O Senhor Jesus Cristo cumpriu fielmente a Lei.

Hebreus 1: 1-3
 “Havendo Deus, antigamente, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos, nestes últimos dias, pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo. O qual, sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados, assentou-se à destra da Majestade, nas alturas”.

Jesus cumpriu a Lei de Deus em todos os seus aspectos: moral, civil e cerimonial. Isto é, Jesus obedeceu a todos os preceitos estabelecidos pelo Senhor Deus naquilo que diz respeito ao viver santo; Jesus, mesmo sendo Deus, cumpriu todas as exigências estabelecidas quanto ao que um cidadão deste mundo deve observar. Isso não aponta para as regras deste mundo, antes implica no modo de viver santo em um mundo decaído e corrompido; e, por fim, Jesus, não somente observou os rituais cerimonias, bem como os cumpriu em Si mesmo, isto é, tudo o que estava estabelecido cerimonialmente no Antigo Testamento acerca da expiação dos pecados (ritual de sacrifício), o Senhor Jesus cumpriu em Si mesmo.

Biblicamente o termo expiação é usado sob um aspecto legal. O termo fala de um processo de trazer aqueles que são inimigos para uma harmonia e unidade, significando, assim, reconciliação. Sob a lei mosaica a expiação pelo pecado era conseguida através da morte de uma vítima sacrificial. A expiação bíblica tem uma forma clara, e esta reconciliação específica é efetuada pela morte de Jesus Cristo em sua encarnação, vida, morte, ressurreição e ascensão.

O dia da expiação no calendário judaico era o mais importante do ano. Nesse dia, o sumo sacerdote, vestia as vestes sagradas e preparava-se mediante um banho cerimonial com água. Em seguida, antes do ato da expiação pelos pecados do povo, ele tinha de oferecer um novilho pelos seus próprios pecados. A seguir, tomava dois bodes e, sobre eles, lançava sortes: um tornava-se o bode do sacrifício, e o outro tornava-se o bode expiatório. Sacrificava o primeiro bode, levava seu sangue, entrava no Lugar Santíssimo, para além do véu, e aspergia aquele sangue sobre o propiciatório, o qual cobria a arca contendo a lei divina que fora violada pelos israelitas, mas que agora estava coberta pelo sangue, e assim se fazia expiação pelos pecados da nação inteira. Como etapa final, o sacerdote tomava o bode vivo, impunha as mãos sobre a sua cabeça, confessava sobre ele todos os pecados dos israelitas e o enviava ao deserto, simbolizando isto que os pecados deles eram levados para fora do arraial para serem aniquilados no deserto.

O Dia da Expiação está repleto de simbolismo que prenuncia a obra de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A transitoriedade dos sacrifícios se revela no fato de que os sacrifícios do Antigo Testamento tinham de ser repetidos anualmente. Eles apontavam para um tempo futuro quando, então, Cristo viria para remover de modo permanente todo o pecado confessado.

Os dois bodes representam a expiação, o perdão, a reconciliação e a purificação consumados por Cristo. O bode que era sacrificado representa a morte vicária e sacrificial de Cristo pelos pecadores, como remissão pelos seus pecados. O bode expiatório, conduzido para longe, levando os pecados da nação, tipifica o sacrifício de Cristo, que remove o pecado e a culpa de todos quantos se arrependem.

Em suma, o que a Lei exigiu, Cristo cumpriu em Si esmo.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– Bíblia de Estudo Pentecostal.
– Dicionário Bíblico Wicliffe.

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