Não atentes no argueiro que está no olho do seu irmão.

Lucas 6:41
 “E por que atentas tu no argueiro que está no olho do teu irmão e não reparas na trave que está no teu próprio olho?

Argueiro é uma palavra, usada como metáfora por Jesus, para denotar uma falha pequena. A palavra grega se refere a um pequeno (bem pequeno) pedaço de qualquer coisa como, madeira, palha, ou mesmo lã, que flutua no ar e entra no olho. Jesus usou o termo para contrastar o tamanho de um cisco com uma trave de telhado. Geralmente, encontramos pessoas que são ótimos professores, mas, por outro lado, são péssimos praticantes daquilo que ensinam.

Jesus não está dizendo que devemos ignorar o mal – ver o argueiro e ficar quieto, porém, não devemos ficar tão preocupados em notar os pecados dos outros a ponto de descuidarmos de nossa vida e, às vezes, praticando as mesmas coisas que o outro. Frequentemente, racionalizamos nossos pecados e apontamos os mesmos erros nos outros. Na vida cristã o ditado popular – Faz o que falo e não o que faço – não pode ser aplicado, aliás, na vida do crente o que deve ser imitado é o que ele faz.

Jesus está nos advertindo sobre um comportamento muito frequente em nosso meio (evangélico). Geralmente gostamos de exigir das pessoas uma postura que, às vezes, não temos. O grave erro que a grande maioria dos crentes comete é o “examine-se a si mesmo”. Não é pelo fato de não fazermos o autoexame, mas pela conclusão do exame. Geralmente a conclusão é a de que estamos muito bem, por isso, que gostamos de apontar os defeitos dos outros. Digo constantemente que não gostamos de ouvir a verdade. A verdade nos confronta e afronta, por isso, preferimos que ela, quando proferida a nosso respeito, seja omitida.

Já que a conclusão do nosso autoexame é inadequada, o próprio Senhor diz que, na grande maioria das vezes, não estamos em condições de reparar as falhas dos irmãos. E, será que o Senhor Jesus, sendo Onisciente, erra no julgamento que faz a nosso respeito? O que o Senhor está dizendo é que existem pessoas que estão reparando nas pequenas falhas no próximo e, ignorando (geralmente, por conveniência) os próprios defeitos e, diga-se, enormes defeitos. Desta forma, o que devemos entender sobre a questão de se fazer julgamentos, é que nem todas as pessoas estão em condições disto.

Quero deixar bem esclarecido que não estamos contrariando os ensinos sobre a questão de fazer julgamento, porém, estamos trazendo uma forma mais clara de entender o que, de fato, a Bíblia diz sobre o assunto. Tudo o que escrevemos tem como base a Sagrada Escritura.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– Bíblia de Estudo Pentecostal.
– Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. 

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