A oração do cristão deve ser humilde e discreta.

Mateus 6:5-6
 “E, quando orares, não sejas como os hipócritas, pois se comprazem em orar em pé nas sinagogas e às esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão. Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai, que vê o que está oculto; e teu Pai, que vê o que está oculto, te recompensará”.

Quando Jesus ensinou os discípulos como deveriam orar, isso foi feito por causa do comportamento dos líderes religiosos daquela época e, que continua ecoando (o comportamento religioso) em nossos dias. Alguns crentes, especialmente os líderes, querem ser vistos como santos, e a oração em público é um modo de chamar a atenção para isso. Jesus enxergando a intenção do coração daqueles homens (o de se promoverem) ensinou que a essência da oração não é a justificação em público, mas a comunicação particular com Deus.

Certa vez ouvi alguém dizer que o povo que muito ora, tal povo terá muito poder, mas o povo que pouco ora, seu poder será proporcional ao tempo dedicado à oração. Isso é facilmente verificado pelo desenvolvimento de uma igreja. Quando nos deparamos com uma igreja que não cresce, que não desenvolve, certamente essa é uma igreja que não ora. Não estamos dizendo que ninguém, em tal igreja, não está orando, mas que a grande maioria dos membros, principalmente obreiros, são omissos nos cultos voltados para o ensino da Bíblia e oração.

O que Jesus quer nos ensinar a respeito da oração, é que ela não deve ser feita de forma mecânica e, muito menos, ser uma representação de vida piedosa. Ao usar o termo ‘hipócritas’ (que originalmente se refere a atores que representavam em teatros gregos ou romanos), Jesus aponta para os “atores” espirituais, que atuam dentro das igrejas, que fingem piedade a fim de ganhar a aprovação humana. Ficar em pé nas sinagogas ou nas esquinas das ruas, assegurava que muitas pessoas estariam vendo que os hipócritas estavam orando, mas Jesus ensinou que Deus não possui qualquer consideração por tais ações.

Estejamos cientes de que Jesus não está condenando a oração em público, mas o que Ele está condenando é a motivação que impelem alguns a orar e, neste sentido, tanto faz orar em público ou em privacidade, a hipocrisia é evidente. O aposento era um quarto que não possuía portas ou janelas para o exterior da edificação. Fechar a porta conferia total privacidade. Visto que o verdadeiro discípulo ora para uma audiência celestial e não para uma audiência humana, a privacidade é ideal para a oração genuína.

Jesus descreveu o Pai como aquele que vê o que está oculto, Deus está sempre presente. 0 discípulo pode encontrá-lo no local mais obscuro.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– Bíblia de estudo Aplicação Pessoal.
– Bíblia de Estudo Pentecostal.
– Bíblia de Estudo Holman

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