O crente deve purificar-se de toda imundícia da carne e do espírito.

II Coríntios 7: 1
 “Ora, amados, pois que temos tais promessas, purifiquemo-nos de toda imundícia da carne e do espírito, aperfeiçoando a santificação no temor de Deus”.

A purificação é uma ação dupla: afastar-se do pecado e voltar-se a Deus. Paulo enfatiza que os crentes da igreja de Corinto não deveriam ter nenhuma relação com o paganismo. Deveriam cortar relações com seu passado e se entregar somente a Deus. Paulo afirma com toda clareza que não podemos reivindicar as promessas maravilhosas e graciosas de Deus sem uma vida de separação e de santidade. Uma vida de parceria com o mundo significa perder a presença e as promessas de Deus.

O conceito de separação do mal é fundamental para o relacionamento entre Deus e o seu povo. Segundo a Bíblia, a separação abrange duas dimensões, sendo uma negativa e outra positiva: a separação moral e espiritual do pecado e de tudo quanto é contrário a Jesus Cristo, à justiça e à Palavra de Deus e, acercar-se de Deus em estreita e íntima comunhão, mediante a dedicação, a adoração e o serviço a Ele.

O povo de Deus deve ser santo, diferente e separado de todos os outros povos, a fim de pertencer exclusivamente a Deus. Uma principal razão por que Deus castigou o seu povo com o desterro na Assíria e Babilônia, foi seu obstinado apego à idolatria e ao modo pecaminoso de vida dos povos vizinhos.

Deus exige a separação entre o crente e o sistema mundial corrupto e a transigência ímpia; separa-se daqueles que, na igreja, pecam e não se arrependem de seus pecados; e, separar-se dos mestres, igrejas ou seitas falsas que aceitam erros teológicos e negam as verdades bíblicas – “Estes são manchas em vossas festas de fraternidade, banqueteando-se convosco e apascentando-se a si mesmos sem temor; são nuvens sem água, levadas pelos ventos de uma para outra parte; são como árvores murchas, infrutíferas, duas vezes mortas, desarraigadas; ondas impetuosas do mar, que escumam as suas mesmas abominações, estrelas errantes, para os quais está eternamente reservada a negrura das trevas”.

Nosso propósito na separação do mal, é que nós, como o povo de Deus, temos o dever de perseverar na salvação, na fé e na santidade; é nosso dever viver inteiramente para Deus como nosso Senhor e Pai e, como igreja, cumprir nossa missão a fim de convencermos o mundo incrédulo da verdade e das bênçãos do evangelho.

Quando nos separamos do mal, o próprio Deus nos recompensará, acercando-se de nós com sua proteção, sua bênção e seu cuidado paternal. Ele promete ser tudo o que um bom Pai deve ser. Ele será nosso Conselheiro e Guia; Ele nos amará e de nós cuidará como seus próprios filhos. O crente que deixa de separar-se da prática do mal, do erro, da impureza, o resultado inevitável será a perda da sua comunhão com Deus, da sua aceitação pelo Pai, e de seus direitos de filho.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal.
– Bíblia de Estudo Pentecostal (pág. 1779, extraído e adaptado)

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