ele, formaram o fundamento para a guarda dos seus mandamentos. Paulo declara que Israel não alcançou a justiça que a lei previa, porque “não foi pela fé” que a buscavam. A lei ressaltava a verdade eterna que a obediência a Deus, partindo de um coração cheio de amor, levaria a uma vida feliz e rica de bênçãos da parte do Senhor.

A esperança no sentido bíblico diz respeito a algo que está muito além dos simples anseios pelas coisas futuras, ela consiste numa certeza na alma, uma firme confiança sobre as coisas futuras, porque tais coisas decorrem da revelação e das promessas de Deus. Noutras palavras, a esperança bíblica do crente está intimamente vinculada a uma fé firme e a uma sólida confiança em Deus. O salmista expressa claramente este fato mediante um paralelo entre “confiança” e “esperança” –  “Não confieis em príncipes nem em filhos de homens, em quem não há salvação. Bem-aventurado aquele que tem o Deus de Jacó por seu auxílio e cuja esperança está posta no SENHOR, seu Deus”. Por conseguinte, a esperança firme do crente é uma esperança que “não traz confusão”; a esperança, portanto, é uma âncora para o crente através da vida.

O alicerce da esperança segura do crente procede da natureza de Deus, de Jesus Cristo e da Palavra de Deus. As Escrituras revelam como Deus sempre foi fiel, no passado, ao seu povo. Davi, no salmo 22 revela sua luta numa situação pessoal crítica. Todavia, ao meditar nos feitos de Deus no passado, ele confia que Deus o livrará: “Em ti confiaram nossos pais; confiaram, e tu os livraste”. O poder maravilhoso que o Deus Criador já manifestou em favor do seu povo está exemplificado no êxodo, na conquista de Canaã, nos milagres de Jesus e dos apóstolos, e em casos semelhantes, os quais edificam a nossa confiança e esperança no Senhor como nosso Ajudador. Por outro lado, aqueles que não conhecem a Deus não têm em que se firmar para terem esperança.

A plenitude da revelação do novo concerto em Jesus Cristo acresce mais uma razão para a esperança inabalável em Deus. Para o crente, o Filho de Deus veio para destruir as obras do diabo, que é o “deus deste século”. Jesus, ao expulsar demônios durante o seu ministério terreno, demonstrou seu poder sobre Satanás. Além disso, pela sua morte e ressurreição, Ele esmagou o poder de Satanás e demonstrou o poder do reino de Deus. Não é de se estranhar, portanto, o que Pedro exclama a respeito da nossa esperança: “Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua grande misericórdia, nos gerou de novo para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos”. Jesus é, pois, chamado nossa esperança.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz

Referências:
– Bíblia de Estudo Pentecostal (pág. 841)

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