Tire primeiro a trave do seu olho.

Lucas 6:42
 “Ou como podes dizer a teu irmão: Irmão, deixa-me tirar o argueiro que está no teu olho, não atentando tu mesmo na trave que está no teu olho? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho e, então, verás bem para tirar o argueiro que está no olho de teu irmão”.

Certamente que ao ser replicada e traduzida (inúmeras vezes), a Bíblia, antes de chegar às nossas mãos nas mais variadas versões, sofreu (como já comentado em artigos anteriores) muitas variações e, com isso, induziu muitos leigos a uma interpretação equivocada do sentido original das palavras. É muito comum ouvirmos alguns irmãos e irmãs dando um sentido em certos termos bíblicos que não tem nenhuma relação com o contexto bíblico. Por um lado, é fruto da ignorância destas pessoas e, por outro, é em razão da tradução inadequada do termo original.

A ignorância das pessoas em relação à Bíblia não tem nada a ver com nível intelectual ou cultural. Não é raro vermos alguém com pouca instrução falando com muita sabedoria acerca dos assuntos bíblicos, enquanto que, também, não é raro vermos alguém com nível acadêmico falando besteiras uma atrás da outra. Entenda-se que estamos apontando sobre a questão de dar a real intepretação do texto bíblico.

O versículo supracitado está inserido no contexto da parábola do cego que se deixa ser guiado por outro cego. E, nesta parábola o Senhor Jesus faz uma severa critica tanto ao que guia como ao que se deixa ser guiado. A essência desta parábola é sobre a instrução, sobre o ensino. Ela fala de alguém que julga estar na posição ou condição de instruir outra pessoa. Isso aponta para liderança (pastores, obreiros de modo geral e líderes de departamentos) e professores de EBD. Consequentemente, se alguém não tem a mínima condição de “guiar” outras pessoas por causa da sua própria “cegueira”, como poderá fazer um julgamento?

A “trave” (usada metaforicamente por Jesus) que causa a cegueira em muitas pessoas, pode ser interpretada como conceitos que nós mesmos estabelecemos como verdade. Por exemplo, no meio assembleiano, muitos líderes (pastores e obreiros de modo geral) estabeleceram os costumes e tradições pentecostais como regras para a salvação e, essa “trave” ainda permanece cegando muita gente nos dias atuais.

São inúmeras as pessoas que, por causa de um pequeno “argueiro”, foram impedidas de terem uma maior e mais profunda experiência com Deus pelos que tinham uma “trave” em seus olhos. A crítica de Jesus repreende os que têm uma “trave” nos seus olhos e querem, às vezes por força, permanecerem como guias, como, também, adverte os que tem um “argueiro” serem cautelosos quanto ao que estão recebendo como instrução.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– Bíblia de Estudo Pentecostal.

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