A função da Lei é levar o homem a Cristo.

Gálatas 3: 24
 “De maneira que a lei nos serviu de aio, para nos conduzir a Cristo, para que, pela fé, fôssemos justificados”.

A lei estabelecida por Deus tem duas funções. Sob o aspecto positivo, ela revela a natureza e a vontade de Deus, além de indicar às pessoas como devem viver. Sob o aspecto negativo, ela revela o quanto as pessoas são pecadoras, mostrando, assim, que é impossível agradar a Deus tentando, apenas, obedecer plenamente a todas as Suas leis. A promessa de Deus a Abraão tratava da fé deste homem, e a lei está focalizando duas ações. A aliança com Abraão mostra que a fé é a única forma de salvação, enquanto a lei mestra como devemos obedecer a Deus sob a forma de um grato reconhecimento. A fé não invalida a lei, mas quanto mais sabemos a respeito de Deus, mais percebemos como somos pecadores. Então, somos levados a depender somente de nossa fé em Cristo para nossa salvação.

A imagem da lei como uma entidade protetora é semelhante a de um tutor que supervisiona uma criança. Mas não precisamos mais desse tipo de supervisão. A lei nos ensina a necessidade da salvação; a graça de Deus nos deu essa salvação. O Antigo Testamento ainda se aplica aos nossos dias, pois nele Deus revela sua natureza, sua vontade para a humanidade, suas leis morais e suas diretrizes para a vida cotidiana. Mas não podemos ser salvos pela obediência à lei; devemos, antes, confiar (ter fé) em Cristo.

A palavra traduzida “lei” (torah) significa “ensino” ou “instrução”. O termo lei pode referir-se aos Dez Mandamentos, ao Pentateuco ou a qualquer mandamento no Antigo Testamento. O uso por Paulo da palavra “lei” pode incluir o sistema sacrificial do concerto mosaico.

A respeito dessa lei, Paulo declara várias coisas: Primeiro – ela foi dada por Deus “por causa das transgressões”, a fim de demonstrar que o pecado é a violação da vontade de Deus, e despertar os homens a verem sua necessidade de misericórdia, graça e salvação de Deus em Cristo (conforme está escrito no versículo base).

Segundo – embora o mandamento fosse santo, bom e justo – “Assim, a lei é santa; e o mandamento, santo, justo e bom”, todavia era insuficiente, porque não conseguia transmitir vida espiritual nem força moral – “Porquanto, o que era impossível à lei, visto como estava enferma pela carne, Deus, enviando o seu Filho em semelhança da carne do pecado, pelo pecado condenou o pecado na carne”.

Terceiro – a lei funcionou como “aio” ou tutor do povo de Deus até que viesse a salvação pela fé em Cristo. Nessa função, a lei revelou a vontade de Deus para o comportamento do seu povo, proveu sacrifícios de sangue para cobrir os pecados do seu povo e apontou para a morte expiatória de Cristo.

Por fim, a lei foi dada para nos conduzir a Cristo a fim de sermos justificados pela fé. Mas agora que Cristo já veio, finda está a função da lei como supervisora. Por isso, já não se deve buscar a salvação através das provisões do antigo concerto, nem pela obediência às suas leis e ao seu sistema de sacrifícios. A salvação, agora, tem lugar de conformidade com as provisões no novo concerto, a saber, a morte expiatória de Cristo, a sua ressurreição gloriosa e o privilégio subsequente de pertencer a Cristo.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– Bíblia de Estudo Pentecostal.
– Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal.

Compartilhar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.