Saulo: blasfemo, perseguidor e opressor.

I Timóteo 1: 12-13
 “E dou graças ao que me tem confortado, a Cristo Jesus, Senhor nosso, porque me teve por fiel, pondo-me no ministério, a mim, que, dantes, fui blasfemo, e perseguidor, e opressor; mas alcancei misericórdia, porque o fiz ignorantemente, na incredulidade”.

O passado é algo que assombra muitas pessoas. Até mesmos alguns crentes que professam uma fé inabalável em Jesus Cristo, ficam inseguros quanto ao perdão de Deus no tocante aos seus atos na vida pregressa. Os testemunhos que, geralmente, ouvimos de algumas pessoas sobre a vida que viviam no passado, visam evidenciar como o insondável amor de Deus foi manifestado perdoando toda e qualquer ofensa ou pecado que tal pessoa tenha praticado – “Vinde, então, e argui-me, diz o Senhor; ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a branca lã”.

Quando examinamos o passado do apóstolo Paulo, indiscutivelmente, nossa atitude em relação à sua conversão seria a mesma dos muitos crentes de sua época, pois, de acordo com o nosso curto entendimento do poder de Deus, é praticamente impossível que alguém com um “curriculun” tão tenebroso como o de Saulo de Tarso pudesse se converter da “sua” fé.

Saulo de Tarso não foi apenas um “descrente” que precisava ser evangelizado para enxergar a Luz da verdade. Saulo de Tarso não era um homem ignorante quanto aos assuntos religiosos. Suas credenciais quanto ao teor religioso, o tornava alguém superior entre os da sua seita – ele era mestre. Pessoas com credenciais semelhantes à de Saulo de Tarso, são as mais difíceis de serem evangelizadas e, nestas situações é que percebemos como a pessoa do Espírito Santo é indispensável e imprescindível em nosso trabalho de evangelismo. Ainda que não seja mencionado na Bíblia, eu (particularmente) penso que alguns crentes daquele tempo, viam na pessoa de Saulo de Tarso a encarnação do anticristo, o qual o Senhor Jesus tinha avisado que surgiria, desta forma, ele não deveria ser evangelizado.

É lógico que não temos uma biografia completa de todos os crentes da época de Saulo de Tarso, mas, pelas informações que a Bíblia nos dá a respeito dos crentes daquele tempo, analise a seguinte pergunta: qual deles tinha condições de evangeliza-lo? As condições que colocamos aqui é o fato de argumentar com profundo conhecimento acerca das doutrinas religiosas daquele tempo. Evidentemente a nossa resposta é: ninguém!

Entretanto, a conversão de Saulo de Tarso nos serve para ensinar que evangelizar não é debater filosofias religiosas e, muito menos, por em questão quais são os dogmas perfeitos, mas em expor a única verdade. Evangelizar não expor a “minha” religião como o melhor produto do mercado, mas convencer àquele que nos ouve de que não existe outro meio de reconciliação com Deus, senão Jesus Cristo. O argumento de Jesus com Saulo foi – “Saulo, Saulo, por que me persegues?” Ou seja, Saulo perseguia simplesmente pelo fato de estar sendo contrariado naquilo que ele pensava que era certo.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

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One thought on “Saulo: blasfemo, perseguidor e opressor.

  • 4 de outubro de 2021 em 12:21
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    Muito bom esse comentário. Parabéns. Afinal de contas passa pra nós a questão de quem o evangelisaria a não ser o próprio Jesus. Pois quem teria argumentos para com o mesmo. Só Jesus. Tem gente que só Jesus na causa.

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