Saulo “respirava ameaças e morte”.

Atos 9: 1-2
 “E Saulo, respirando ainda ameaças e mortes contra os discípulos do Senhor, dirigiu-se ao sumo sacerdote e pediu-lhe cartas para Damasco, para as sinagogas, a fim de que, se encontrasse alguns daquela seita, quer homens, quer mulheres, os conduzisse presos a Jerusalém”.

Judeu, fariseu, citado pela primeira vez no livro de Atos com seu nome hebraico — Saulo. Nasceu em Tarso, Cilicia, cidade localizada na Ásia Menor (atualmente sul da Turquia). Provavelmente nasceu uns dez anos depois de Cristo, pois é mencionado como “um jovem”, na ocasião do apedrejamento de Estêvão – “E, expulsando-o da cidade, o apedrejavam. E as testemunhas depuseram as suas capas aos pés de um jovem chamado Saulo”. Seu pai sem dúvida era judeu, mas comprou ou recebeu cidadania romana. Por essa razão, Paulo mais tarde utilizou-se desse direito por nascimento. A despeito de sua cidadania, ele foi criado numa família judaica devotada, da tribo de Benjamim. Recebeu uma instrução cuidadosa na lei judaica e tornou-se fariseu. Também descreveu a si mesmo como “hebreu de hebreus”. Foi criado de acordo com o judaísmo e circuncidado no oitavo dia de vida; portanto, era zeloso na obediência de cada ponto da lei mosaica.

A lição deste trimestre deve ser cuidadosamente ministrada, pois além daquilo que, muito provavelmente, nós “já estamos careca de saber”, devemos nos atentar para detalhes importantíssimos que são ensinos preciosos para nós. Por exemplo, quando formos apresentar Paulo antes da conversão, devemos focar no terrível mal que a religião (no sentido literal da palavra) causa ao ser humano. Saulo de Tarso, na sua religião, era um meticuloso observador de todos os dogmas do farisaísmo. A fé cultivada dentro da sua religião era inabalável. A perseguição aos cristãos se dava pelo fato de que o que era ensinado por eles, representava uma enorme ofensa aos ensinos do farisaísmo.

Parece cômico, mas não é exatamente o que estamos vivenciando nos dias de hoje? Uma discussão infindável entre calvinistas e arminianista. Se ficasse apenas no campo da discussão, tudo bem, mas, acontece que existem aqueles (tanto de um grupo quanto do outro) que têm um “espírito” (que não é o dele mesmo nem o Espírito Santo) mais exaltado e, por verem seus argumentos sendo refutados (tudo biblicamente), entram para o campo das ofensas verbais. Observem atentamente no que a religião (do homem) transforma um homem – blasfemo, perseguidor e opressor – “a mim, que, dantes, fui blasfemo, e perseguidor, e opressor”. Saulo de Tarso nutria estas “qualidades” em função de sua fé religiosa.

Paulo era tão zeloso da Lei e de sua fé que, em certa época de sua vida, provavelmente no início da adolescência, viajou para Jerusalém, onde foi aluno do mais famoso rabino de sua época. Da sua fé religiosa, Paulo declarou que, além de ter sido “instruído conforme a verdade da lei de nossos pais” era, também, “zeloso para com Deus”. A grande diferença entre o nosso tempo e o de Paulo e, essa diferença não nos torna melhores, muito pelo contrário, nos faz piores, está no fato de que os crentes, hoje, estão zelosos por suas denominações, isto é, crentes que professam a mesma religião brigam entre si por causa de questões denominacionais.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– Quem é Quem na Bíblia Sagrada – Paul Gardner

Compartilhar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.